Milhões de pacientes ameaçados por mudanças no farmácia popular/strong>

Disponível para 94% da população brasileira, o Programa Farmácia Popular está com o futuro ameaçado. Em busca de mais cortes de despesas, o Ministério da Saúde manifestou a intenção de excluir a insulina dos medicamentos subsidiados pelo programa, que hoje é utilizada por mais de 1 milhão de pacientes, assim como reduzir em 60% o repasse pelas demais terapias disponíveis no Programa. A INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) foi chamada à Brasília e se reuniu hoje, dia 19, com representantes do Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF) do Ministério da Saúde, responsáveis pelo Farmácia Popular, e entregou um documento com uma breve análise sobre o Programa. Nela, a entidade mostra os benefícios do Programa, o quanto é fundamental manter a iniciativa e também, como contribuição, sugeriu outras soluções para reduzir custos.


Alegação do Governo


O Ministério da Saúde alega que o preço praticado pelos fornecedores ao Farmácia Popular é diferente daquele oferecido quando as empresas participam de licitações para venda de medicamentos ao governo. Contudo, há isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas licitações, enquanto no Farmácia Popular a cadeia farmacêutica segue obrigada a pagar pelos impostos, apesar do absurdo da situação e dos reiterados apelos para que, em benefício de maior acesso, houvesse isenção para o programa.


Do total de 3 bilhões do orçamento do Farmácia Popular, mais de 600 milhões não são aplicados em medicamentos porque voltam para os cofres públicos na forma de impostos. Se os pedidos por isenção de ICMS fossem atendidos, esse custo poderia ser reduzido ou destinado a compra de mais medicamentos.


“O Governo Federal, sob pena de um terrível retrocesso em matéria de acesso, já tão problemático no País, precisa garantir segurança e continuidade ao programa. A tentativa de analisar preços, esquecendo a singela diferença entre preço de produtos e preço de produtos com serviços e logística, não resiste aos fatos, nem à experiência do próprio Ministério. É preciso ainda, e ninguém melhor que o Ministério da Saúde para isso, incluir na equação os ganhos de saúde pública, a melhoria na qualidade de vida de milhões de brasileiros e a diminuição de ônus para o próprio sistema público, com menos internações e menos tratamentos”, aponta o documento da INTERFARMA entregue hoje ao Ministério da Saúde.


Desde 2005, quando os valores de referência foram definidos para medicamentos de diabetes e hipertensão dispensados pelo programa, a indústria tem oferecido substancial contribuição, sem a qual o Farmácia Popular não se viabilizaria. As reduções nos preços passam de 40%, em média, com base em acordos implementados em 2009 e 2016.


Desde então, o setor farmacêutico sofre uma pressão enorme com o aumento de custos. A inflação mesurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula 88% entre 2005 e 2016. Além disso, os reajustes de salários atingiram 114% e as tarifas médias de fornecimento de energia elétrica subiram 116% para o setor industrial. Tudo isso implica em aumento de custos para distribuidores de medicamentos, farmácias e indústrias farmacêuticas.


“Considerando este cenário, reduções adicionais aos valores de referência terminariam por tornar inviável a continuidade de fornecimento de medicamentos através do Programa Farmácia Popular”, alerta o documento da INTERFARMA.


Benefícios


O próprio Ministério da Saúde já divulgou balanços sobre o impacto do programa na saúde do brasileiro e na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Houve redução de 20% nas internações hospitalares relacionadas a complicações por hipertensão, diabetes e asma nos últimos anos, doenças tratáveis com medicamentos dispendidos pelo Farmácia Popular. As internações por diabetes, por exemplo, caíram de 130 mil em 2010 para 94 mil em 2016 – redução de 28%.


Abrangência


Em 2016, o Farmácia Popular foi responsável pela dispensação de 12,2 bilhões de doses de medicamentos, por meio de quase 35 mil farmácias em 4.469 municípios. Assim, mais de 192 milhões de brasileiros (94% da população do País) pôde contar com o suporte do programa.


Enquanto essa expansão acontecia, o governo mantinha uma rede de farmácias próprias. Contudo, cerca de 80% dos R$ 100 milhões gastos para mantê-la representavam custos operacionais – apenas R$ 20 milhões eram destinados à compra de medicamentos. Assim, fica evidente que o modelo gerava desperdício de recursos públicos e não colaborava com o aumento do acesso ao Farmácia Popular. Isso levou o governo a descontinuar a rede própria.


Para aumentar a abrangência do programa, o governo firmou parcerias com a rede privada de farmácias. Assim, todos os esforços de logística e planejamento dos custos operacionais ficaram sob responsabilidade da cadeia farmacêutica privada, restando ao governo apenas o subsídio aos medicamentos.


Existem duas modalidades no Farmácia Popular. Uma fornece medicamentos para asma, diabetes e hipertensão arterial com subsídio integral do Estado. Outra, o Estado cobre 90% do custo do medicamento, restando ao paciente apenas 10%. Nesse modelo de co-pagamento estão previstos tratamentos para colesterol, osteoporose, mal de Parkinson, glaucoma e rinite, além de fraldas geriátricas.


Ref.: Site SNIF Brasil




100% dos medicamentos do SUS terão monitoramento on-line

Um novo sistema criado pelo Ministério da Saúde vai integrar as informações de distribuição, estoques e acesso aos medicamentos do SUS em todo o país. A Base Nacional de Dados da Assistência Farmacêutica visa melhorar planejamento da compra, do controle da data de validade e a realização de remanejamentos. A experiência em quatro estados mostrou que a iniciativa pode evitar desperdícios de até 30% dos fármacos entregues. Se essa economia for replicada em todo o Brasil, a cada ano, mais R$ 1,5 bilhão poderá ser revertido em mais medicamentos para a população.


A base nacional entra em funcionamento a partir de 25 de outubro e os estados e municípios têm 90 dias para enviar as informações. Até então, o Ministério da Saúde só recebia 20% dos dados por meio do Sistema Hórus, utilizado por 15 estados para gestão de medicamentos de alto custo. As demais unidades da federação, que representam 80% da demanda, repassavam por telefone ou planilhas. Agora, será disponibilizado o Web Service, ferramenta que permite que todas as secretarias de saúde do país que possuem sistemas próprios transmitam as informações.


“Essa é uma ferramenta fundamental para que a gente possa fazer economia e otimizar os recursos da saúde. Hoje existe uma consciência entre todos os gestores para a importância de alimentar o sistema para que possamos evitar o vencimento de medicamentos nas prateleiras, evitar que os medicamentos sejam desperdiçados e fazer o remanejamento dos medicamentos que eventualmente estejam sobrando em um determinado estado ou município para um melhor aproveitamento. Já verificamos em projeto-piloto que esse processo demostra um potencial de economia de bilhões de reais e com esses recursos vamos comprar mais medicamentos e ampliar acesso a população”, afirmou ministro Ricardo Barros.


Essa integração dos dados foi pactuada no início desse ano na Comissão Integestores Tripartite, que reúne representantes dos estados, municípios e do Ministério da Saúde. Pela Portaria nº 938 de 2017, os gestores que não enviarem as informações para a base nacional ou não apresentarem justificativa poderão ter os recursos da assistência suspensos temporariamente.


Além do estoque, entrada, saída e dispensação de medicamentos, também poderão ser monitoradas em tempo real informações do paciente e das unidades de saúde. Todo o processo será automatizado, ou seja, o sistema já calcula possíveis perdas, sugere remanejamento de produtos ou mesmo indica o quantitativo que deve ser comprado para atender à necessidade.


SEM DESPERDÍCIO – O novo sistema servirá de apoio para evitar o desperdício e desabastecimento de produtos. Foi o que mostrou o projeto-piloto realizado em Tocantins, Alagoas, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Nessas localidades, no terceiro trimestre desse ano, foi possível economizar R$ 20 milhões. Pelos dados, verificou-se que, em média, 30% do quantitativo poderia ser remanejado para outras regiões do Brasil, sem risco de perder o prazo de validade. Em todo o país, significaria uma economia ao Ministério da Saúde de R$ 1,5 bilhão por ano.


Fonte: site Snif Brasil




Combate à obesidade

O dia 11 de outubro marca a prevenção da doença que se espalha como epidemia em todo o mundo. Uma pesquisa feita no Brasil pela Vigitel, um sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas, apontou que a obesidade no país cresceu 60% em dez anos. A porcentagem de indivíduos obesos pulou de 11,8% para 18,9%, isso quer dizer que um em cada cinco brasileiros está acima do peso. A consequência é o aumento de doenças crônicas e metabólicas e de alta morbidade, como o diabetes que foi de 5,5% para 8,9% e a hipertensão arterial de 22,5% para 25,7%. Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade custa ao Sistema Único de Saúde (SUS) quase R$ 500 milhões por ano.


É um cenário desanimador que precisa mudar. O Programa Obesidade Zero (Nutri+Ação) ,criado por mim e pelo nutrólogo e cardiologista Dr. Daniel Magnon Magnoni, quer erradicar a doença, desde a infância, com uma série de medidas que possam atacar a obesidade em várias frentes", afirma o vereador que é médico cardiologista. O programa criado por ele e desenvolvido pela Prefeitura de São Paulo inclui ações de educação e nutrição saudável nas escolas básicas e no currículo escolar; estímulo à mudança de hábitos; incentivo à atividade física em geral, assim como, a efetivação e obrigatoriedade de profissionais de nutrição nas unidades básicas de saúde, configurando a avaliação nutricional, especialmente de peso e altura.


"Eu tenho defendido que o nutricionista deveria ser a porta de entrada nos postos de saúde em casos de atendimento pré-natal, hipertensão ou problemas gastrointestinais, antes mesmo do médico. É preciso erradicar essa doença", afirma o vereador. O projeto é reconhecido com o um dos mais importantes programas de combate à obesidade no país, tendo sido citado em congressos de nutricionistas e recebido apoio de entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, Associação Paulista de Medicina, Federação Latino Americana de Nutrição e Associação Médica Brasileira.


“O programa traz avanços na normatização e na legislação voltada para alimentação saudável com enfoque na propaganda e na desoneração fiscal dos produtos alimentícios relacionados ao controle da obesidade”, conclui o Dr. Paulo Frange.


Fonte:SnifBRasil



Pesquisa aponta que médicos brasileiros se preocupam mais com a qualidade de vida do paciente reumático

Mais do que discutir o melhor tratamento ou a intensidade dos sintomas durante as consultas, o reumatologista brasileiro está preocupado com o impacto da doença para a qualidade de vida do paciente. Por isso, esse profissional se mostra muito mais propenso a conversar sobre os efeitos da artrite reumatoide para a saúde mental, a atividade profissional e a vida íntima do paciente se comparados a médicos de outros países. Essa é a conclusão de uma pesquisa internacional realizada pelo Instituto Nielsen com 1.736 reumatologistas, de 15 países, a pedido da Pfizer.


É importante ir além do aspecto técnico da consulta. Sempre que possível, eu pergunto qual é a profissão do paciente, se ele passa muito tempo sentado, se carrega peso, entre outras questões. Se estou falando com uma dona de casa, pergunto se ela conta com alguém para ajudá-la em suas tarefas, por exemplo. Essas informações ajudam no diagnóstico e no tratamento da doença, além de melhorar o relacionamento e a comunicação com o paciente”, afirma o reumatologista Cristiano Zerbini, coordenador do Núcleo de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês e diretor do Centro Paulista de Investigação Clínica.


Ao todo, participaram do levantamento 1.736 reumatologistas. Foram ouvidos, além dos médicos brasileiros, profissionais da Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, Coreia, Espanha, França, Hong Kong, Itália, Japão, Reino Unido, Taiwan e Turquia. Os 150 brasileiros que compõem a amostra atendem, em média, 58 pacientes por mês e quase metade deles apresenta artrite reumatoide moderada a grave, uma doença autoimune inflamatória e progressiva que afeta as articulações e pode causar rigidez, deformidade articular, desgaste ósseo e incapacidade funcional, podendo comprometer até mesmo a realização de atividades corriqueiras, como escovar os dentes.


Entre os aspectos que mais diferenciam os reumatologistas brasileiros da média global de entrevistados está a preocupação com a capacidade laborativa do paciente. Esse quesito é abordado nas consultas por 83% dos médicos do País, ante 69% da amostra global. Vale destacar que, no Brasil, a artrite reumatoide é diagnosticada aos 39 anos, em média. “Muitos desses pacientes estão no auge da vida produtiva. É preciso, portanto, entender como proporcionar as melhores condições para que ele possa se manter ativo”, afirma Zerbini. O impacto da doença sobre a saúde mental do paciente é outro tópico valorizado pelos médicos brasileiros na comparação com profissionais de outros países, como demonstra o quadro abaixo:


Tópicos discutidos no consultórioBrasilGlobalEfeitos coletais de medicamentos81%87%O impacto da AR sobre o trabalho do paciente83%69%As metas do paciente para melhorar seu estilo de vida com o controle da AR (por exemplo, ter um hobby ou poder viajar)62%58%Se o paciente para ou não de realizar atividades diárias70%52%A capacidade do paciente ser pai/mãe50%46%O impacto da AR sobre a saúde mental do paciente47%36%O reflexo da AR sobre a capacidade do paciente de cuidar dos filhos40%35%Se o paciente tem ou não apoio de amigos e familiares43%35%O possível benefício de participar de um grupo de apoio de pacientes28%23%A influência da AR sobre as relações sexuais e a vida íntima do paciente28%19%


“Quando o assunto é a interferência da artrite reumatoide na vida íntima do paciente, novamente os brasileiros se mostram mais empenhados em discutir a temática. Quase um terço dos reumatologistas do País aborda esse assunto nas consultas, porcentagem que cai para 19% na média global de entrevistados. Por outro lado, 50% dos médicos brasileiros afirma que só fala sobre o tema quando o paciente pergunta sobre esse assunto.


A pesquisa


O levantamento realizado com os reumatologistas pelo Instituto Nielsen faz parte de uma iniciativa internacional desenvolvida pela Pfizer em parceria com um painel global composto por 39 profissionais de saúde e líderes de associações de pacientes de 17 países, a RA NarRAtive (Rheumatoid Arthritis), ou NARRATIVA. Anteriormente, entre 2014 e 2016, já havia sido feita uma pesquisa que contemplava o ponto de vista dos pacientes, envolvendo com 3.987 pessoas com artrite reumatoide nesses mesmos 15 países. “Trata-se de um amplo projeto que tem o objetivo de melhorar o controle da doença e eliminar barreiras de comunicação entre médicos e pacientes”, afirma o diretor médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.


Referência: Sociedade Brasileira de Reumatologia, Artrite Reumatoide-Cartilha para pacientes, Comissão de Artrite Reumatoide, 2011.



Outubro Rosa contra o câncer de mama

Tanto no mundo quanto no Brasil, o câncer de mama é o tumor mais comum entre as mulheres e é o responsável por quase 30% dos casos novos da doença. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer para 2016 era de quase 60 mil ocorrências com, aproximadamente, 15 mil mortes naquele ano.


Para conscientizar as mulheres da importância dos exames de rastreamento para o diagnóstico precoce dos tumores de mama, o que permite um tratamento mais seguro com mais possibilidades de cura, foi o criado o Outubro Rosa. Nesse mês, várias ações são programadas para campanhas contra a doença.


“É preciso lembrar que existem vários tipos diferentes de câncer, sendo que alguns têm um crescimento mais rápido e agressivo, mas a maioria tem uma evolução que possibilita um tratamento eficiente, desde que detectados em tempo hábil”, afirma José Antonio Marques, ginecologista, ex-vice-presidente e membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).


Os fatores de risco são vários, mas as mulheres com idade entre 50 e 70 anos, quem começou a usar precocemente anticoncepcional oral, aquelas sem filhos ou que tiveram após os 30, as que menstruaram cedo, quem faz uso de terapia de reposição hormonal na menopausa, com parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 45 e as obesas são as que têm mais probabilidades de desenvolver a doença.


Para descobrir o câncer precocemente, Marques ressalta a importância da realização da mamografia e do exame clínico das mamas anualmente. O especialista destaca que em países e regiões onde o acesso aos exames realizados por profissionais é feito regularmente, o autoexame não tem demonstrado uma diminuição na mortalidade.


“As mulheres devem ser aconselhadas a praticar o autoexame como forma de conhecimento do corpo. Mas, no Brasil, a grande maioria dos casos ainda é descoberta pela própria mulher”, informa o médico.


Fonte: site SNIF Brasil



Venda de genéricos cresce 16% em agosto ante mesmo mês de 2016

As vendas de medicamentos genéricos aumentaram 15,99% em agosto de 2017 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos). No total, a indústria comercializou 112,7 milhões de unidades, contra 97,2 milhões de unidades em agosto de 2016.


No acumulado dos primeiros oito meses do ano, os genéricos registram expansão de 12,44% em quantidade de unidades vendidas na comparação com igual período do ano anterior. O crescimento do setor de genéricos superou a média da indústria de medicamentos. Em agosto, o mercado total cresceu 9,19% em unidades na comparação anual. Com o resultado, o segmento de genéricos fechou agosto com 32,05% de participação sobre o mercado total de medicamentos no País.


Em valores, as vendas de genéricos alcançaram a marca de R$ 663,4 milhões em agosto (já considerados os descontos praticados pela indústria junto ao varejo). O montante é 15,23% maior que os R$ 575,7 milhões de agosto de 2016. No ano, os genéricos acumulam R$ 4,8 bilhões em vendas, valor 14,10% maior do que o verificado no mesmo intervalo de 2016. O mercado farmacêutico total, por sua vez movimentou R$ 37,14 bilhões nos sete primeiros meses do ano, com expansão de 11,77%.


Fonte: Portal UOL



Saúde amplia vacinação de HPV para homens e mulheres até 26 anos

Homens e mulheres, entre 15 e 26 anos, também poderão receber a vacina de HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem caráter temporário e foi aprovada nesta quinta-feira (17), em Brasília (DF), durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), composta por representantes do governo federal, estados e municípios. A iniciativa, válida a partir desta sexta-feira (18), será para os municípios que ainda tenham vacinas em estoque, com prazo de validade até setembro de 2017. Com o fim dos estoques a vencer, a orientação do Ministério da Saúde é que a vacina continue sendo administrada apenas no público-alvo (9 a 15 anos).


A iniciativa tem como objetivo evitar um possível desperdício de doses que permaneçam nos estoques dos municípios. “Temos realizado, anualmente, campanhas de divulgação na mídia sobre a importância da vacina HPV e vários materiais educativos foram elaborados com esse objetivo. Apesar de todos esses esforços, no entanto, as coberturas vacinais continuam abaixo da meta preconizada de 80%. Isso se dá porque a vacinação na adolescência tem uma série de dificuldades, como a resistência desse grupo etário de buscar uma unidade de saúde, especialmente para vacinar-se e o baixo conhecimento sobre a importância da vacinação”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.


Para a faixa etária de 15 a 26 anos, a orientação do Ministério da Saúde é o esquema vacinal com três doses, com intervalo de zero, dois e seis meses. As pessoas que tomarem a primeira dose neste período, excepcionalmente, terão as duas doses subsequentes garantidas no SUS. A recomendação é que os municípios utilizem as vacinas com prazos de validade a expirar até que durem esses estoques, evitando as perdas e dando a oportunidade para que essas outras faixas etárias possam usufruir dos benefícios proporcionados pela vacina.


O Ministério da Saúde repassa mensalmente as vacinas aos estados, conforme solicitação local. Os estados, por sua vez, são responsáveis por distribuir as doses aos municípios para garantir a vacinação da população. Cabe ressaltar que o Ministério da Saúde recebe vacinas e medicamentos com o máximo de seis meses de fabricação. Vale destacar ainda que, do estoque nacional, nenhum lote tem vencimento para este ano.


“VACINAÇÃO DE ROTINA – A rotina de uso desta vacina no público-alvo, que é para meninos na faixa etária de 11 a 13 anos e meninas de 9 a 14 anos, deve ser mantida com duas doses, sendo aplicada com intervalo de seis meses entre elas. A vacina HPV Quadrivalente é segura, eficaz e é a principal forma de prevenção contra o aparecimento do câncer do colo de útero, 4ª maior causa de morte entre as mulheres no Brasil. Nos homens protege contra os cânceres de pênis, orofaringe e ânus. Além disso, previne mais de 98% das verrugas genitais, doença estigmatizante e de difícil tratamento.


“É importante que os municípios continuem realizado todos os esforços de realizar estratégias de vacinação visando a meta de 80% para os grupos alvos definidos para receberem a vacina HPV, que são os meninos de 11 a 14 anos, meninas de 9 a 14 anos, homens e mulheres de 9 a 26 anos, vivendo com HIV/Aids”, ressalta a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunização (PNI), Ana Goretti Maranhão.


Também fazem parte do público-alvo da vacina os transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos de 9 a 26 anos. Os serviços que atendem essa população devem ofertar a vacina HPV na rotina de trabalho. BALANÇO – Desde o início da vacinação, em 2014, até junho deste ano, foram aplicadas 18 milhões de doses na população feminina de todo o país. Na faixa etária de 9 a 15 anos, no mesmo período, foram imunizadas, com a primeira dose, 10,7 milhões de meninas, o que corresponde a 74,7% do total de brasileiras nesta faixa etária. Receberam o esquema vacinal completo, de duas doses, recomendado pelo Ministério da Saúde, 7,1 milhões de meninas, o que corresponde a 47% do público-alvo.


Já em relação aos meninos, de janeiro a junho deste ano, 853.920 mil adolescentes de 12 a 13 anos se vacinaram com a primeira dose da vacina de HPV, o que corresponde a 23,6% dos 3,61 milhões de meninos nessa faixa etária que devem se imunizar.


Fonte: site SnifBRASIL



Decisões judiciais na área da saúde fazem crescer gastos em 1.300%

As despesas do Ministério da Saúde para cumprir decisões judiciais de compra de medicamentos e insumos para tratamentos médicos aumentaram 1.300% em sete anos, saindo de R$ 70 milhões em 2008 para R$ 1 bilhão em 2015. O orçamento tem sido afetado principalmente por remédios de alto custo, em alguns casos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que significa que não podem ser vendidos no Brasil e distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


As conclusões são de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que apresenta um panorama da chamada judicialização da saúde no País – quando o cidadão, não atendido pela saúde pública, busca apoio nos tribunais. O trabalho mostra que, de um total de R$ 2,7 bilhões gastos entre 2010 e 2015 pela pasta, por ordem de juízes, 54% correspondem à compra de apenas três medicamentos, demandados para o cuidado de pacientes com doenças raras. Trata-se do Naglazyme e do Elaprase, para o tratamento de mucopolissacaridoses (MPS), as enfermidades degenerativas; além do Soliris, usado contra a hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) e a síndrome hemolítico urémico atípico (SHUa).


O Soliris, embora aceito nos Estados Unidos, não tinha registro na Anvisa até março deste ano. A compra desses remédios para um único paciente pode chegar a R$ 1 milhão por ano – cada dose custa R$ 21 mil.


Só que a vida do gerente administrativo Ricardo Ferreira de Souza, de 34 anos, mudou depois que ele começou a utilizar o medicamento Soliris. Diagnosticado com HPN – uma mutação genética que destrói os glóbulos vermelhos do sangue – em 2009, Souza tinha uma rotina de internações e transfusões de sangue. Isso durou até 2014, quando conseguiu o remédio após entrar na Justiça.


Estados


Outra conclusão da auditoria é que o fenômeno tem atingido mais os cofres dos Estados que os da União. Os governos estaduais apresentam bem menos fôlego para bancar essas despesas, que não são previstas nos repasses obrigatórios do governo federal. Em 2013 e 2014, por exemplo, as Secretarias de Saúde de São Paulo, Minas e Santa Catarina gastaram, juntas, R$ 1,5 bilhão, ante R$ 1,1 bilhão do ministério. O grosso dos recursos (80%) foi para a compra de medicamentos. Em São Paulo, 10% do total das despesas com judicialização em 2014 foi com produtos sem registro da Anvisa. Quase um quinto dos gastos foi para a compra de remédios que já constavam na lista do Sistema Único de Saúde.


Fonte: O Estado de S.Paulo



Pessoas com diabetes e hipertensão consideram-se empoderadas em relação a sua saúde, revela pesquisa da Abbott

A Abbott marca seus 80 anos no Brasil convidando os brasileiros a refletir sobre a importância da conquista e manutenção da sua saúde e seus principais desafios. Para tanto, a empresa idealizou a pesquisa “Empoderamento do Paciente – importância e desafios”, conduzida pela Nielsen Shopper Solutions, entre os dias 2 e 20 de junho de 2017 com 960 pessoas, entre homens e mulheres, acima de 18 anos, de capitais de todas as regiões brasileiras (Manaus e região metropolitana, Fortaleza, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), diagnosticadas com hipertensão ou diabetes: duas doenças crônicas de grande incidência no país e para as quais o envolvimento do paciente no tratamento é fundamental.


Segundo levantamento do Ministério da Saúde, na última década, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes cresceu 61,8%. Já os hipertensos aumentaram 14,2%1. No Brasil, são mais de 14 milhões de brasileiros com diabetes, um número menor apenas do que em países como China, Estados Unidos e Índia2. Dados do Ministério da Saúde revelam mais de 30 milhões de hipertensos3.


“Este aumento da prevalência do diabetes e da hipertensão é um fenômeno que acompanha o da expectativa de vida no nosso país e no mundo. A Abbott está atenta a isso e acredita na responsabilidade compartilhada entre pacientes, médicos, governo e a indústria no cuidado da saúde. Ao longo de 80 anos trabalhamos para que os brasileiros vivam não apenas mais, mas melhor. A pesquisa, ao incitar essa reflexão tão importante, vai ao encontro do nosso propósito”, diz Juan Carlos Gaona, Gerente Geral da Abbott no Brasil.


O estudo revela, por exemplo, que 59% das pessoas com hipertensão e diabetes tem na melhoria dos hábitos de saúde a principal chave para se sentir empoderadas; e o principal foco das preocupações tem sido a alimentação diária: 87% tentam realizar as principais refeições; 86% acham importante beber de 6 a 8 copos de água ao dia e 78% lutam para diminuir o sal. Porém, atualmente apenas 24% segue uma dieta com acompanhamento profissional.


A pesquisa mostra que, de modo geral, as pessoas consultadas se julgam autorresponsáveis por sua saúde. Entretanto, ainda é grande (mais de 40%) o índice de brasileiros com diabetes e hipertensão que interromperam o tratamento ao menos uma vez nos últimos cinco anos por indisciplina ou depois que os sintomas desapareceram. Um dado que requer atenção é o percentual daqueles que, apesar de saberem que têm diabetes ou hipertensão, ainda não iniciaram um tratamento médico por considerarem que a doença não é grave o suficiente: 15% das pessoas com diabetes e 12% das que apresentam hipertensão.


“Isso é preocupante, visto que, ao longo do tempo, se não tratadas, ambas as doenças podem causar complicações muito sérias. Por isso, faz parte da missão da Abbott desenvolver soluções que vão ao encontro das necessidades dos brasileiros, além de oferecer informações e facilitar a adesão ao tratamento”, afirma Gaona.


“DIAGNÓSTICO: UM DIVISOR DE ÁGUAS


É importante destacar que a maioria das pessoas tem no diagnóstico um divisor de águas para uma mudança de vida. Para a maior parte delas (55%), a prática de atividades físicas, por exemplo, só se tornou uma realidade após o diagnóstico. A caminhada foi a escolha da maioria (63%). O estudo mostra também que a forma como a notícia é recebida influencia muito na postura que o paciente adotará dali em diante.


Segundo os dados do estudo, hoje 54% das pessoas estão satisfeitas com a saúde e 46% insatisfeitas. As satisfeitas afirmam ter apresentado uma postura mais positiva no momento do diagnóstico, com sensações de tranquilidade, autoconfiança e determinação em mudar o rumo da sua vida. E é justamente entre elas que está o maior percentual das que conseguiram inserir em seu estilo de vida cinco importantes hábitos investigados pela pesquisa: prática de exercícios físicos (64%), dedicação de mais tempo para si (62%), redução da jornada de trabalho (61%), adoção de uma dieta mais equilibrada (60%) e visita regular ao médico (58%). No outro extremo, o das insatisfeitas, apenas 30% dos pacientes adotaram essa mesma postura.


É de se esperar, portanto, que esteja entre os insatisfeitos a maior incidência de complicações advindas do diabetes e da hipertensão não controlados, como problemas de visão, fraqueza, perda de energia e problemas com a saúde bucal.


A pesquisa ajuda a refletir sobre a importância do acolhimento do paciente nesse momento. Autorresponsabilidade, postura positiva e conscientização são a chave para um tratamento com menor impacto na vida do paciente.


Ref.: Site SnifBRasil



Valor de vendas em farmácias cresce 10,8%

O mercado farmacêutico brasileiro continua a apresentar resultados diferentes dos demais setores da economia em 2017, com um crescimento constante. O dado foi comprovado pela apresentação de um levantamento da Evolução de Vendas de Medicamentos em Reais nas Farmácias, comparando o período de um ano a partir de abril de 2017 com o mesmo período de 2016, segundo dados da QuintilesIMS.


De acordo com o levantamento, ocorreu um crescimento de 10,8% desse mercado, tendo como principal fator o aumento do valor do mix médio de medicamento, responsável por um aumento de 7,8%. Em contraposição, um dado negativo que preocupa foi a queda no volume de medicamentos vendidos, que obteve a marca de -1,5%.


Quando detalhado o crescimento por modelos de farmácias, um fato que se destaca é que as redes associadas à Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias, Febrafar (www.febrafar.com.br), apresentaram números acima até mesmo das grandes redes, com crescimento de 13,4% no período. As grandes redes cresceram 10,8%, as demais redes e franquias cresceram 11,8% e as farmácias independentes cresceram 9,7%.


O valor diferenciado da Febrafar se deve a vários pontos, mas principalmente ao fato desse agrupamento ter obtido um real crescimento de 2% em volume de vendas. Já as grandes redes observaram uma redução de 3,8% nesse mesmo índice. As demais associações e franquias tiveram uma queda de 1,6% e as farmácias independentes tiveram um crescimento de 0,8%.


“Os resultados foram bastante positivos, mas alguns pontos devem ser levados em conta, como o fato de que, em 2016, os medicamentos tiveram um aumento de preço expressivo de 12,5% em média, o que impactou diretamente nos resultados, sendo que o preço médio do mix foi o fator que mais impulsionou o crescimento. No caso da Febrafar, o fato que mais anima é relacionado ao aumento no volume de vendas, pois representa que realmente estamos crescendo”, analisa Edison Tamascia, presidente da Febrafar.


Porém, para o próximo período, a expectativa é que o crescimento dos valores vendidos não seja tão alto, já que o índice médio de aumento de medicamento aprovado pelo Governo Federal foi de 4,76%. “Mesmo com um aumento menor, estamos com boas projeções relacionadas à Febrafar, pois as redes estão se capacitando e estamos oferecendo um grande número de ferramentas que aumentam a capacidade de competição”, finaliza Tamascia.


Ref.: Site SnifBRasil



Anvisa diz que barrará importação comercial de inibidores de apetite

Apesar da recente aprovação de uma lei que libera o uso de inibidores de apetite, a importação desses produtos para a venda no Brasil continuará vetada, conforme informou o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Jarbas Barbosa. Segundo ele, como aleifala apenas em autorizar “produção, comercialização e consumo”, sem citar a importação,a agência passará a vetar tentativas de empresas em trazer os anorexígenos anfepramona,femproporexe mazindol do exterior.


A ação tem base nas atuais regras brasileiras, que impedem a importação de produtos sem registro na Anvisa para serem vendidos no país. Para uso próprio, por pessoas físicas, porém, a importação é permitida, desde que em quantidade e frequência compatíveis para uso — com receita médica,por exemplo.


“Como a lei não incluiu a importação, e medicamento sem registro só pode ser importado para uso individual, essa seria uma medida que teríamos de proteção [à saúde da população]”,diz Barbosa. Segundo ele, essa foi a única opção encontrada pela agência para realizar o controle dos medicamentos recém-liberados — ainda assim, somente em parte.


“É a única brecha que vimos,mas é só uma parte. Não elimina os riscos da lei. Em relação à produção no Brasil e comercialização, avaliamos que abre a porteira para o mercado paralelo e ilegal”, diz. “Esperamos que o Supremo barre isso porque abre um precedente grave.” Derivados das anfetaminas, os anorexígenos anfepramona,femproporexemazindol foram comercializados por décadas no país, até serem proibidos pela Anvisa em 2011. Na ocasião, a agência alegou que essas substâncias não possuíam comprovação de eficácia e traziam mais riscos que benefícios.


A proibição deu início a uma disputa com entidades médicas e representantes de associações de pacientes, que recorreram ao Congresso em busca do retorno dos medicamentos. “Não é só porque é de baixo custo. Era uma opção terapêutica para os pacientes.


Se não fossem eficazes, ninguém iria tomar”, afirma a endocrinologista Maria Edna de Melo, da Abeso (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade), uma das entidades que se posicionou de forma favorável à liberação. Para Melo, a previsão de veto à importação não se justifica. “Uma importação não deixa de ser atividade comercial”, afirma ela, que lembra que o texto dá aval à comercialização dos inibidores.


Em meio ao impasse, o cenário para os pacientes que buscam o retorno dos emagrecedores ainda é incerto. Inicialmente, representantes da indústria declararam considerar pouco provável que houvesse interesse do setor em fabricar os medicamentos, já que ainda são necessários estudos para comprovar segurança e eficácia, considerados de alto custo. A previsão, assim, era que o impacto da lei fosse maior em farmácias de manipulação — antes da proibição, elas respondiam por 60%das prescrições dessas drogas.


Sem o aval para importar as drogas, porém, farmácias podem ter dificuldade em obter as substâncias, também proibidas em outros países. O impasse também deve chegar em breve à Justiça.


O CNS (Conselho Nacional de Saúde) aprovou uma recomendação para que as entidades que o compõem — associações de profissionais de saúde, pacientes e movimentos populares, além de gestores de saúde— entrem com ações no STF (Supremo Tribunal Federal) questionando a liberação. Na ocasião, a CNTS (Confederação Nacional de Trabalhadores de Saúde) e outras entidades informaram que já estudam a possibilidade. Em 2016, o STF suspendeu os efeitos da lei aprovada pela ex-presidente Dilma Rousseff que liberava a fosfoetanolamina,a“pílula do câncer”.


Fonte: Folha de S.Paulo



Importação de medicamentos mais que triplica em 10 anos

O avanço dos investimentos em ritmo inferior ao do crescimento do mercado farmacêutico tem contribuído para a crescente participação de medicamentos importados no Brasil. Em dez anos, até 2015, segundo levantamento da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), enquanto o faturamento do setor cresceu 79%, para US$ 16,1 bilhões, as importações de remédios saltaram 212%, a US$ 5,9 bilhões.


Considerando-se também os princípios ativos, cujas compras externas tiveram crescimento de 129% em dez anos e são fundamentais para a produção local, para US$ 2,5 bilhões, a participação dos importados no mercado brasileiro passou de 33% em 2005 para 52% em 2015.


"O faturamento da indústria farmacêutica tem crescido, mas as importações crescem mais. Isso mostra que temos nos equivocado quanto às políticas setoriais, o que torna o país pouco atrativo a novos investimentos\", diz o diretor de acesso ao mercado da Interfarma, Pedro Bernardo.


Na avaliação do executivo, a elevada participação do Estado nesse setor - é o governo quem determina o preço máximo de milhares de medicamentos vendidos no país, por exemplo -, a falta de transparência na elaboração das regras e as mudanças constantes de regulação estão entre os fatores que explicam as dificuldades para tomada de decisão de investimentos no país.


No auge econômico mais recente, conta Bernardo, o Brasil perdeu um projeto de fábrica para a Grécia por causa desse ambiente. Questões tributárias e segurança jurídica deveriam estar no topo da agenda microssetorial se a intenção é atrair novos projetos para o país - o fato de o Brasil ter se tornado um grande importador de princípios ativos também é apontado como obstáculo a novos investimentos. \"Existe investimento, mas em ritmo inadequado\", reitera.


Considerando-se a soma de medicamentos e insumos farmacêuticos, as importações subiram 182% em dez anos, para US$ 8,4 bilhões. Esse valor se compara ao faturamento de US$ 16,1 bilhões da indústria em 2015, perfazendo uma participação de 52%.


"Isso gera desemprego. Isso afeta os investimentos em tecnologia, em pesquisa clínica, em diversos aspectos que prejudicam a atuação do setor no País, por mais que o faturamento esteja crescendo\", diz em nota o presidente-executivo da Interfarma, Antônio Britto.


Fonte: Valor Econômico



Anti-inflamatórios aumentam o risco de infarto, diz estudo

Um novo estudo na revista médica inglesa "BMJ" aponta que tomar anti-inflamatórios contra a dor pode aumentar o risco de infarto –e esse risco já aumenta na primeira semana de uso e cresce especialmente no primeiro mês da utilização de altas doses de tais medicamentos. Estudos anteriores já haviam sugerido os chamados anti-inflamatórios não esteroidais –tanto os tradicionais quanto os Inibidores seletivos de COX 2 – poderiam aumentar o risco de infarto do miocárdio, mas sabia-se pouco sobre o "timing" do risco, o efeito da dose, a duração do tratamento e a comparação entre os tipos de remédios.


Para o novo trabalho, os pesquisadores fizeram uma revisão de vários estudos com bancos de dados do Canadá, da Finlândia e do Reino Unido. Ao todo, foram analisados os resultados de mais de 446 mil pessoas, das quais cerca de 60 mil tiveram infarto. Os anti-inflamatórios de maior interesse para os cientistas eram o celecoxibe, os três anti-inflamatórios mais tradicionais (diclofenaco, ibuprofeno e naproxeno) e o rofecoxibe. Os pesquisadores então olharam para vários cenários de como as pessoas usam essas drogas de forma rotineira.


O que eles descobriram é que tomar qualquer dose dos anti-inflamatórios não esteroidais por uma semana, um mês ou mais de um mês está associado a um risco maior de infarto. Uma alta dose varia para cada remédio. No caso do celecoxibe, é maior que 200 mg; para o diclofenaco, maior que 100 mg; para o ibuprofeno, maior que 1.200 mg; para o naproxeno, maior que 750 mg; e para o rofecoxibe, maior que 25 mg.


Os autores afirmam que esse é um estudo observacional baseado na prescrição/dispensação de drogas e nem todos os fatores com potencial de influenciar os resultados podem ter sido levados em conta. A conclusão: "Dado o risco de infarto na primeira semana e ainda maior no primeiro mês de tratamento com altas doses do remédio, os médicos devem considerar pesar os riscos e benefícios dos anti-inflamatórios não esteroidais antes de prescrever o tratamento, especialmente com doses maiores".


Fonte: Jornal Folha de S. Paulo



Bom desempenho do varejo farmacêutico traz desafios ao mercado brasileiro

Se considerarmos o mercado varejista como um todo, é impossível não notar que o Brasil ainda vive em um período mais cauteloso, especialmente pela redução do poder de compra do consumidor como consequência direta da recessão alimentada pela crise econômica dos últimos anos. No entanto, um dos setores onde a realidade

de mercado parece caminhar na direção contrária é o farmacêutico.


Em 2015, o faturamento total do setor alcançou R$ 66 bilhões e a taxa composta de crescimento anual (CAGR) entre 2010 e 2015 chega a 12,6%, dando motivos de sobra para acreditarmos na expansão do mercado brasileiro, a partir do investimento cada vez mais frequente das grandes redes nacionais e de boa parte dos maiores players internacionais. Nosso mercado interno está bastante movimentado e casos de negociações entre grandes companhias do setor no mercado externo trazem ótimas perspectivas de investimentos e novos negócios.


Segundo dados da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), as grandes redes de farmácia alcançaram crescimento de 12,6% em vendas só no primeiro semestre deste ano. Os primeiros seis meses registraram faturamento de R$ 19,32 bilhões, mais da metade do que o total movimentado em 2015: R$ 35,94 bilhões. Há mais de 10 anos, o setor de varejo farmacêutico brasileiro não sabe o que é recessão, com desempenho positivo sendo alcançado seguidamente desde 2011. Essa evolução se deve em parte ao aumento de vendas, do processo de profissionalização que está ocorrendo no setor e pela movimentação no mercado de fusões e aquisições.


Casos específicos como o excelente desempenho da Raia Drogasil - desde seu nascimento a partir da fusão em 2011 até hoje - mostra que o setor caminha para um possível processo de estruturação. A fusão concluída entre a segunda e a terceira maior rede de farmácias do Brasil criou uma gigante de mercado, com crescimento de quase 60% no número de lojas e 21,1% de aumento da receita bruta no ano passado, alcançando lucro de R$ 391,1 milhões.


Os investimentos em novas tecnologias e inovações devem continuar a crescer, dando base para que o varejo farmacêutico continue amadurecendo. Por outro lado, o setor sofre pela alta informalidade do mercado, ocasionando dificuldades para uma maior presença de players internacionais. O que está acontecendo atualmente com a compra da Onofre pela gigante americana CVS pode ser considerado um exemplo disso, deixando brechas para que o interesse de grandes redes nacionais como a Profarma e Extrafarma em ativos da BR Pharma ocupem espaço entre as negociações.


Será que as instabilidades econômicas e questões como o desenvolvimento dos biofármacos serão suficientes para brecar esse desenvolvimento? O que mais caracteriza o sucesso no desempenho desse mercado é a maior profissionalização da gestão do varejo farmacêutico do país, além da cultura do brasileiro de se automedicar. Remédios são primordiais para o consumidor, fato que torna o setor mais resiliente à crise, onde medicamentos são tratados como prioridade em detrimento a outros bens de consumo.


Sérgio Coelho é sócio da Cypress Associates, assessoria financeira especializada em operações estruturadas, Fusões & Aquisições e mercado de capitais.



Harmonização de interesses na saúde privada

Os conflitos entre instrumentos legais, órgão regulador e regulados, entre participantes da cadeia de serviços dos planos de saúde e, destes com os consumidores demandam a necessidade de todos os agentes da judicialização da saúde privada encontrar o quanto antes a harmonização de interesses. Sem este acordão, os avanços em prol da sociedade permanecerão estéreis, a força econômica da atividade cairá, a qualidade de serviço irá fenecer e todos perderemos.


A briga sobre qual regulamentação deve prevalecer na questão, se a lei que instituiu a saúde suplementar ou o código do consumidor, é, no fundo, estéril. Isso resolve casos pontuais, mas não mexe no eixo do conflito: a falta de capacidade do estado em ofertar serviços de saúde dignos para toda a população. Há umclima de negação sistemática da dimensão do problema. Fecham-se planos de saúde, aumenta a quantidade de pessoas desassistidas – quase sempre idosos – cuja admissão em outros planos é postergada pelo máximo de tempo possível e, quando ocorre, frente a valores incompatíveis com a média da população.


O mercado caminha para uma concentração de empresas, extremamente prejudicial ao consumidor. Os pequenos planos de saúde, que garantiriam capilaridade e concorrência, tornaram-se inviáveis. Em operação para atender a condição de suplementar a saúde pública, viram-se instados a serem a verdadeira saúde pública. O instrumento para isso são os constantes acréscimos de rol de procedimentos, feitos, em grande parte, de modo unidirecional. Um processo de gradual transferência da obrigação constitucional para a área privada. Por conta disso, a sociedade caminha para se deparar com uma verticalização na prestação de serviços. A conta será paga pelos contribuintes.


Assim, é necessário se encontrar um ponto de equilíbrio para a sustentabilidade do setor. O primeiro passo é a compreensão de que planos de saúde precisam ter empresas sólidas. E que para o serem, estas empresas precisam de regras estáveis. Com isso não estamos fazendo a defesa do plano de saúde, ou contra consumidor. Estamos querendo que daqui há 30 anos todos possamos ter um plano de saúde. Os nossos filhos vão precisar daqui uns 20 anos que o plano de saúde estejam sólidos.


Está na hora de se de se repensar novamente a saúde. Simplesmente dar atendimento, não resolve. A gente tem que dar atendimento, com qualidade, para quem precisa de uma forma seletiva porque o cobertor é curto. Então ou você cobre um lado, ou você cobre outro”. Portanto, torna-se fundamental achar uma forma que garanta segurança jurídica para todas as partes. Segurança jurídica para o consumidor, segurança jurídica para quem está operando o plano de assistência de saúde. Quando se aborda o tema da assistência de saúde, é comum se pensar que a área se remete somente para empresas milionárias, com lucros milionários. Mas, na verdade, é preciso esclarecer que boa parte do setor é constituído de auto-gestões. São de trabalhadores, são servidores públicos que se auto organizam para prestação de serviços em assistência de saúde. E, obviamente, estão sujeitas às mesmas normas de uma seguradora, de uma grande medicina de grupo ou de uma cooperativa. O fato incontestável é que a sociedade precisa ter muito cuidado quando trata deste assunto, bem como de outros ligados à saúde, diante do aumento da expectativa de vida, do impacto das novas tecnologias, que acabam onerando essa conta.


José Luiz Toro da Silva, advogado do escritório Toro Advogados e fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Saúde Suplementar



Registro de medicamentos no Brasil pode chegar a quatro anos de espera

Um levantamento realizado pela INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) revela que o brasileiro chega a esperar mais de quatro anos para ter acesso a medicamentos disponíveis em outros países. Isso acontece porque o registro do produto de algumas categorias enfrenta filas que superam 1.500 dias na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

 

Toda empresa, para comercializar um medicamento, precisa submetê-lo a um pedido de registro na ANVISA. A Agência Sanitária é responsável por analisar segurança, eficácia e qualidade do produto, entre outros aspectos, para autorizar seu uso e comércio no País.

Agora, uma nova lei (Nº 13.411) estipula como prazo máximo 365 dias para a Agência emitir seu parecer final sobre a avaliação da petição de registro e, em casos em que a análise for considerada prioritária, devido a problemas de saúde pública, esse prazo é reduzido a 120 dias. Hoje, o grande entrave não está no tempo de análise, e sim no tempo em que o medicamento permanece na fila, aguardando para ser analisado. 


Dados do relatório 

No levantamento da INTERFARMA, os medicamentos similares lideram a espera, com 1.548 dias para serem analisados. Esse prazo foi registrado em 2016, o que representa um aumento de 33% no tempo de espera em comparação ao ano anterior. 

O tempo de espera para registro de medicamentos sintéticos novos e sintéticos genéricos também sofreram aumento. A diferença entre 2015 e 2016 foi de 19% e 6%, respectivamente. Por outro lado, os medicamentos biológicos novos e por via de comparabilidade tiveram melhorias significativas nos prazos. A espera em 2015 foi de 469 e 1.453 dias, respectivamente, contra 371 e 720 dias em 2016. A categoria denominada pela ANVISA como medicamentos biológicos por via de comparabilidade diz respeito a medicamentos biossimilares que passam por processo de comparação com medicamentos referência. 

“A ANVISA recentemente iniciou um esforço, reconhecido pela INTERFARMA, para revisar processos, reduzir a burocracia e diminuir prazos. Os números agora divulgados reforçam a necessidade de a Agência concentrar sua atenção neste problema, como tem sido afirmado por sua diretoria colegiada”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da INTERFARMA. 

A metodologia da pesquisa considera o tempo total de espera – do momento em que a empresa pede o registro à data em que a Agência publica a decisão final. Isso inclui etapas como a espera para que o produto seja analisado, a análise, eventuais exigências adicionais solicitadas pela Agência às empresas e, por último, a divulgação da decisão.

 

Fonte: Site Snifbrasil



Trombose venosa profunda: voos longos podem arruinar mais do que o passeio

Especialista aponta 5 dicas para quem já está com o voo marcado.


 
Um dos efeitos da globalização é que as pessoas têm mais vontade de viajar, de conhecer novas culturas e países. Mas um voo direto para os Estados Unidos, por exemplo, costuma levar em média 11 horas; para a Europa, 13 horas. Pessoas chegam a voar 36, 38 horas com escalas para visitar países da Ásia e Oceania. Isso significa que se acomodam na poltrona e passam horas sentadas na mesma posição, a dez ou doze quilômetros de altura. Segundo os médicos, quanto mais tempo a pessoa passar sentada, maior será o risco de sofrer uma trombose venosa profunda (TVP). Trata-se da formação de trombos, uma coagulação do sangue no interior dos vasos sanguíneos, que podem oferecer alto risco de mortalidade se houver como desdobramento a embolia pulmonar.

 

De acordo com Ronald Flumignan, cirurgião vascular e ecografista vascular do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo, o tipo mais comum de embolia pulmonar é aquele que se forma a partir do desprendimento de um coágulo de sangue – geralmente, um que tenha se formado na perna ou região pélvica (TVP). “Pessoas que passaram muito tempo em repouso, acamadas, ou que fizeram voos longos, têm um risco aumentado para a trombose e suas complicações. Voos com mais de quatro horas de duração já são preocupantes, mas os que mais representam risco para os pacientes são aqueles com mais de 12 horas de duração. Por isso é fundamental, diante dos primeiros sintomas, não perder tempo e seguir com diagnóstico e tratamento. Vale lembrar que o fator de risco ‘idade’ é um dos mais importantes, principalmente quando diz respeito a um paciente com mais de 60 anos. Ou seja, quanto mais idade o passageiro tiver, há mais chances de sofrer TVP e suas complicações”. 
 

Na opinião de Flumignan, inclusive, as companhias aéreas que fazem voos de longa duração deveriam incentivar mais os pacientes a esticar e movimentar as pernas durante a viagem. “A trombose venosa profunda, como o próprio nome diz, é um trombo (coágulo) formado em veias profundas da perna. Essa condição geralmente provoca dor, inflamação e inchaço. Se o trombo se desprende da parede do vaso, há risco de circular pela corrente sanguínea e bloquear a artéria que alimenta os pulmões, causando a embolia. Esse é o principal motivo de morte relacionada à trombose venosa. Como há casos de TVP assintomática, ou seja, sem provocar alertas como dor ou inchaço, é fundamental que as pessoas conheçam os fatores de risco e avaliem se vale a pena fazer viagens longas e com voos diretos. Os que optam por fazer voos longos deveriam tomar precauções, como mudar de posição durante o voo, levantar e andar periodicamente, tomar muita água e ainda, os que podem, deveriam usar meias elásticas durante toda a viagem”.  
 

O médico explica que os fatores de risco mais comuns, depois da idade ou de o paciente já ter enfrentado outros episódios de TVP, incluem: histórico familiar, imobilidade, câncer, uso de determinados contraceptivos ou terapia de reposição hormonal, gravidez, insuficiência cardíaca, obesidade, tabagismo e até mesmo varizes. “Se, depois da investigação clínica, houver suspeita de trombose, é indicado fazer um eco-Doppler colorido, também conhecido como ultrassonografia vascular, para avaliar as condições dos vasos – não só das pernas, como também dos braços e barriga. Trata-se de um exame não invasivo, sem dor, sem contraindicações, e que revolucionou o tratamento vascular. Quando bem executado, por um médico experiente e qualificado, em equipamentos adequados, a qualidade das informações obtidas com esse exame auxilia o cirurgião vascular a determinar o tipo de tratamento ideal para pacientes com problemas nos vasos – desde os mais frequentes, como varizes, até os mais graves, como a trombose venosa”.
 

Além disso, Flumignan explica que esse exame aponta a exata localização das veias e artérias, indicando se estão funcionando bem ou se há alguma obstrução (trombose), por exemplo. Segundo ele, a trombose pode ocorrer em qualquer vaso do corpo, seja artéria ou veia. “Mais do que um mapeamento vascular, o eco-Doppler é fundamental, hoje em dia, para que o cirurgião vascular possa identificar e tratar casos mais graves, identificando o potencial risco de uma trombose venosa profunda. Diante desse recurso, é possível, inclusive, orientar pacientes com risco aumentado para TVP a não fazer voos longos, sem escala. Ou mesmo avaliar se um determinado paciente irá se beneficiar com o uso das meias elásticas para prevenir trombose. Afinal, o que muita gente desconhece é que nem todos os pacientes  podem usar essas meias. Para os que podem, elas de fato reduzem o risco de trombose durante voos prolongados – com evidências médicas de alta qualidade”. 
 

Ainda com relação ao uso de meias elásticas, o médico ressalta que problemas como oclusão arterial grave nas pernas, por exemplo, contraindicam seu uso – já que isso poderia agravar o quadro arterial e trazer complicações como feridas ou até mesmo amputação. Flumignan também ressalta que alguns pacientes precisam usar medicações, como os anticoagulantes, antes de viagens longas. “Na dúvida, a melhor maneira de saber se pode ou não usar uma meia elástica, se é necessário também usar alguma medicação ou não, é consultar um médico vascular de sua confiança. A avaliação do especialista, com base em exames complementares – como o ultrassom vascular – vai direcionar a conduta médica em cada caso em particular”. 
 

Para aqueles que já estão com o voo marcado, o especialista dá cinco dicas de ouro:
 

  • Procure se levantar a cada duas horas de voo e caminhar pelo corredor;
  • Sentado, procure fazer movimentos circulares com os tornozelos e esticar os joelhos;
  • Se não houver contraindicações, use meias elásticas prescritas por um médico vascular;
  • Vista roupas leves e confortáveis;
  • Procure ingerir bastante água durante o voo. Isso vai mantê-lo hidratado e fazer com que se levante para ir ao toalete algumas vezes. Além disso, a desidratação pode facilitar o surgimento de trombos. 

 

Fonte: Dr. Ronald Flumignan, cirurgião vascular e ecografista vascular do CDB Medicina Diagnóstica, em São Paulo – www.cdb.com.br



Bom desempenho do varejo farmacêutico traz desafios ao mercado brasileiro

Se considerarmos o mercado varejista como um todo, é impossível não notar que o Brasil ainda vive em um período mais cauteloso, especialmente pela redução do poder de compra do consumidor como consequência direta da recessão alimentada pela crise econômica dos últimos anos. No entanto, um dos setores onde a realidade de mercado parece caminhar na direção contrária é o farmacêutico.

 

Em 2015, o faturamento total do setor alcançou R$ 66 bilhões e a taxa composta de crescimento anual (CAGR) entre 2010 e 2015 chega a 12,6%, dando motivos de sobra para acreditarmos na expansão do mercado brasileiro, a partir do investimento cada vez mais frequente das grandes redes nacionais e de boa parte dos maiores players internacionais. Nosso mercado interno está bastante movimentado e casos de negociações entre grandes companhias do setor no mercado externo trazem ótimas perspectivas de investimentos e novos negócios.


Segundo dados da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), as grandes redes de farmácia alcançaram crescimento de 12,6% em vendas só no primeiro semestre deste ano. Os primeiros seis meses registraram faturamento de R$ 19,32 bilhões, mais da metade do que o total movimentado em 2015: R$ 35,94 bilhões. Há mais de 10 anos, o setor de varejo farmacêutico brasileiro não sabe o que é recessão, com desempenho positivo sendo alcançado seguidamente desde 2011. Essa evolução se deve em parte ao aumento de vendas, do processo de profissionalização que está ocorrendo no setor e pela movimentação no mercado de fusões e aquisições.

Casos específicos como o excelente desempenho da Raia Drogasil - desde seu nascimento a partir da fusão em 2011 até hoje - mostra que o setor caminha para um possível processo de estruturação. A fusão concluída entre a segunda e a terceira maior rede de farmácias do Brasil criou uma gigante de mercado, com crescimento de quase 60% no número de lojas e 21,1% de aumento da receita bruta no ano passado, alcançando lucro de R$ 391,1 milhões.

Os investimentos em novas tecnologias e inovações devem continuar a crescer, dando base para que o varejo farmacêutico continue amadurecendo. Por outro lado, o setor sofre pela alta informalidade do mercado, ocasionando dificuldades para uma maior presença de players internacionais. O que está acontecendo atualmente com a compra da Onofre pela gigante americana CVS pode ser considerado um exemplo disso, deixando brechas para que o interesse de grandes redes nacionais como a Profarma e Extrafarma em ativos da BR Pharma ocupem espaço entre as negociações.

Será que as instabilidades econômicas e questões como o desenvolvimento dos biofármacos serão suficientes para brecar esse desenvolvimento? O que mais caracteriza o sucesso no desempenho desse mercado é a maior profissionalização da gestão do varejo farmacêutico do país, além da cultura do brasileiro de se automedicar. Remédios são primordiais para o consumidor, fato que torna o setor mais resiliente à crise, onde medicamentos são tratados como prioridade em detrimento a outros bens de consumo.

Sérgio Coelho é sócio da Cypress Associates, assessoria financeira especializada em operações estruturadas, Fusões & Aquisições e mercado de capitais.



Mudanças no público-alvo de vacinas no Brasil

A partir de agora, o Ministério da Saúde ampliou o público-alvo de seis vacinas oferecidas em postos de saúde: tríplice viral, tetra viral, dTpa (tríplice bacteriana acelular) adulto, HPV, Meningocócica C e hepatite A. No Sistema Único de Saúde são oferecidas gratuitamente dezenove vacinas, todas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

As mudanças foram as seguintes:

 

Hepatite A – a vacina passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos de idade (anteriormente era só até 2 anos).

 

Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – agora passa a ser administrada em crianças de 15 meses até 4 anos de idade. Antes era de 15 meses até 2 anos.

 

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação das crianças com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade (primeira dose). Com a tetra viral, é aos 15 meses (segunda dose com a varicela).

 

HPV – a vacina também vai ser oferecida a meninos de 12 a 13 anos, meninas de 14 anos, homens com HIV e Aids entre 9 e 26 anos, e para imunodeprimidos (transplantados, pacientes oncológicos entre outros).

 

Meningocócica C – a vacina passa a ser disponibilizada para adolescentes de 12 a 13 anos.

 

dTpa adulto – a vacina que combina difteria, tétano e coqueluche passa a ser recomendada para as gestantes a partir da vigésima semana de gestação. As mulheres que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação devem receber uma dose de dTpa no pós-parto.

 

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) – introdução da segunda dose para a população de 20 a 29 anos. Antes, a segunda dose era administrada até os 19 anos de idade. Deste modo, duas doses contra sarampo, caxumba e rubéola passam a ser disponibilizadas para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade. Para os adultos de 30 a 49 anos continua a indicação de uma dose de tríplice viral. A Sociedade Brasileira de Infectologia tem especialistas em imunização que podem conceder entrevistas e analisar essas novidades com vacinação no Brasil.

Fonte: Site Snif Brasil



Hábitos saudáveis devem ser prioridade nos projetos pessoais para 2017

Nas trocas de saudações durante as festas de Natal e Ano Novo costumamos desejar prosperidade, paz e SAÚDE. Mas além de desejar, precisamos agir para que tudo isso se realize.



No caso da saúde, vale começar questionando se nossos hábitos no dia a dia estão coerentes com essa intenção. Como está, por exemplo, a sua alimentação?

 

Destaco a educação alimentar, como primeiro grande passo nesse caminho. É fundamental entender que devemos ter uma dieta bastante diversificada, sem restrições de ingredientes específicos, pois o mais importante é a variedade de nutrientes e o equilíbrio na quantidade ingerida. Os brasileiros devem sempre se informar bem sobre alimentação, escolhendo fontes seguras e críveis e fazer suas escolhas com pleno entendimento, rumo a uma vida mais saudável.

Inúmeros estudos e especialistas renomados comprovam que não existem alimentos bons ou ruins, mas sim uma boa ou má alimentação. Partindo dessa premissa, podemos citar como exemplo o consumo de um dos alimentos mais desejados e polêmicos, os doces. É certo que não há necessidade de eliminá-los de vez da dieta diária, abrindo mão desse prazer e de um antigo hábito cultural. O mais recomendado é comer doces com moderação, pois o verdadeiro problema é o exagero. Mas quanto é comer com moderação?


Em 2015 a OMS – Organização Mundial de Saúde - lançou suas diretrizes para o consumo de açúcar, na qual recomenda que o ingrediente deve representar 10% da ingestão calórica total diária de um indivíduo, o que corresponde a 50 gramas de açúcar ou 12 colheres de chá. Ora, se existe uma quantidade aceitável de ingestão de açúcar, significa que ele não é um vilão, mas sim que deve ser consumido com equilíbrio. Uma boa alimentação significa variedade de nutrientes e, principalmente, conhecer seu ponto de saciedade, pois temos o mau hábito de comer mais do que realmente nosso organismo necessita.


É importante saber que os carboidratos têm benefícios, pois consumi-los é a forma mais rápida de fornecer glicose para o corpo e são essenciais para o funcionamento do cérebro, da retina e dos rins. Além disso, alimentos ricos em carboidratos são também importantes fontes de cálcio, fósforo, ferro, cloro, potássio, sódio, magnésio e de vitaminas do complexo B, e ainda auxilia na proliferação das bactérias que compõem a microbiota intestinal e contribuem para a eliminação de bactérias nocivas como a Escherichia coli e o Clostridium.


Tão importante quanto a atenção à alimentação, é a prática de atividades físicas regulares. E quando me refiro a esse hábito, não estou falando que as pessoas devam entrar para um time de futebol ou qualquer outro esporte amanhã! Qualquer atividade física regular que chegue a 150 minutos por semana, conforme a recomendação da OMS, já é uma prevenção ou reação contra a epidemia do sedentarismo, uma das principais causas da obesidade. É possível incluir na nossa rotina mais caminhadas ao ir ao trabalho, à escola, ir de bicicleta, subir e descer escadas e assim por diante. Se você não tem tempo para ir à academia, ao clube ou correr no parque, crie um planejamento de atividades adaptadas ao seu cotidiano.

E uma mensagem especial para quem tem filhos: é fundamental incentivá-los, desde cedo, a praticar alguma atividade física regularmente, pois além dos inúmeros benefícios à saúde, contribui para o desenvolvimento, ajudando na coordenação motora, raciocínio e no aspecto social.

Portanto, desejo um Feliz Ano Novo, com um estilo de vida renovado, hábitos saudáveis e aí sim, SAÚDE para todos!


Dr. Hugo Ribeiro é Pediatra especializado em gastroenterologia e nutrologia, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, consultor do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde e Fellowship em Nutrologia Infantil pela Universidade de Cornnel em New York.

 


Harmonização de interesses na saúde privada

Os conflitos entre instrumentos legais, órgão regulador e regulados, entre participantes da cadeia de serviços dos planos de saúde e, destes com os consumidores demandam a necessidade de todos os agentes da judicialização da saúde privada encontrar o quanto antes a harmonização de interesses. Sem este acordão, os avanços em prol da sociedade permanecerão estéreis, a força econômica da atividade cairá, a qualidade de serviço irá fenecer e todos perderemos.

 

A briga sobre qual regulamentação deve prevalecer na questão, se a lei que instituiu a saúde suplementar ou o código do consumidor, é, no fundo, estéril. Isso resolve casos pontuais, mas não mexe no eixo do conflito: a falta de capacidade do estado em ofertar serviços de saúde dignos para toda a população. Há umclima de negação sistemática da dimensão do problema. Fecham-se planos de saúde, aumenta a quantidade de pessoas desassistidas – quase sempre idosos – cuja admissão em outros planos é postergada pelo máximo de tempo possível e, quando ocorre, frente a valores incompatíveis com a média da população.

 

O mercado caminha para uma concentração de empresas, extremamente prejudicial ao consumidor. Os pequenos planos de saúde, que garantiriam capilaridade e concorrência, tornaram-se inviáveis. Em operação para atender a condição de suplementar a saúde pública, viram-se instados a serem a verdadeira saúde pública. O instrumento para isso são os constantes acréscimos de rol de procedimentos, feitos, em grande parte, de modo unidirecional. Um processo de gradual transferência da obrigação constitucional para a área privada. Por conta disso, a sociedade caminha para se deparar com uma verticalização na prestação de serviços. A conta será paga pelos contribuintes.

 

Assim, é necessário se encontrar um ponto de equilíbrio para a sustentabilidade do setor. O primeiro passo é a compreensão de que planos de saúde precisam ter empresas sólidas. E que para o serem, estas empresas precisam de regras estáveis. Com isso não estamos fazendo a defesa do plano de saúde, ou contra consumidor. Estamos querendo que daqui há 30 anos todos possamos ter um plano de saúde. Os nossos filhos vão precisar daqui uns 20 anos que o plano de saúde estejam sólidos.

 

Está na hora de se de se repensar novamente a saúde. Simplesmente dar atendimento, não resolve. A gente tem que dar atendimento, com qualidade, para quem precisa de uma forma seletiva porque o cobertor é curto. Então ou você cobre um lado, ou você cobre outro”. Portanto, torna-se fundamental achar uma forma que garanta segurança jurídica para todas as partes. Segurança jurídica para o consumidor, segurança jurídica para quem está operando o plano de assistência de saúde. Quando se aborda o tema da assistência de saúde, é comum se pensar que a área se remete somente para empresas milionárias, com lucros milionários. Mas, na verdade, é preciso esclarecer que boa parte do setor é constituído de auto-gestões. São de trabalhadores, são servidores públicos que se auto organizam para prestação de serviços em assistência de saúde. E, obviamente, estão sujeitas às mesmas normas de uma seguradora, de uma grande medicina de grupo ou de uma cooperativa. O fato incontestável é que a sociedade precisa ter muito cuidado quando trata deste assunto, bem como de outros ligados à saúde, diante do aumento da expectativa de vida, do impacto das novas tecnologias, que acabam onerando essa conta.

 

José Luiz Toro da Silva, advogado do escritório Toro Advogados e fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Saúde Suplementar



Genéricos crescem abaixo da média do mercado no ano passado

As fabricantes de medicamentos genéricos perderam mais rentabilidade que a média do mercado farmacêutico no ano passado. Em 2016, o faturamento do segmento no varejo cresceu, mas abaixo do setor como um todo. O aumento foi de 10,4%, contra 12,6% do mercado geral, segundo a Progenéricos (associação do setor), com dados da IMS Health.

 

A alta de custos, no entanto, têm subido praticamente na mesma proporção dos demais medicamentos, diz o presidente da Sindusfarma (do setor), Nelson Mussolini. "Apesar de não haver gasto com publicidade, as altas de custo da matéria-prima e da mão de obra afetam os genéricos da mesma forma, e o tíquete médio é menor."

 

A perda de rentabilidade afeta todo o setor, afirma Telma Salles, presidente da Progenéricos -como o reajuste de preços é regulado, a inflação não é toda compensada. Os investimentos das empresas, porém, se mantêm, diz. "Com a medida provisória [publicada em dezembro] que prevê alteração de preços a qualquer momento, o cenário poderá se agravar."

 

A previsão para este ano é que as vendas de genéricos no varejo mantenham o ritmo de 2016, avalia Salles.

 

Fonte: Folha de S.Paulo


Comunicação entre médico e paciente ajuda a amenizar os incômodos do tratamento oncológico

Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, especialistas alertam sobre a importância da evolução na Terapia de Suporte para minimizar o impacto do efeitos colaterais de tratamentos para combater a doença. Em geral os pacientes se queixam dos sintomas provocados pela quimioterapia convencional, que costuma causar vômitos, náuseas, diarreia e fraqueza, entre outros incômodos.

 

Uma complicação recorrente no tratamento de quimioterapia é a neutropenia febril, causada pela queda de neutrófilos no sangue, aumentando o risco de infecções. Neste momento é importante o paciente estabelecer uma comunicação direta com o seu médico para que possa ser avaliada a inclusão de medicação específica. "O tratamento oncológico exige uma série de medidas e, muitas vezes, a principal preocupação do especialista é tratar o tumor. Porém, para minimizar os impactos indesejados durante esse processo, é fundamental o auxílio de uma equipe multidisciplinar com a finalidade de promover qualidade de vida aos pacientes e familiares" explica Dr. Ricardo Caponero, Oncologista e Coordenador do Centro Avançado em Terapia de Suporte e Medicina Integrativa.

 

Os principais fatores de risco para neutropenia são desnutrição, tratamentos prolongados, doenças crônicas pré-existentes. O diagnóstico é fácil e, ao primeiro sinal de febre, o médico deverá ser informado para que possa pedir os exames necessários: sangue, urina, radiografia de tórax, entre outros. "Logo após a realização dos exames, o médico terá condições de identificar a infecção e tratar com a medicação indicada o quanto antes", relata o Oncologista.

 

O especialista enfatiza a importância do paciente sempre manter uma conversa- com o seu médico e informar sobre o quadro de saúde. "Na quimioterapia, cada paciente recebe uma combinação de medicamentos e existem várias possíveis. Os efeitos que os tratamentos irão causar variam para cada indivíduo. Este é um dos motivos pelos quais os efeitos colaterais são diferentes. Por isso, a principal dica é o paciente explicar o que está sentindo para o seu médico", conclui Dr. Ricardo Caponero.

 

O especialista sugere ainda que o paciente faça um diário e anote qualquer situação inesperada e alerta: "dores, alterações no hábito intestinal, mudanças na libido e febre são algumas das possíveis reações ao tratamento oncológico. São comuns, mas não podem ser consideradas normais. A qualidade de vida precisa ser preservada".

Fonte: Site SNIF Brasil


Indústria farmacêutica é a que mais gasta em publicidade

O setor farmacêutico subiu quatro posições e chegou ao sexto lugar no ranking de maiores investidores em propaganda. Foram R$ 8,1 bilhões aplicados em publicidade pelos laboratórios no ano passado, segundo a Kantar Ibope Media. Responsável por quase metade desse valor, a mexicana Genomma Lab se tornou a maior anunciante do País.

 

O carro-chefe são os anúncios de medicamentos vendidos sem receita, os únicos liberados pela Anvisa para divulgação ao grande público. A principal regra que devem obedecer é incluir advertências como “Procure o médico” e “Leia a bula”. As frases, porém, estimulam ainda mais a compra, afirma o médico sanitarista José Ruben de Alcântara Bonfim, que coordena a Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos (Sobravime). “A pior consequência da publicidade é incentivar a automedicação.”

 

A regulamentação, atualizada em 2008, também determina que o protagonista fale sobre riscos do remédio, embora isso raramente aconteça. A norma ainda é contraditória sobre a participação de celebridades. Um artista pode falar sobre o produto, desde que não recomende explicitamente o uso, com palavras como ‘tome’ ou ‘experimente’. “As empresas muitas vezes aparentam cumprir a legislação, mas quando você observa com olhar crítico, percebe que estão burlando”, aponta a psicóloga Mariana Carminati, pesquisadora da área de Políticas Públicas.

 

A diretora de Inovação e Responsabilidade Social da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Maria José Delgado Fagundes, nega o excesso de irregularidades. Para ela, o setor produz cada vez menos peças publicitárias problemáticas. “É um processo de amadurecimento dos empresários e da sociedade, que passou a exigir mais informações.” Ela afirma que há multas adequadas aos laboratórios que cometem infrações, através da associação, além das punições da Anvisa e monitoramento do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

 

Infrações

 

No Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), porém, a categoria de medicamentos e serviços para saúde foi a segunda com mais reclamações em 2015. O conselho não pune, apenas recomenda a retirada do conteúdo à agência e aos laboratórios. A Anvisa emitiu 97 autos de infração só para esse setor. A maioria é alterada ou retirada de circulação.

 

Até 2012, a agência tinha uma Gerência Geral de Propaganda, mas ela foi extinta e suas atribuições foram englobadas pela área de Inspeção e Fiscalização – a instituição garante que o monitoramento é mantido. A agência garante que, além das denúncias recebidas, monitora mídias digitais e meios de comunicação onde há mais infrações. O sanitarista Bonfim contesta. “Não existe regulação no Brasil. As multas são irrisórias e correspondem a uma fração mínima dos lucros da indústria farmacêutica.” Para ele, a publicidade de remédios deveria ser vetada.

 

História

 

Os anúncios de medicamentos circulam no Brasil desde o século 19, quando os jornais publicavam até promessas de 'cura milagrosa'. Hoje os slogans são mais sensatos. Para a pesquisadora em marketing Melby Huertas, do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI), os publicitários ainda usam mais os apelos emocionais, embora o público esteja mais cético. “As pessoas buscam informação na internet e leem sobre o remédio antes de usar. A propaganda já perdeu muita credibilidade”, afirma.

 

A representante da Interfarma discorda que a proibição possa solucionar a má utilização de medicamentos. Maria José defende que o caminho seria aliar políticas de educação e saúde, apostando em medicina preventiva. Outra proposta, defendida pela psicóloga Mariana, seria exigir uma sanção prévia do material publicitário para evitar a exposição desnecessária do público a conteúdos que podem prejudicar a saúde. “Hoje, o anúncio é colocado em rede televisiva sem passar pelo crivo da Anvisa. Quando a agência percebe que há alguma irregularidade, o mal já está feito.”

 

Fonte: O Estado de S.Paulo


Com crise, descontos de remédios vendidos a governo chegam a 70%

A indústria farmacêutica precisou ampliar os descontos nas vendas ao setor público, que, com a crise fiscal, tem negociado mais os preços que no passado, afirmam executivos do setor. No âmbito federal, as reduções foram, em média, de 7% para medicamentos sintéticos comprados em reais e de 17% para aqueles negociados em dólares, segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

"Algumas negociações chegaram a taxas de 50%, 70%. A indústria tem aceitado os desafios [da crise fiscal]." No fim de setembro, a pasta anunciou acordo com a GSK (GlaxoSmithKline) para comprar remédios contra HIV com desconto de 70%. "Não é uma questão de caridade, e sim de sustentabilidade dos negócios", afirma o presidente da farmacêutica no Brasil, Aleksey Kolchin.

 

"Neste ano, quem fechou contrato com governos vendeu a preços muito baixos. As negociações ficaram difíceis." Em 2016, as vendas públicas representaram metade da receita da farmacêutica.

 

Os preços vencedores de licitações também caíram neste ano, segundo Luiz Donaduzzi, sócio da Prati-Donaduzzi. "Os laboratórios estão estocados, querem vender para fazer caixa", diz ele. Em um recente edital de compra de remédios do governo mineiro, vencido pela GSK, a queda foi superior a 70% do preço inicial, diz a empresa.

 

As negociações mais duras, porém, não são o maior problema das vendas ao setor público, diz Antônio Britto, presidente da Interfarma, que reúne as farmacêuticas. "O que mais nos preocupa são governos municipais e estaduais que passaram a comprar em menores quantidades, o que tem levado a casos de desabastecimento, além da inadimplência."

 

Fonte: Folha de S.Paulo


Levantamento mostra o médico como profissional com maior credibilidade e confiança junto aos brasileiros

No Brasil, o médico é o profissional em quem a população mais confia, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM), divulgada em Brasília. Essa é a percepção de 26% dos brasileiros, que, em segundo lugar, colocam o professor (24% das menções) e o bombeiro (15%). No extremo oposto, aparecem os políticos (0,3%).

 

Para o presidente do CFM, Carlos Vital, os resultados revelam que a população “reconhece o mérito na rotina da prática médica, visualiza a perícia, a diligência, a prudência, a humildade e a compaixão nos esforços profissionais dispendidos”. Segundo ele, “apesar dos aviltamentos, das difamações da categoria médica e das deserções dos postulados morais por parte de poucos médicos, a população ainda preserva a outorga de crédito à imensa maioria da classe”.

 

O levantamento coloca ainda a medicina e a educação (escolas) como a instituição ou profissão com maior credibilidade junto aos brasileiros, ambas com 19% de citações. Na segunda posição, aparece o Corpo de Bombeiros, com 15%. O Congresso Nacional mereceu apenas 0,3% das menções. O questionário foi aplicado com 2.089 pessoas entre 31 de agosto a 3 de setembro, em todas as regiões do País, em áreas metropolitanas e no interior.

 

De acordo com as regiões, o médico conta com mais credibilidade e confiança junto às populações do Nordeste e do Sudeste, que apresentam índices de 31% e de 27%, respectivamente. Quando o dado é analisado em função de faixa etária, constata-se que o desempenho positivo dos médicos é melhor junto aos que têm mais de 60 anos confiam mais nos médicos (31%), entre as mulheres (27%), nos municípios do interior do país (29%) e entre os portadores de ensino fundamental (31%).

 

Ao mesmo tempo em que confia nos médicos, a população reconhece que esses profissionais têm sua atuação prejudicada devido à falta de condições estruturais. Para 94% dos entrevistados, a qualidade do trabalho do médico é afetada por problemas, como as precárias condições de trabalho (41%), pelos baixos salários e pela corrupção na área de saúde (33%, cada uma) e pela má gestão da saúde pública (28%).

 

Também foram apontados como fatores que impedem o pleno exercício da medicina: a falta de acesso a exames e tratamentos de complexidade (25%); a falta de fiscalização (24%), de clínicas e de hospitais; e a ausência de leitos para internação no SUS, entre outros problemas. As condições de trabalho foram apontadas como apontadas como os principais problemas para os moradores do Norte e Centro Oeste, de regiões metropolitanas, mulheres, entre 25 a 34 anos e com nível superior.

 

Os baixos salários foram indicados como principais problemas para os moradores da região sudeste, das regiões metropolitanas, do sexo masculino, com mais de 60 anos e com nível fundamental. Já a corrupção na área da saúde foi percebida como um principal problema pelos homens moradores de regiões metropolitanas do Norte e Centro Oeste, com idade de 16 a 44 anos e com nível superior.

Fonte: Site Snif Brasil


Pesquisa CFM/Datafolha: para brasileiros, a saúde é o principal problema do País

A saúde é o principal problema do País na visão dos brasileiros. É o que mostra pesquisa do Instituto Datafolha, realizada a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM). O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (23), em Brasília (DF), aponta que essa é a opinião de 37% da população, que coloca suas preocupações com a corrupção (18%) e com o desemprego (15%) em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

 

Os resultados mostram que o tema saúde é visto como um problema principalmente pelas mulheres (43%) e entre as pessoas que têm apenas o ensino fundamental (42%). Já a corrupção preocupa mais os homens (22%) e entre aqueles com maior escolaridade (26%). Neste ponto da pesquisa, a resposta era espontânea e o entrevistado só podia dar uma única resposta.

 

O trabalho aponta, ainda, que a percepção da qualidade dos serviços de saúde (públicos e privados) é negativa. Para 65% dos entrevistados, esta área merece os conceitos de ruim e péssimo. As regiões onde as críticas são maiores são o Sudeste (68%), o Norte e o Centro-Oeste (66%). O mesmo ocorre nas capitais e maiores municípios, onde as notas são baixas para 74% dos moradores. De forma geral, os mais jovens (de 16 a 24 anos) e as mulheres são os principais críticos da assistência.

 

Para mudar este cenário com respeito à saúde, a população cobra do governo um elenco de medidas. Entre elas, é vista como prioridade máxima o combate à corrupção (65%), o aumento no número de profissionais de saúde (58%) e a maior disponibilidade de leitos (50%). Outros pontos destacados são: destinar mais recursos para a saúde (47%), facilitar o acesso aos medicamentos (47%), qualificar os profissionais da saúde (46%), contratar mais médicos (45%) e melhorar a infraestrutura de hospitais e prontos-socorros (44%).

 

Subfinanciamento – Na avaliação do presidente do CFM, Carlos Vital, essa percepção da população sobre o setor está diretamente relacionada à má gestão dos recursos públicos na área. “Sucessivos levantamentos elaborados pelo CFM têm denunciado a situação do financiamento e da infraestrutura da saúde no País. O último deles revelou que, entre 2003 e 2015, cerca de R$ 136,7 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde deixaram de ser efetivamente gastos”, comentou o presidente (clique aqui para conferir os últimos dados sobre o financiamento da saúde pública).

 

Nesta semana, segundo dados apurados pelo CFM no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), para este ano a dotação prevista para o Ministério da Saúde é de R$ 119 bilhões, dos quais 80% foram pagos até o último dia 18. No quesito investimento – gasto nobre da administração – dos R$ 6,7 bilhões, apenas R$ 3,2 bilhões (47%) foram efetivamente pagos até o momento. Se mantido este ritmo de dispensa média de aproximadamente R$ 302 milhões por mês, até o fim do ano terão sido investidos apenas R$ 3,6 bilhões do disponível, ou seja, 54%.

 

O secretário geral do CFM, Henrique Batista e Silva, também lembrou que o censo confirma o que os médicos já veem denunciando há muito tempo: a saúde não é uma prioridade de governo. “A população tem observado que não há um esforço para priorizar a Saúde. Sem estes recursos, por exemplo, os brasileiros certamente serão ainda mais prejudicados pela falta de infraestrutura e equipamentos fundamentais para a assistência”.



Fonte: site SNIF BRASIL

 

 

Regra para a oferta de vacinas divide opinião entre farmácias

A regulamentação dos novos serviços farmacêuticos, entre eles a aplicação de vacinas, vem gerando discordâncias no setor de farmácias. Enquanto as grandes redes defendem que ela contribuiria para melhorar a prestação dos serviços, desafogando o sistema público de saúde, as pequenas e médias temem que à regulação imponha regras difíceis de ser cumpridas.

 

De acordo com o advogado e presidente-executivo da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFarma), Renato Tamarozzi, o principal problema da proposta em tramitação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é que ela foi feita sem a participação de grande parte do setor. "Eu acho que o aperfeiçoamento por parte da Anvisa é algo positivo. Mas não podemos fazer uma norma que deixe 40 mil farmácias irregulares. A Anvisa tem essa mania de regular pelo 'primo rico'", diz. Segundo ele, participaram da elaboração apenas a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), e o Conselho Federal de Farmácia (CFF). "Várias entidades não tiveram acesso a minuta", completa.

 

Por meio de nota, a Anvisa disse que está em processo de elaboração do regulamento sobre o tema, após ter "ouvido vários setores interessados e relacionados, como o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, o Conselho Federal de Farmácia e as associações representativas de farmácias e drogarias."

 

A Resolução Federal RDC n° 44, de 2009, já versava sobre alguns serviços prestados pelas drogarias, regulamentando, por exemplo, a atenção farmacêutica e a perfuração do lóbulo auricular. Com a Lei n° 13.021, de 2014, no entanto, foi ampliado o rol de serviços que as farmácias podem oferecer, o que exigiu a nova regulação.

 

Para a coordenadora farmacêutica da Pague Menos, terceira maior rede de drogarias do Brasil, Cristiane Feijó, a regulamentação seria importante para definir as boas práticas, tamanho e qualidade das salas destinadas a vacinação, dentre outros aspectos importantes para a boa prática da atividade. "As regras de como deve ser feita a aplicação das vacinas só existem hoje para as clínicas médicas, falta regulamentar como isso deve ser feito dentro das farmácias", diz.

 

Segundo ela, a definição do regramento permitiria que inúmeras drogarias passassem a oferecer a vacinação o que serviria inclusive para "desafogar o sistema público de saúde."

 

Para o consultor econômico do mercado farmacêutico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (FecomércioMG), e membro da Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos (CBFarma), Geraldo Monteiro, outro ponto positivo que viria com a disseminação da aplicação de vacinas pelas farmácias seria a redução dos preços cobrados. "Há uma demanda muito grande por vacinas, e hoje, no âmbito privado, a vacinação é limitada a algumas poucas clínicas. Se ampliasse para as farmácias, além do consumidor ter mais opções de locais, a concorrência maior provavelmente geraria uma redução dos preços cobrados", diz.

 

Segundo Feijó, da Pague Menos, a ideia da rede após a regulamentação da vacinação seria focar no público adulto. "Os grupos de risco já são bem atendidos pelo sistema público, mas ainda há uma lacuna muito grande de adultos que não estão com a vacinação em dia", afirma.

 

Sobre a preocupação da ABCFarma, Monteiro afirma que a forma como será feita a regulamentação de fato pode ser um problema. "Tem que ver como a Anvisa vai regulamentar, porque dependendo da estrutura que for exigida, pode ser que grande parte das farmácias não consiga se adequar. Não dá para favorecer apenas algumas drogarias, em detrimento da maioria", diz.

 

De acordo com ele, no entanto, a expectativa é de que a regulação seja feita da forma mais harmônica possível, "até para evitar que haja processos judiciais no futuro". Em linha com isso, Tamarrozi, da ABCFarma, afirma que a entidade não é contrária a regulação, mas que se as normas não forem viáveis para as pequenas farmácias, a associação vai entrar na justiça. Segundo Monteiro, a previsão é de que a minuta da consulta pública referente a regulação saia ainda este ano.

 

O que já é feito

 

Diante dessa perspectiva, algumas redes de farmácias já vêm investindo em programas de assistência farmacêutica. A Pague Menos, por exemplo, criou em 2015 o ClinicFarma, que oferece oito serviços, entre eles orientações relacionadas a diabete, colesterol, hipertensão e asma, além de assistência voltada à perda de peso e ao tabagismo. "Já temos em funcionamento hoje 408 salas voltadas para esse atendimento, e estamos aguardando a inauguração de mais 98", afirma Cristiane.

 

Segundo ela, o objetivo da rede é ter uma ClinicFarma em cada uma das 926 unidades que a empresa possui atualmente. Desde o lançamento do programa a adesão do público tem crescido exponencialmente. E se em 2015 foram cerca de 22 mil clientes atendidos pelo programa, este ano já foram mais de 194 mil apenas até o mês de outubro.

 

Outra rede que investiu recentemente na assistência farmacêutico foi a Drogal, que lançou em junho deste ano o programa Momento Saúde. Assim como a Pague Menos o foco é o tratamento das doenças metabólicas (hipertensão, diabetes e colesterol), do controle de peso e do tabagismo. O serviço é oferecido em apenas cinco unidades, mas a meta é expandir ainda mais nos próximos anos.

 

Para a farmacêutica responsável da rede, Cristina Vasconcelos Pierozzi, "o objetivo da iniciativa é complementar o trabalho desenvolvido pelo médico, principalmente ajudando na adesão ao tratamento." Ela aponta ainda que a assistência farmacêutica já é realidade em muitos países, com resultados muito positivos, por isso a importância da disseminação maior da prática no Brasil.



Fonte: DCI/ABCFarma

 

 

Ministério da Saúde incorpora novo medicamento para pacientes com fibrose cística

Os pacientes que vivem com fibrose cística vão ser beneficiados com mais um medicamento para auxiliar no tratamento da doença. O Ministério da Saúde incorporou, na última semana, a Tobramicina inalatória que será usada em aparelhos nebulizadores, no combate às infecções respiratórias que acometem esses doentes. A nova aquisição será uma importante ferramenta na melhora da qualidade de vida dessa população, já que as infecções geram piora na função pulmonar.

 

A decisão de incorporar esse medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS), veio após discussão de especialistas que compõem a Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS (Conitec), sobre a evidência dos benefícios clínicos da Tobramicina inalatória, que são relevantes aos pacientes. Além disso, também foi levado em conta as observações e sugestões do público, sendo a grande maioria vinda de pacientes e familiares dos portadores da doença.

 

De acordo com estudos realizados pela Conitec, a nova tecnologia traz vários benefícios em relação aos dados de funcionamento do pulmão, como o ganho de 12% na função pulmonar aferida pelo volume expiratório forçado (VEF) e redução nas colônias de bactérias que causam essas infecções. Outro dado importante apresentando pelo estudo, foi a redução de 26% nas internações desses pacientes.

 

Atualmente, o SUS oferece tratamento integral e gratuito para pacientes com Fibrose Cística nas unidades de saúde da rede pública. São disponibilizados aos pacientes acompanhamento médico regular, suporte dietético, utilização de enzimas pancreáticas, suplementação vitamínica (vitaminas A, D, E, K) e fisioterapia respiratória. O objetivo do tratamento medicamentoso é propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária (ou modificar as manifestações da doença), com um mínimo de efeitos adversos

 

ASSISTÊNCIA - Em 2010, o Ministério da Saúde publicou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para fibrose cística. O objetivo desse documento foi estabelecer critérios para tratamento da doença respiratória, especificamente com a alfadornase, um medicamento que reduz a viscosidade do muco, não tendo sido avaliados outros medicamentos para essa condição, como, por exemplo, antibióticos.

 

A fibrose cística, também chamada de mucoviscidose, é uma doença genética que atinge todos os sistemas do corpo, porém, as complicações pulmonares são responsáveis pelo maior risco de morte dos pacientes. O acúmulo de secreção (muco) nas vias respiratórias é uma das características da doença pulmonar. Além disso, os pacientes com fibrose cística apresentam infecções respiratórias frequentes, também chamadas de exacerbações respiratórias, causadas por bactérias como a pseudomonas aeruginosa. As infecções geram piora do funcionamento do pulmão e reduzem a qualidade de vida dessas pessoas.



Fonte: site SNIF BRASIL

 

 

Ministério da Saúde incorpora novo medicamento para pacientes com fibrose cística

Os pacientes que vivem com fibrose cística vão ser beneficiados com mais um medicamento para auxiliar no tratamento da doença. O Ministério da Saúde incorporou, na última semana, a Tobramicina inalatória que será usada em aparelhos nebulizadores, no combate às infecções respiratórias que acometem esses doentes. A nova aquisição será uma importante ferramenta na melhora da qualidade de vida dessa população, já que as infecções geram piora na função pulmonar.

 

A decisão de incorporar esse medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS), veio após discussão de especialistas que compõem a Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS (Conitec), sobre a evidência dos benefícios clínicos da Tobramicina inalatória, que são relevantes aos pacientes. Além disso, também foi levado em conta as observações e sugestões do público, sendo a grande maioria vinda de pacientes e familiares dos portadores da doença.

 

De acordo com estudos realizados pela Conitec, a nova tecnologia traz vários benefícios em relação aos dados de funcionamento do pulmão, como o ganho de 12% na função pulmonar aferida pelo volume expiratório forçado (VEF) e redução nas colônias de bactérias que causam essas infecções. Outro dado importante apresentando pelo estudo, foi a redução de 26% nas internações desses pacientes.

 

Atualmente, o SUS oferece tratamento integral e gratuito para pacientes com Fibrose Cística nas unidades de saúde da rede pública. São disponibilizados aos pacientes acompanhamento médico regular, suporte dietético, utilização de enzimas pancreáticas, suplementação vitamínica (vitaminas A, D, E, K) e fisioterapia respiratória. O objetivo do tratamento medicamentoso é propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária (ou modificar as manifestações da doença), com um mínimo de efeitos adversos

 

ASSISTÊNCIA - Em 2010, o Ministério da Saúde publicou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para fibrose cística. O objetivo desse documento foi estabelecer critérios para tratamento da doença respiratória, especificamente com a alfadornase, um medicamento que reduz a viscosidade do muco, não tendo sido avaliados outros medicamentos para essa condição, como, por exemplo, antibióticos.

 

A fibrose cística, também chamada de mucoviscidose, é uma doença genética que atinge todos os sistemas do corpo, porém, as complicações pulmonares são responsáveis pelo maior risco de morte dos pacientes. O acúmulo de secreção (muco) nas vias respiratórias é uma das características da doença pulmonar. Além disso, os pacientes com fibrose cística apresentam infecções respiratórias frequentes, também chamadas de exacerbações respiratórias, causadas por bactérias como a pseudomonas aeruginosa. As infecções geram piora do funcionamento do pulmão e reduzem a qualidade de vida dessas pessoas.



Fonte: site SNIF BRASIL

 

 

Câncer de pulmão não acomete só os fumantes

Cerca de 28 mil pessoas por ano são acometidas pelo câncer de pulmão no Brasil. Um dos mais agressivos tipos da doença, é geralmente diagnosticado em estágio avançado, dificultando o tratamento e prejudicando a qualidade de vida do paciente. Médicos, especialistas, cientistas e profissionais de órgãos da saúde têm discutido com frequência questões ligadas a prevenção, testes genéticos e medicina personalizada. Esse movimento retrata a importância da conscientização e desmistificação de alguns pontos comuns como câncer de pulmão apenas em fumantes.

 

Não é bem assim. Dr. Marcelo Horacio, Diretor Médico Executivo da AstraZeneca, explica que o câncer de pulmão pode sim surgir num organismo livre de tabaco. “Sabemos que 80-90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao cigarro, mas existem outros fatores de risco que podem contribuir com o desenvolvimento da doença, como a poluição, genética, produtos químicos e até elementos próprios da natureza”. Nos EUA, por exemplo, somente os 20% dos pacientes com câncer de pulmão que não são fumantes, quase se igualam aos casos de todos os diagnósticos de câncer no pâncreas ou de leucemias.

 

Para o Dr. Marcelo, o que fez aumentar o número de pacientes não fumantes com câncer de pulmão, foi o diagnóstico precoce. “Temos visto um movimento, uma mudança de cultura nos consultórios e PSs, mostrando que os médicos têm dado bastante atenção a um diagnóstico mais assertivo, pois só assim o paciente terá o tratamento que de fato precisa”.

 

Realidade até pouco tempo duvidosa – até para certa parcela da comunidade médica -, hoje os pacientes contam com exames objetivos, que conseguem detectar, além da doença, o diagnóstico molecular de mutações, responsáveis, na maioria das vezes, pela ineficiência do tratamento. “Os testes genéticos estão muito evoluídos, conseguimos entender toda a estrutura da célula doente analisando seu DNA”, diz o Dr.

 

Muitas drogas desenvolvidas hoje, especificamente na área da oncologia, agem em parceria com esse diagnóstico assertivo. Esses exames mostram exatamente o problema e onde ele está, com isso os médicos podem prescrever a medicação certa, que vai combater o foco da doença.

 

“Sempre aconselhamos os pacientes a conversarem com seus médicos. É na consulta de rotina que estão as maiores chances de um diagnóstico preciso e precoce, o que pode salvar uma vida”, conclui Dr. Marcelo.

 

E não é só para o câncer de pulmão que o teste diagnóstico e a medicina personalizada têm sucesso reconhecido. O câncer de ovário - silencioso e de diagnóstico impreciso -, também é forte candidato a perder forças pela inovação da ciência.



Fonte: AstraZeneca; INCA; OMS; Dra. Lorraine Pelosof

 

 

Nova “idade das trevas” – Surgimento e ressurgimento de bactérias e superbactérias

A descoberta e utilização de fármacos antimicrobianos foram decisivas para a diminuição da mortalidade e morbidade das doenças causadas por bactérias e salvou muitas vidas ao longo do século XX. É possível afirmar que a introdução de antibioticoterapia em escala mundial foi fundamental para o desenvolvimento econômico e social de diversos países.

 

Contudo, a utilização indiscriminada, desregulada, e equivocada permitiu o surgimento de cepas resistentes a alguns antibióticos ou ainda a uma multiplicidade deles. Segundo a Dra. Margareth Chan, Diretora-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), a questão da resistência aos antimicrobianos é considerada uma crise mundial sem precedentes, o que poderia levar a uma era pós-antibióticos em que bactérias comuns poderiam causar danos devastadores e morte.

 

Dessa forma, a pesquisa e o desenvolvimento de novos fármacos antimicrobianos é urgente e premente. Ainda assim, a última molécula inovadora com ação bactericida foi lançada em 1987. Este fato é o que aponta o estudo do economista britânico Jim O´Neill.

 

A falta de inovação no desenvolvimento de novas moléculas antimicrobianas tem brindado a sociedade mundial com bactérias super-resistentes, situação que impacta não apenas a saúde, mas o status quo social e econômico. As estratégias atuais de melhorar e modificar moléculas já existentes no mercado, muitas vezes, favorecem mais o microrganismo do que a humanidade.

 

Entretanto, é importante verificar que também há grandes barreiras de acesso aos antibióticos em diversos locais, especialmente nos países pobres. Sendo assim, não será apenas o desenvolvimento de novas moléculas, produzir novos medicamentos que garantirão a redução das infecções bacterianas, mas a mobilização mundial, de governos, empresas, sociedade civil organizada, para garantir acesso equânime a todos os que necessitam de tratamento.

 

​No passo em que a situação caminha, em breve viveremos um grande paradoxo, uma sociedade altamente tecnológica, com padrão de saúde da Idade Média – com toda certeza, a permissão do surgimento de outras “superbactérias” invalidará todo o ganho em saúde e qualidade de vida alcançados no século XX. As mudanças precisam acontecer agora!

Jan Carlo Delorenzi é PhD - Farmacêutico, Mestre e Doutor em Ciência Biológicas (Biofísica). Professor de Imunologia e Saúde Pública – Universidade Presbiteriana Mackenzie. Investigador Sênior em Pesquisa Clínica. Líder do Grupo de Pesquisas em Saúde Pública da Universidade Presbiteriana Mackenzie.



Fonte: site SNIF BRASIL

 

 

Dia Nacional de Combate ao Fumo – alerta a população sobre os malefícios do tabagismo

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Sendo que,10,8% dos habitantes, ou aproximadamente 22 milhões de pessoas, são viciadas em tabaco. O fumo mata seis milhões de seres humanos por ano, cerca de 600 mil mortes são de fumantes passivos, ou seja, atingidos involuntariamente pela fumaça expelida pelos viciados.

 

Com intuito de conscientizar as pessoas e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do uso do cigarro, é lembrado anualmente no dia 29 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data instituída em 1986, pela lei nº 7488. “É imensa a responsabilidade dos fumantes, quanto ao esforço para abandonar um vício letal e muito prejudicial às suas famílias, à sociedade e ao nosso país, que gasta cerca de R$ 20 bilhões por ano para tratar doenças provocadas pelo tabagismo”, afirma o cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Ibraim Masciarelli Pinto.

 

Em todo o Planeta, há cerca de dois bilhões de fumantes. “Se não forem tomadas providências, que dependem principalmente da consciência das pessoas, a epidemia será crescente e causará a morte de oito milhões de pessoas a cada ano até 2030”, alerta o cardiologista. “As preocupantes estatísticas da OMS", ressalta o médico, “têm congruência com a realidade do Brasil, onde 10,8% dos habitantes, ou aproximadamente 22 milhões de indivíduos, são viciados em tabaco. O mais grave é que 31% das mortes atribuídas ao fumo passivo ocorrem em crianças, vítimas inocentes de um hábito insensato dos adulto".

 

O cardiologista ainda lembra que desde 2011, está em vigor a Lei Antifumo (nº 12.546/11), que proíbe a prática em locais públicos fechados, como ambientes de trabalho, transportes coletivos, shopping centers, restaurantes etc. “No entanto, muito mais eficaz do que a legislação é o despertar da consciência. Um exemplo da importância da mudança de comportamento é o fato de 40% das crianças, em todo o mundo, estarem expostas ao fumo passivo em suas próprias casas, nas quais as pessoas são soberanas para tomar decisões”, pondera o médico.

 

Por que o tabaco mata

 

O presidente da Socesp, Dr. Ibraim Masciarelli Pinto, explica que a fumaça dos cigarros contém 4,7 mil substâncias tóxicas. Somente no alcatrão há 40 compostos cancerígenos. A nicotina, a droga psicoativa do tabaco, causadora da dependência, aumenta a liberação das chamadas catecolaminas, como a adrenalina, noradrenalina e dopamina. Essas substâncias químicas contraem os vasos sanguíneos aceleram a frequência cardíaca e, assim, são causadoras de hipertensão arterial. O monóxido de carbono (CO), ao entrar em contato com a hemoglobina do sangue, reduz a oxigenação, podendo provocar doenças como a aterosclerose, que obstrui os vasos sanguíneos, causando infarto e outros problemas cardiovasculares. Isto ocorre porque o CO e outros componentes do cigarro facilitam a instalação de um quadro inflamatório geral no organismo, uma condição que está por trás do desenvolvimento de muitas doenças, dentre elas a própria aterosclerose.

 

“Não é sem razão que o tabagismo tenha relação com mais de 50 doenças”, frisa o cardiologista, citando dados da OMS: o vício é responsável por 30% das mortes por câncer de boca, 90% por câncer de pulmão, 25% por doença do coração, 85% por bronquite e enfisema e 25% por derrame cerebral. “São inúteis medidas paliativas, como trocar o cigarro por charutos ou cachimbo. Os males de inalar a fumaça e as substâncias tóxicas são os mesmos. Por isso, é fundamental o esforço de cada um para largar de fumar, pois evitar a morte é um dever filosófico e ético de todos os que desfrutam o milagre da vida”, conclui o presidente da Socesp.

Fonte: site SNIF BRASIL

 

 

Estilo de vida brasileiro aumenta casos de diabetes no país

O diabetes mellitus, também chamado de diabetes, é um grupo de distúrbios metabólicos. Esses distúrbios são caracterizados por hiperglicemia, resultantes de efeitos na ação da insulina, na secreção de insulina ou em ambas. Segundo um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mais de 16 milhões de brasileiros sofrem com diabetes. Aqui no Brasil a doença é responsável por 72 mil mortes, aproximadamente.

 

O agravante da doença se deve, principalmente, ao estilo de vida que as pessoas levam hoje, que geram mais estresse e alimentação repleta de alimentos industrializados. Por isso, conscientizar-se sobre hábitos alimentares é muito importante para quem tem a doença. Patrícia Cruz, nutricionista comportamental com ênfase em tratamento de diabetes mellitus, alerta para a epidemia de diabetes.“Atualmente, estima-se que a população mundial com diabetes seja da ordem de 387 milhões e que alcance 471 milhões em 2035. O número de diabéticos está aumentando em virtude do crescimento e do envelhecimento populacional, da maior urbanização, da progressiva prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como da maior sobrevida de pacientes com DM.” – adverte a especialista. Por isso, a necessidade do conhecimento da doença e como a alimentação influência nesse processo.

 

TIPOS DE DIABESTES

 

Segundo Patrícia Cruz, os tipos mais conhecidos são o diabetes mellitus tipo 1 e do tipo 2. No primeiro caso, ocorre uma completa deficiência na produção de insulina pelo pâncreas. Já no diabetes mellitus tipo 2, há um defeito na secreção ou ação da insulina. Além desses dois tipos, há o diabetes gestacional que ocorre durante a gestação e outros tipos específicos, conforme a classificação pela OMS. Há ainda o pré-diabetes, que se caracteriza pela glicemia de jejum alterada e a tolerância à glicose diminuída, isto é, fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes mellitus.

 

FATORES DE RISCO

 

A obesidade é fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Portanto, uma alimentação equilibrada somada a prática de atividade física podem prevenir o surgimento da doença, pois, nesse caso,uma dieta rica em gordura e açúcares leva à obesidade, que é fator de risco para o diabete. Quando se trata do diabetes tipo 1, que é uma doença auto-imune de causa genética, a alimentação vai evitar apenas as complicações da doenças.

 

TRATAMENTO

 

Infelizmente não há cura para o diabetes. Por isso, a especialista reforça a importância do cuidado com o habito alimentar. “A alimentação tem influência direta na concentração de açúcar no sangue. Isto é, os macronutrientes, carboidratos, proteína e lipídios alteram a elevam a glicemia após a ingestão, cada qual em seu tempo. Os carboidratos elevam a glicemia após 15 minutos, em contrapartida a proteína após 2 ou 3 horas.” – explica Patrícia.

 

ALIMENTAÇÃO

 

Não há alimentos que previnem a doença, mas existem alimentos que a controlam. Osportadores de diabetes devem excluir o açúcar e incluir carboidratos complexos, ricos em fibras.“Quando a dieta está equilibrada, não ocorre a hiperglicemia, taxas elevadas de açúcar no sangue. Essa concentração alta de açúcar no sangue e tóxico, que chamamos de glicotoxidade. A glicotoxidadeé responsável por causar várias complicações micro e macrovasculares do diabetes, como problemas renais, de visão e coração”,alerta a especialista.

 

Por isso, a dietas ricas em fibras (verduras, legumes, frutas, arroz integral, granola, leguminosas);carboidratos simples (batata, pães brancos, macarrão branco);adequada em proteínas (carne vermelha, queijos, leite, frango, peixe) e lipídios (queijos amarelos, óleos, manteiga) auxiliam nas taxas de açúcar, juntamente com os hipoglicimiantes orais e/ou insulina.

 

No caso das crianças, segundo Patrícia, o indicado é a terapia de contagem de carboidratos, que é recomendada pela American Diabetes Association. Essa é uma ferramenta segura e que permite fazer o controle das taxas glicêmicas de forma eficiente.

Fonte: site SNIF Brasil

 

 

Mais remédios serão vendidos sem receita nas farmácias

Uma nova resolução aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) cria regras para definir quais medicamentos podem ser vendidos sem receita, cujo número pode aumentar nas farmácias brasileiras. A mudança atende a um pedido de indústrias do setor, que afirma que remédios com tarja vermelha poderiam estar na lista dos “isentos de prescrição”.
Agora, a agência finaliza uma resolução que define critérios para classificar quais medicamentos podem trocar de categoria e serem liberados da exigência de receita. A ideia é que remédios considerados de baixo risco e indicados para sintomas mais simples e de fácil identificação sejam enquadrados como isentos de prescrição.

 

Esses medicamentos também devem cumprir outros critérios: estar no mercado há pelo menos dez anos (ou cinco no exterior sem precisar de receita), não produzir efeitos adversos significativos ou criar dependência. Da mesma forma,em remédios hoje isentos, a tarja poderá ser aplicada em caso de relatos de efeitos colaterais.

 

Antes, essa troca não era possível, afirma o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa. “Com isso,um medicamento pode mudar de condição. É a primeira vez que estabelecemos uma regra clara sobre isso.” , afirma.

 

No balcão

 

Para a vice-presidente executiva da Abimip (Associação das Indústrias de Medicamentos Isentos de Prescrição), Marli Sileci,a mudança pode fazer com que ao menos 30 substâncias passem a ser liberadas da receita médica —cada uma pode gerar mais um produto no mercado. Um dos exemplos mais conhecidos é o omeprazol (para problemas de estômago), já isento de prescrição em outros países. Hoje, a maioria dos remédios do país são tarjados, ainda que nem sempre a receita seja cobrada.

 

Segundo Sileci, os MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição) respondem por cerca de 30% do mercado — os mais comuns são para dor de cabeça, anti-inflamatórios e vitaminas. Com as novas regras, a expectativa é que esse percentual possa chegar a até 40%.

 

São remédios em que a propaganda é possível —daí a troca ser esperada pela indústria, que poderá aumentar o contato com o consumidor. A reclassificação, porém, não é automática. Segundo Barbosa, cada caso deve passar por avaliação da Anvisa. Questionado sobre um possível aumento da automedicação, ele admite a possibilidade, mas vê pontos positivos.

 

“A sociedade está mudando. Há dez anos, quase não havia fontes de informação sobre medicamentos. Hoje, já é possível acessar a bula pelo celular.”
Já Sileci, da Abimip, diz que é preciso diferenciar a “auto prescrição” do “autocuidado”. “O uso de medicamentos isentos faz parte do autocuidado. Já a auto prescrição é quando o vizinho toma um medicamento e eu compro sem receita, mesmo com tarja vermelha. Aí sim há risco”. Ela lembra das recomendações para uso de remédios isentos de prescrição. “Se amanhã cair a lei que nos obriga a dizer ‘Se persistirem os sintomas,o médico deverá ser consultado’, continuaríamos dizendo. O uso do medicamento isento de prescrição deve ser só por um curto período de tempo.”

 

Fonte: Folha de S.Paulo

 

 

Anvisa aprova novas regras para tirar tarja de medicamentos

Novas regras para a mudança que permite que medicamentos de prescrição sejam vendidos sem tarja foram aprovadas pela Anvisa em 19 de julho. A discussão sobre os critérios que permitem a reclassificação de medicamentos para isentos de prescrição vinham sendo discutidas desde o fim do ano passado.

 

Os sete critérios aprovados para o enquadramento dos medicamentos como isentos de prescrição (MIP) consideram:


Tempo de comercialização;
Segurança do medicamento;
Sintomas identificáveis;
Utilização por curto período de tempo;
Ser manejável pelo paciente;
Apresentar baixo potencial de risco;
Não apresentar dependência.

 

Hoje, existem cerca de 30 substâncias aptas a serem MIPs, como são chamados os medicamentos isentos de prescrição, que são destinados a tratar males e doenças menores, como dores de cabeça e resfriados. A própria Anvisa reconheceu a urgência da revisão, ao justificar na proposta da nova regra que “a ausência de atualização da lista nos últimos 12 anos impossibilitou que medicamentos que tivessem perfil de segurança e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados a essa categoria de venda, o que, em última instância, pode ter dificultado o acesso da população à obtenção de tratamento adequado”.

 

Segundo a Anvisa, a norma deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias e trará prazos de adequação para as empresas possuidoras do registro de produtos que sejam reenquadrados como livres de prescrição. Até agora, não existiam diretrizes claras para essa mudança: quando uma farmacêutica tinha uma substância apta para a reclassificação ou switch, termo em inglês que significa troca, ela precisava submeter individualmente o pedido ao órgão regulatório para análise e parecer. Essa solicitação era feita na época de renovação do registro do medicamento, a cada cinco anos. Mesmo que a empresa conseguisse a permissão para tirar a prescrição, ela não era estendida à mesma substância de medicamentos de outras farmacêuticas que, se assim desejassem, deveriam fazer um novo pedido de avaliação.

 

Há quase 12 anos, a ABIMIP (Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição) vem lutando para que as regras de switch sejam mais claras e permitam o acesso a esses medicamentos por um maior número de pessoas. Em 2003, a ABIMIP promoveu junto à Agência o switch de 18 classes terapêuticas, entre anti-inflamatórios, relaxantes musculares e antitabágicos, o que resultou em um crescimento significativo no número de medicamentos isentos de prescrição.

 

“Em contrapartida às novas regras, a ABIMIP acredita que deva haver educação e orientação para especialistas e leigos, a fim de que estes tenham condições de exercer plenamente seu direito de decisão em relação à própria qualidade de vida e bem-estar”, acredita Marli Sileci, Vice-Presidente Executiva da Associação. Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde, o uso de medicamentos disponíveis sem receita médica é hoje aceito como parte importante dos cuidados de saúde, ou autocuidado, prática que envolve, além de hábitos saudáveis (relacionados à atividade física, à alimentação e ao lazer, por exemplo), a correta utilização dos MIPs.

 

Além dos benefícios para a população, o uso dos MIPs diminui substancialmente os custos e demandas para o sistema. Segundo dados da associação americana CHPA – Consumer Healthcare Products Association – de 2012, para cada US$ 1 gasto com medicamentos sem prescrição nos Estados Unidos, o sistema de saúde economiza de US$ 6 a US$ 7 em custos evitados. De acordo com o órgão, sem MIPs, 60 milhões de americanos ficariam sem tratamento para males menores. Oito em cada 10 americanos usam medicamentos sem prescrição para aliviar pequenos sintomas sem ter de recorrer ao médico.

 

No Brasil, há o agravante do inchaço do sistema de saúde. Os recursos públicos que seriam usados no tratamento de doenças menores precisam ser dirigidos para doenças mais graves, que têm um grande impacto sobre a população e a saúde pública. Atualmente, não há como os cerca de 350 mil médicos, que receitam aproximadamente 64% dos medicamentos vendidos, darem vazão também ao atendimento de males menores. Se todos os medicamentos precisassem de receita, demandaria um aumento de 56% no volume de médicos (cerca de 196 mil a mais).

 

Por tudo isso, a ABIMIP acredita e defende que os MIPs têm um papel social, representando um benefício relevante para a sociedade e a publicação dessa nova norma representa um grande avanço, uma vez que estará alinhada com as melhores práticas globais, complementa Marli.

 

 

Anvisa irá analisar amostras de remédios

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) firmou uma parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para realizar a análise de 1,8 mil amostras de medicamentos em 18 meses. O projeto é parte do Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos (Proveme), da qual também participam as Secretarias de Estado de Saúde e alguns Laboratórios Analíticos. Entre os medicamentos que serão avaliados estão os mais notificados por queixas técnicas e desvio de qualidade disponibilizados pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular, os mais consumidos pela população brasileira, bem como aqueles presentes em outros programas do Ministério da Saúde. O programa prevê que laboratórios oficiais da Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária (RNLVISA) avaliem as características físicas e químicas de medicamentos genéricos, similares e de referência. O ato simbólico de assinatura das Cartas de Acordo foi feito durante o 1º Encontro do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, que acontece na sede da Anvisa, em Brasília, na semana passada.

 

 

Uso de fitoterápicos e plantas medicinais cresce no SUS

Política nacional implantada pelo Ministério da Saúde completa 10 anos atendendo a 16 mil pessoas e garantindo o uso sustentável da biodiversidade brasileira; selo e carimbo são lançados. Os brasileiros estão, cada vez mais, apostando em tratamentos à base de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos: entre 2013 e 2015 a busca por esses produtos no Sistema Único de Saúde (SUS) mais que dobrou, crescendo 161%. Há três anos, cerca de 6 mil pessoas procuraram alguma farmácia de atenção básica para receber os insumos; no ano passado essa procura passou para quase 16 mil pessoas. A iniciativa, criada pelo Ministério da Saúde para garantir o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos no país, já está presente em cerca de 3.250 unidades de 930 municípios brasileiros.

 

Os fitoterápicos têm uma participação importante no mercado de medicamentos porque eles refletem também nossa cultura, nossa tradição e História. Além disso, são medicamentos de baixo custo aos quais parte da população está habituada, pois aprendeu a usá-los com seus avós e pais. É importante que possamos ampliar o acesso a fitoterápicos no SUS”, afirmou o ministro Ricardo Barros nesta quarta-feira (23) durante o evento que marcou uma década da política no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).

 

Na celebração, foi lançado carimbo comemorativo e selo personalizado em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). As duas mil unidades do selo serão distribuídas em correspondências do Ministério da Saúde. O carimbo ficará disponível pelos próximos 30 dias na agência dos Correios da Câmara dos Deputados; após esse prazo, ele será integrado ao acervo do Museu Postal da ECT.

 

INDICAÇÕES - Em média, por ano, a política beneficia 12 mil pessoas, as quais utilizam medicamentos fitoterápicos industrializados, fitoterápicos manipulados, drogas vegetais e planta medicinal fresca. Atualmente, o SUS oferta doze medicamentos fitoterápicos. Eles são indicados, por exemplo, para uso ginecológico, tratamento de queimaduras, auxiliares terapêuticos de gastrite e úlcera, além de medicamentos com indicação para artrite e osteoartrite.

 

De acordo com o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), os fitoterápicos mais utilizados na rede pública são o guaco, a espinheira-santa e a isoflavona-de-soja, indicados como coadjuvantes no tratamento de problemas respiratórios, gastrite e úlcera e sintomas do climatério, respectivamente.

 

Os produtos fitoterápicos e plantas medicinais, assim como todos os medicamentos convencionais, são testados para o conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, e também para garantir a qualidade do insumo. Cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e às Vigilâncias Sanitárias Municipais e Estaduais o controle desses medicamentos.

Fonte: Site Snif Brasil

 

 

Pesquisa inédita mostra que câncer de colo do útero atinge as brasileiras silenciosamente

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Roche, entrevistou 5.508 pessoas, entre homens e mulheres, de diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade, classes sociais e em todas as regiões do Brasil, com o objetivo de conhecer a percepção da população sobre o câncer de colo do útero, considerando seus estágios inicial e avançado.
Realizada no primeiro trimestre de 2016, a pesquisa constatou que 73% dos brasileiros não conhecem pessoas que tenham ou que já tiveram câncer de colo do útero. Porém, dados alarmantes do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que mais de 5 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença, o que totaliza uma morte a cada 90 minutos, e deve ter mais de 16 mil novos casos este ano. Considerado o terceiro tipo de câncer que mais atinge as mulheres no Brasil, o câncer de colo do útero é causado pela infecção persistente e não tratada adequadamente de alguns tipos de vírus, entre eles o HPV, mal que atinge 685,4 mil pessoas no Brasil.

 

Segundo Dra. Angélica Nogueira, médica oncologista e presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos - EVA, o conhecimento insuficiente da doença e das ferramentas para sua prevenção e tratamento justificam as altas taxas de incidência, morbidade e mortalidade no país.

 

Para a especialista, a falta de informação é o principal gargalo para o controle do câncer de colo de útero. “ O câncer de colo de útero atinge principalmente mulheres jovens, com poucos anos de estudos (aproximadamente 10% das pacientes com câncer de colo de útero no Brasil não foram alfabetizadas) e com limitado poder aquisitivo. Mas muitas vezes barreiras culturais se somam a falta de informação , como a vergonha de realizar exame ginecológico ou proibição por parte de companheiros. Por isto a informação sobre as ferramentas de controle, como vacina, exame preventivo de papanicolaou e avanços no tratamento precisam ser globalmente difundidos na população.

 

No Brasil, 77% das pacientes com câncer de colo do útero são diagnosticadas com a enfermidade já em fases mais avançadas, quando começam a surgir os primeiros sintomas, como sangramentos e dores pélvicas. O ideal é que a doença seja evitada, o que é possível com a vacina e com o exame de papanicolau ou seja detectada em seus estágios iniciais. A chance de cura ou controle da doença são diretamente proporcionais a precocidade do diagnóstico. A morbidade relacionada a doença e ao tratamento também aumenta com o avançar dos estágios.

 

Diante desse cenário, a Anvisa aprovou recentemente a utilização de um medicamento biológico já utilizado em outros países, o bevacizumabe, como a primeira terapia-alvo oferecida para o tratamento do câncer de colo do útero e o único avanço nos últimos 10 anos para tratar a doença em seu estágio mais grave. Trata-se do primeiro medicamento biológico que trouxe o benefício de sobrevida global sem redução da qualidade de vida das pacientes com esta doença. Até então, o tratamento neste contexto era quimioterapia isolada. A escolha da terapia ideal para cada paciente dependerá do estágio da doença e condições clínicas da paciente, comumente sendo necessárias combinações de cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

 

“É a primeira vez que uma terapia-alvo específica mostrou benefício em sobrevida global em câncer de colo de útero, abrindo novas perspectivas para pacientes, em sua maioria jovens, economicamente ativas e com possibilidades terapêuticas restritas”, finaliza Dra. Angélica.

 

CONHEÇA MAIS NUMEROS DA PESQUISA:

 

• O câncer de colo do útero o terceiro câncer mais lembrado pela população brasileira, principalmente pelas mulheres;
• 58% dos brasileiros não sabem ou não conhecem nenhum tratamento para câncer de colo de útero avançado;
• Entre as mulheres, 51% não citaram colo do útero, ao serem indagadas sobre o tipo de câncer que conhecem;
• dessas, apenas 29% conhecem os sintomas do CCU;
• em relação à saúde das brasileiras, 27% nunca realizaram ou não costumam realizar o exame Papanicolau, 78% o teste de HPV e colposcopia. Esse dado é mais evidente entre as mulheres mais jovens, de escolaridade fundamental e de classe D/E;
• após estímulo com conceito, 33% das mulheres declaram que não conheciam ou não tinham ouvido falar sobre câncer de colo do útero avançado;
• há maior fragilidade entre as mulheres que utilizam o serviço público de saúde, as menos privilegiadas economicamente e menos escolarizadas;
• 81% dos entrevistados acreditam que sem ter plano de saúde é mais demorado o diagnóstico da doença.
• 84% dos brasileiros acreditam que quando o câncer de colo do útero se espalha por outras partes do corpo, a pessoa tem pouco tempo vida;

Fonte : Site Snif Brasil

 

 

O caminho dos remédios oncológicos

Em primeiro lugar, o medicamento precisa de um registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “No caso de um fármaco inovador, ou seja, caso a substância ativa ainda não tenha sido registrada na mesma concentração, forma farmacêutica ou indicação desejada, será necessário todo um processo de Pesquisa e Desenvolvimento. Descrito de forma geral, se inicia com a descoberta e síntese de uma molécula, desenvolvimento farmacotécnico do medicamento e posteriormente realização de estudos pré-clínicos (em animais) até se chegar na pesquisa em humanos (fase de pesquisa clínica)”, explica a assessoria do órgão.

 

A agência, então, analisa os dados e, se aprovados, recebem um número de registro e podem seguir para a precificação. O processo de análise do registro de um medicamento novo dura, em média, de oito a 12 meses, podendo ser maior, dependendo da complexidade da análise. Medicamentos oncológicos seguem o mesmo caminho de qualquer outro remédio.

 

O processo passa, então, para a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O órgão é formado por cinco Ministérios: Saúde, Fazenda, Indústria e Comércio, Casa Civil e Justiça. “A câmara tem que enquadrar o medicamento em uma das seis categorias definidas pela resolução. Se o produto conseguir, por meio de estudos e evidências científicas robustas, provar que é um grande diferencial em termos de eficácia ou de menor efeito colateral em relação ao tratamento antigo, ele recebe o menor preço pelo qual é comercializado entre nove países definidos”, conta Pedro Bernardo, diretor de Acesso da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

 

Como a indústria farmacêutica gasta pelo menos 15 anos e muito dinheiro para criar um novo medicamento, ela espera que o preço esteja de acordo com a expectativa de lucro. Se o valor definido pela CMED não for aceito, a indústria pode solicitar uma revisão da proposta ou simplesmente desistir de lançar o produto.

 

A partir daí, o medicamento tem dois caminhos. Para seguir para o SUS, é preciso mandar um pedido para incorporação do medicamento junto à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). “Apesar de ser responsabilidade e interesse do Ministério da Saúde oferecer novos tratamentos, quem faz o pedido são as indústrias, as associações de paciente e a sociedade de oncologia. O Ministério tem obrigação de cuidar das pessoas”, pressiona Gustavo Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.

 

Segundo uma pesquisa da Interfarma, 56% dos pedidos de incorporação são negados e 79% das solicitações, em geral, é feita por agentes externos ao governo. “A maior parte das negativas diz que as drogas não funcionam, o que é uma leitura diferente do que acontece no resto do mundo. É discordar de especialistas do mundo inteiro, porque o medicamento que chega aqui já é usado lá fora. Gente que nunca participou de uma pesquisa clínica avalia o que os outros fizeram e reprova”, continua o presidente da SBOC. Outra justificativa comum é a falta de dinheiro ou que o custo-benefício não vale a pena. Sem acesso ao medicamento pelo SUS, o paciente pode entrar na justiça para garantir a droga. O outro caminho é para entrar no rol de medicamentos que devem ser ofertados pelos planos de saúde.

 

A lista é atualizada a cada dois anos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Esse processo de revisão ocorre com a participação da sociedade, no âmbito do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (Cosaúde), formado por representantes de órgãos de defesa do consumidor, prestadores de serviços, operadoras de planos de saúde, conselhos e associações profissionais, representantes de beneficiários, dentre outras entidades”, explica a assessoria da ANS. São avaliadas a segurança e a efetividade do tratamento, custo-benefício e disponibilidade de rede prestadora, entre outros quesitos. A proposta final vai para uma consulta pública e, depois de aprovada, entra na lista de medicamentos disponíveis. A última atualização foi feita em janeiro deste ano e foram incluídos 40 medicamentos quimioterápicos orais.

 

O grande obstáculo nesse processo é a demora na atualização pela ANS. O paciente tem que esperar pelo menos um ano pela aprovação na Anvisa, a precificação e, depois, mais dois anos para contar com o tratamento. “Imagina a quantidade de gente que morre nesse tempo, a quantidade de gente que deixa de ser atendida. O paciente de câncer não tem esse tempo para esperar. A lei dos 60 dias existe no atendimento público, mas no particular o paciente pode esperar mais de 700 dias?”, questiona Gustavo. Segundo a ANS, o método atual só pode ser modificado quando a lei for mudada.

 

Fonte: Correio Braziliense – Site: Snif Brasil

 

 

Cresce venda de medicamentos em abril, segundo Abradilan

Em abril de 2016, os associados da Abradilan (Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos) alcançaram um faturamento R$ 1,25 bilhões, movimentando 68,64 milhões de unidades de unidades de medicamentos. No mesmo período do ano passado, o faturamento correspondia a R$ 1,14 bilhão com a movimentação de 66,79 milhões de unidades de medicamentos, segundo a pesquisa realizada pelo IMS Health.



PRIMEIRO QUADRIMESTRE

 

No primeiro quadrimestre de 2016, o faturamento alcançou a marca de R$ 5,18 Bilhões com a comercialização de 304,9 milhões de unidades de medicamentos. Isso significa dizer que no primeiro quadrimestre de 2016, teve um crescimento no faturamento de 21,75% em relação ao mesmo período do ano de 2015, e as unidades vendidas também no mesmo período tiveram um acréscimo de 16,02%. De acordo com o diretor executivo da Abradilan, Geraldo Monteiro, o crescimento no período está dentro da normalidade para o período de início do ano.

 

Responsáveis pela distribuição de 21% das unidades vendidas dos medicamentos no Brasil, e 30% dos medicamentos genéricos, os associados da Abradilan visitam 96% dos municípios do país e atendem 71% das farmácias em todo território nacional. Presentes em 24 estados, os 145 associados da Abradilan, empregam 11 mil pessoas diretamente.

 

Constituída em 1998, a Abradilan conta com 145 associados, que são empresas distribuidoras de medicamentos, produtos para a saúde, artigos de higiene pessoal e cosméticos no mercado brasileiro. A missão da Abradilan e seus associados é contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do mercado promovendo a melhoria continua e eficaz de seus serviços.

Fonte: Site SNIF Brasil

 

 

Uso de remédio contra HIV dobra em 5 anos

Dezessete milhões de pessoas tiveram acesso a antirretrovirais até o final de 2015. Apesar disso, mais de 53% da população afetada pela aids continua sem acesso aos remédios para combater o vírus HIV. Os dados foram publicados pela UNAids, a agência da Nações Unidas (ONU) criada para lidar com a epidemia. Em 2015, 2 milhões de novas pessoas ganharam acesso aos remédios e o número de pacientes atendidos no mundo mais que dobrou em cinco anos. O resultado foi uma queda importante no número de mortos, passando de 1,5 milhão de casos, em 2010, para 1,1 milhão em 2015.

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

 

 

Rastreamento de medicamentos deve ser adiado e ficar para 2021

Previsto inicialmente para ser implementado neste ano, o sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos, projeto que visa controlar o caminho dos remédios da indústria até o consumidor, deve ficar mais tempo no papel. Até então, uma resolução anterior da agência definia que o sistema, conhecido como “RG” dos remédios, começasse a funcionar em dezembro deste ano. Agora, a agência prepara uma nova regulamentação do tema.

 

Criado por meio de uma lei federal de 2009, a rastreabilidade prevê que cada embalagem de remédio contenha um código bidimensional e um número único de identificação, próximos à data de fabricação e do número do lote, o que permite obter o monitoramento dos produtos. A estimativa é que 3,9 bilhões de embalagens circulem por ano no país e sejam atingidas pela medida, que ajudará a evitar falsificação e contrabando, além de agilizar o recolhimento de produtos em caso de falhas.

 

Novos prazos

 

O prazo inicial para o modelo operar, porém, tem sido questionado por parte das indústrias farmacêuticas, distribuidoras e farmácias. Diante do impasse, a Anvisa pretende apresentar uma nova proposta para ser colocada em consulta pública. O tema será discutido em reunião da diretoria colegiada nesta quarta-feira (1º).

 

A nova proposta em estudo prevê três etapas. Na primeira delas, empresas teriam um ano para apresentar três lotes-piloto de medicamentos rastreáveis para testes. Em seguida, a Anvisa teria oito meses para avaliação do processo e correção de impasses. Caberá também à agência reguladora criar um banco de dados para centralizar as informações e impedir o compartilhamento de dados.

 

Na terceira etapa, o setor teria três anos para a implementação do sistema. Os prazos passam a valer assim que a regulamentação da Anvisa for aprovada —daí a estimativa que, se isso ocorrer ainda neste ano, o sistema pode ficar apenas para 2021.A proposta é semelhante a um projeto de lei do Senado, de 2015,eque hoje tramita na Câmara.Essa não é a primeira vez que o sistema de rastreabilidade dos remédios é adiado. Inicialmente, a previsão era que fosse implementado três anos após a lei, mas o processo foi suspenso.

 

Em 2013, a agência editou uma nova resolução que definia que o sistema passaria por testes em 2015 e começaria a funcionar em 2016. Após pressão do setor, a primeira etapa acabou suspensa. O prazo final, no entanto, ainda era mantido. “Submeter isso a consulta pública é postergar um debate que já ocorre há sete anos.

 

É absurdo continuar adiando”, afirma o presidente-executivo da Interfarma, Antônio Britto. Já para Nelson Mussolini, do Sindusfarma, sindicato que reúne as principais empresas farmacêuticas do país, o prazo inicial era muito curto diante dos custos para adequação das empresas. “Os investimentos não são pequenos. A indústria quer fazer a rastreabilidade, mas queremos fazer da forma certa”, afirma. A Anvisa não comentou os novos prazos.

 

Fonte: Folha de S.Paulo

 

 

Setor farmacêutico cresce 10,6% entre janeiro e abril

O faturamento com remédios avançou 10,6% nos quatro primeiros meses deste ano, segundo o Sindusfarma (do setor farmacêutico). No período, o total comercializado foi de R$ 13,9 bilhões, em 2015, para R$ 15,3 bilhões. "Esperávamos um quadrimestre um pouco pior, mas algumas questões do setor, como os reajustes de preços, foram resolvidas e nos ajudaram", diz Nelson Mussolini, presidente da entidade.

 

"De março para abril, porém, houve queda de 6,7%, o que acende um sinal amarelo, e a indústria está com menos previsibilidade. Quando alguém antigamente nos perguntava em maio como seria o ano, dava para imaginar." Com a mudança de governo e as incertezas em relação aos próximos meses, o setor só deverá ser capaz de estimar como será o resto do ano em junho, diz Mussolini.

 

"No Brasil, sempre é preciso esperar seis meses para se confirmar uma tendência", diz José Fernando de Almeida, da Chiesi, que estima crescer 10% em 2016. "O mercado sabia que este ano seria desafiador e se planejou." A produção de unidades também aumentou de janeiro a abril, com crescimento de 7,2% no período. Entre os genéricos, a elevação foi maior, de 16,1% - nos produtos de marca, 3,7%.

 

Fonte: Folha de S.Paulo

 

 

Medicamento de liberação prolongada - O que é importante saber?

Muitas pessoas sentem incômodo estomacal ou sonolência ao tomar certos comprimidos. Devido a esses desagrados comuns, algumas indústrias farmacêuticas já estão estudando sobre a fórmula de liberação prolongada, também denominada fórmula de liberação por tempo. Trata-se de uma versão de medicamentos especialmente desenvolvida para transferir de forma gradativa o seu ingrediente ativo ao paciente com dose única. De tempos em tempos, o fármaco vai sendo liberado e absorvido pela corrente sanguínea, funcionando assim com efeito terapêutico. Especialistas e estudantes de medicina, vêm escolhendo o tema para elaboração de pesquisas e já listam alguns benefícios comprovados.

 

Um deles é que diferentemente dos medicamentos convencionais como comprimidos, as doses são únicas ou dependendo da gravidade da patologia dupla, o que elimina a necessidade de ingerir o medicamento diversas vezes por dia ou interrupção do tratamento por esquecimento. Outras vantagens apontadas envolvem a menor variação no tempo de trânsito gastrointestinal, garantia de maior variabilidade no efeito terapêutico, menor incidência de efeitos colaterais decorridos de irritações ao longo do trato gastrointestinal, redução de sonolência e a diminuição do risco de superdosagem do fármaco e maior conveniência em relação à administração diurna ou noturna.

 

Há muitas maneiras de produzir medicamentos com essas características. Pode ser por meio de microesferas revestidas por um polímero (filme), pelo inchaço do comprimido para formar um gel com uma superfície quase impenetrável e pela incorporação do fármaco em uma rede de substâncias as quais o corpo dissolve lentamente, de tal modo que o ingrediente ativo seja absorvido pela corrente sanguínea do paciente em níveis controlados ao longo do dia.

 

De acordo com Humberto Ferraz, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, que coordenou um trabalho de conclusão do curso sobre o tema, para as indústrias farmacêuticas interessadas em aderir a esse mercado, já há diversas tecnologias disponíveis no Brasil. Basta adquirir os equipamentos necessários, desenvolver formulações, treinar funcionários e obter registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma dica importante de especialistas á que alguns comprimidos de liberação de tempo dependem de microesferas revestidas para terem suas propriedades de liberação de tempo. Sendo assim, é muito importante que essas pílulas não sejam esmagadas ou até mesmo divididas, pois isso, afetaria sua potência imediata.

FONTE: SITE SNIF BRASIL

 

 

OSTEOPOROSE : Tratamento Eficaz com o Cálcio Citrato Malato Albion®

A osteoporose é uma doença óssea sistêmica que, por si só, não causa sintomas e é caracterizada por uma densidade mineral óssea (DMO) diminuída e alterações da microarquitetura e da resistência ósseas; causa o aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, aumento do risco de fraturas. Se não for prevenida precocemente, ou se não for tratada, a perda de massa óssea vai aumentando progressivamente, de forma assintomática, sem manifestações, até a ocorrência de uma fratura (www.roche.pt/osteoporose).


 
O CÁLCIO CITRATO MALATO ALBION®, apresenta elevada absorção, biodisponibilidade, retenção e promove o incremento da densidade dos ossos apendiculares e axiais.

 

 

Sugestão de formulação para Osteoporose:

 

  • Cálcio Citrato Malato ALBION® 400 mg
  • Magnésio Lisinato Glicinato ALBION® 200 mg
  • Zinco Bisglicinato Quelato ALBION® 5 mg
  • Cobre Bisglicinato Quelato ALBION® 2 mg
  • Manganês Bisglicinato Quelato ALBION® 2 mg
  • Bororganic Glicina ALBION® 3 mg  

 

 

Dimagnésio malato ALBION®: tratamento seguro e eficaz!

Como o magnésio e o ácido málico são utilizados na síntese de ATP em condições aeróbicas e anaeróbicas, estes nutrientes são essenciais para indivíduos que buscam maximizar produção de energia e para pacientes com fibromialgia. A fibromialgia é uma síndrome dolorosa, crônica, de caráter não-inflamatório, que se manifesta no sistema musculo-esquelético. Esta envolve o distúrbio de modulação central da dor e o sintoma presente em todos os pacientes é a dor difusa que acomete o esqueleto axial e periférico (Turan et al, 2009; Siena e Marrone, 2010).

 

O aumento do consumo de magnésio ajuda a produzir espasmos musculares e impulsos nervosos, importantes nas contrações musculares (Siena, 2010). Segundo Turan et al. (2009), alguns estudos sugerem que os níveis de magnésio em pacientes com fibromialgia são abaixo do normal e, ainda, que a terapia de magnésio, combinado com ácido málico, foi efetiva na melhora da dor. Russel et al (1995) observaram que, entre pacientes fibromiálgicos que receberam ácido málico e magnésio por 6 meses, a suplementação promoveu reduções significativas na severidade de todas as dores primárias avaliadas.

 

Sugestão de formulação para Fibromialgia:

 

Dimagnésio malato ALBION .................................. 260mg.

 

 

93% do consumo de medicamentos para o colesterol está concentrado na região sudeste

Um levantamento inédito feito por uma empresa da área de serviços para o segmento constatou que o estado de São Paulo lidera com 77% o consumo de medicamentos para o controle do colesterol. Juntamente com os demais estados da região, o sudeste representa 93% de todo o consumo nacional. No sul, o Rio Grande lidera, seguido pelo Paraná e Santa Catarina. Na região nordeste, o estado com o maior consumo de medicamentos para o colesterol é Pernambuco. Bahia vem em segundo e Ceará em terceiro. No centro-oeste, a liderança é do Distrito Federal e no norte do Brasil é o estado do Amazonas.

 

Os três princípios ativos mais utilizados foram a Sinvastatina (31%), a Rosuvastatina (31%) e a Atorvastatina (19%). Os Analistas de Inteligência em Saúde da Orizon, César Venancio de Souza e Edgar Casas Rodrigues Paiva, responsáveis pela pesquisa, contam que 13% utilizaram mais de um tipo de princípio ativo durante o período analisado e 56% dos beneficiários do Programa optaram por comprar medicamentos genéricos para baixar os  níveis de colesterol.

 

O levantamento também identificou as faixas etárias de consumo. 36% estavam acima dos 59 anos, 26% entre 50 e 59 anos, 16% entre 40 e 49 anos e 10% entre 30 e 39 anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o colesterol elevado atinge 40% da população e estima-se que menos de 20% destes estejam em tratamento regular. O colesterol elevado pode provocar infartos e AVCs.

 

A pesquisa foi feita com 110.627 usuários do Programa de Benefícios de Medicamentos - PBM da Orizon, que oferece descontos de até 65% na compra de medicamentos. A empresa possui convênios com mais de 9 mil farmácias espalhadas por todo o país e ainda disponibiliza para iPhones e celulares com o sistema Android um aplicativo onde o usuário pode encontrar a drogaria mais próxima e calcular o desconto oferecido. Além de medicamentos para colesterol, o beneficiário pode comprar medicamentos de uma lista com mais de 3.900 itens.

 

Fonte: site SNIFBRASIL

 

 

Entidades defendem a rastreabilidade de remédios, em debate

O Congresso Nacional aprovou em 2009 a Lei 11.903, que prevê a criação do Sistema Nacional de Rastreamento de Medicamentos (SNCM), que visa a coibir o contrabando, falsificação e o roubo por meio de tecnologia de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. Todo o processo para a rastreabilidade de medicamentos, desde a fabricação até o descarte, deve estar concluído até o final de 2016. Toda a cadeia produtiva do setor farmacêutico está trabalhando para cumprir esse prazo.

 

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a falsificação, o contrabando e o roubo de cargas de medicamentos causaram a morte de cerca de 800 mil pessoas no mundo entre 2000 e 2006. Mas o senador Humberto Costa (PT) apresentou um Projeto de Lei pedindo que seja prorrogado em 10 anos, o controle do destino dos remédios. E o assunto foi tema de debate no Programa Participação Popular, da TV Câmara Federal, nesta sexta-feira (7/8), entre o diretor da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Marcelo Liebhardt, o presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, o presidente executivo da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Henrique Tada, e a deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ), relatora do PL 6672/02, transformado na Lei 11.903/2009.

 

Para Jandira Feghali, a dilatação do prazo é muito ruim, pois cria jurisprudência. “Seria como assegurar que todos os prazos não serão cumpridos. O prazo dado foi razoável. A lei é de 2009 e estamos em 2015. A rastreabilidade se aplica a remédios que são produtos fundamentais para a saúde pública. E é uma defesa da própria indústria contra a falsificação”, ponderou a relatora do projeto de lei.

 

Os demais participantes do debate concordam que a rastreabilidade será uma grande solução para o roubo de cargas e a falsificação. Também reconhecem que, se houvesse regulamentação da Anvisa, o sistema de rastreabilidade poderia estar mais avançado. “Cerca de 90% do meu setor está pronto para entregar o projeto piloto, mas o problema é a falta de regulamentação por parte da Anvisa. Ou você começa a trabalhar em prol dela desde o início, ou nenhum prazo será suficiente. Mas creio que três anos, após a regulamentação, o atacado e o varejo poderão se adequar a esse sistema”, prevê o diretor da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Marcelo Liebhardt.

 

Já para o presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, o problema não é somente ampliar o prazo. “A forma como cada informação será mantida em sigilo é que dará segurança ao consumidor. Imagine um banco de dados livre sendo hackeado. Esta é a nossa preocupação também”, disse Mena Barreto.

 

Outro setor que criticou a falta de regulamentação da lei e defendeu a necessidade de adiar a implantação do sistema são os laboratórios farmacêuticos. “A regulamentação demorou cerca de dois anos e, depois, houve revogação e um novo regulamento. Por isso defendemos o prazo de no máximo quatro anos para a indústria”, argumentou o presidente executivo da Alanac, Henrique Tada.

 

Já para o professor Eduardo Mario Dias, do GAESI - Gestão em Automação e Tecnologia da Informação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), a rastreabilidade é uma demanda global. “Em 2018, espera-se que mais de 40 países já tenham alguma regulamentação para o combate à falsificação e o contrabando de medicamentos, com 75% de toda a produção mundial sendo controlada de alguma forma”, diz. Ainda de acordo com Dias, o debate da TV Câmara, jogou luz sobre o processo, pois “não se pode adiar por tanto tempo a busca por uma solução para um problema como esse, que coloca em risco a saúde de toda a população brasileira”.

 

O mercado de medicamentos

 

O mercado ilegal de remédios, que inclui a venda de medicamentos roubados ou falsificados, tem crescido 13% ao ano em todo o mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

- US$ 75 bilhões foi a movimentação de remédios falsificados em 2010 em todo o mundo.
- R$ 2,5 bilhões é a perda anual de arrecadação tributária com medicamentos contrabandeados no Brasil.
- 20% dos medicamentos consumidos no Brasil são ilegais, contra 10% da média mundial.
- 50% dos medicamentos comercializados na internet são pirateados
- 800% foi o crescimento da venda de medicamentos entre 2000 e 2007.
- Os medicamentos ocupam o 1º lugar entre os dez produtos mais pirateados.

 

Fonte: site SNIFBRASIL

 

 

Inibidores de Apetite: o impasse legislativo entre Anvisa e Congresso Nacional

Câmara e Senado aprovaram o projeto de decreto legislativo, do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que suspende a proibição dos inibidores de apetite imposta em outubro de 2011 na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 52 da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O texto já foi promulgado pelo Congresso Nacional, pelo Decreto Legislativo 273/2014.

 

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e a Associação Brasileira para Estudos da Obesidade elogiaram a derrubada da resolução e afirmaram em nota que o uso desses medicamentos de forma controlada e adequada é importante no tratamento da obesidade. No entanto, o mercado está longe de ver o fim dessa novela. A resolução que proibia a produção, venda e uso, sob prescrição médica, de medicamentos emagrecedores com princípio ativo anfepramona, femproporex e mazindol também impôs restrições ao uso da sibutramina. No ano passado, o Senado Federal já havia suspendido os efeitos da resolução Anvisa. No entanto, a reação do órgão regulador foi a imposição de regras estranhas ao sistema regulatório vigente, para que as indústrias possam voltar a registrar esses medicamentos no órgão sanitário, registros esses cancelados a partir de 2011.

 

A norma publicada ano passado, RDC 50/2014, determina que a aprovação dos novos registros seja precedida análise técnica de todos os pedidos e levará em consideração a comprovação da eficácia e segurança das substâncias anorexígenas. Segundo a especialista em regulação sanitária Dra. Claudia de Lucca Mano, “a eficácia e segurança são requisitos legais para a comercialização de medicamentos no Brasil, no entanto esses dados já foram observados pela Anvisa ao longo das décadas em que as substancias estiveram liberadas no país”.

 

Portanto, é dispensável que novas analises sejam exigidas pela Anvisa, visto que, para a advogada, tais exigências já foram cumpridas historicamente pela indústria. “Os inibidores já passaram por todos os ciclos de revisão de regras técnicas para registro de medicamentos, desde 1999”. Cláudia Manno opina que a medida acaba servindo a um propósito político: devolver à Anvisa o poder de decisão que o congresso lhe nega com a interferência normativa.

 

Segundo Claudia Mano, “a competência para regulamentar quais substâncias são consideradas drogas no país, seja proibindo, liberando ou regulando sua produção e comércio, é do órgão sanitário federal, por força da Lei Anti Drogas. As listas de substancias são as constantes na Port. 344/98, da antiga Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, com revisões que hoje cabem à Anvisa. A decisão do Congresso fere a tripartição de poderes, invadindo a competência legal que neste caso cabe apenas Poder Executivo Federal”.

 

Ainda segundo a norma, as farmácias só poderão manipular tais medicamentos após o registro dos inibidores serem novamente aprovados pela Anvisa. De acordo com a especialista, neste ponto a Anvisa “atropela os princípios constitucionais da igualdade e da livre concorrência, ao impor às farmácias que aguardem as novas comprovações de eficácia e segurança, feitas pela indústria, para voltar a operar com tais substâncias”.

 

Fonte: Site SnifBRasil

 

Uso excessivo do computador pode provocar síndrome do olho seco

Ardor ocular, olhos vermelhos e com sensação de areia, e coceira são alguns dos sintomas da Síndrome do Olho Seco que consiste na deficiência do filme lacrimal ou lágrima. A doença é mais comum quando há pouca umidade no ar e atinge de 15% a 20% dos pacientes que procuram o consultório oftalmológico.  Segundo o Dr. Alexandre K. Misawa, oftalmologista do Hospital San Paolo, centro hospitalar localizado na zona norte de São Paulo, existem dois casos para a decorrência do problema: a diminuição da produção ou a evaporação da lágrima.

 

Entre esses dois fatores, um deles pode ser evitado com mudanças de hábitos do próprio paciente. “É possível diminuir a evaporação da lágrima, que geralmente está associada ao uso do computador, tablets, eletrônicos em geral e leitura prolongada”, afirma o médico. Quando essa é a causa, o especialista afirma que o tratamento consiste em realizar pausas regulares durante o uso do computador, diminuir o brilho do monitor, ingerir muito líquido e deixar os olhos fechados em intervalos regulares e, em alguns casos, utilizar lubrificantes artificiais.

 

Nos casos em que a síndrome ocorre por diminuição da produção da lágrima, o importante é investigar as causas e tratar a doença de base. “Nessa situação, podem ser usadas lágrimas artificiais no início e, em quadros mais avançados, é indicado o uso de pomadas que possuem poder de lubrificação maior. Em alguns casos, é necessário até cirurgias para preservar parte da lágrima do olho.” 

 

 

Dia Nacional de Combate ao Fumo – alerta a população sobre os malefícios do tabagismo

As importações do setor farmacêutico sofreram uma queda de 11,1% no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução confirma a tendência sugerida em 2014, quando as importações diminuíram 2,7% após dois anos de crescimento. “A alta do dólar afeta todas as importações, inclusive as de medicamentos. Isso é reflexo do momento que o país enfrenta na economia, em que outros setores também estão encontrando o mercado interno menor”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

 

A queda apontada pela Interfarma tem como base os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com a redução nas importações de medicamentos, o efeito aparente é benéfico; o déficit da balança comercial acabou diminuindo 9,6%. Mas isso não representa algo positivo para o mercado farmacêutico. “Nessas condições, a diminuição do déficit não é sustentável. Se amanhã o país voltar a crescer, o desequilíbrio da balança volta a se acentuar”, afirma Britto.

 

Além disso, o custo Brasil também pesa no preço final dos produtos farmacêuticos e deixa a indústria menos competitiva no mercado internacional. Esse custo é gerado, principalmente, pelo excesso de burocracia e por processos que não existem em outros países.

 

Saúde Business

 

 

Sétima doença mais incapacitante do mundo tem nas células-tronco uma esperança de cura

A osteoartrite de joelho, a forma mais comum de artrite, é um dos problemas mais presentes na população adulta. A doença não tem cura e afeta a vida do paciente, pois pode restringir as atividades diárias mais comuns. Mas a realidade está mudando aos poucos, graças a uma pesquisa realizada pela Universidade Nacional da Irlanda, na Europa, onde indivíduos adultos passaram por tratamento da doença com o uso de células-tronco e os resultados foram bastante positivos.

 

Só na Europa, mais de 70 milhões de cidadãos possuem a osteoartrite de joelho. Ela é considerada a sétima doença que mais incapacita pessoas ao redor do mundo. Dor crônica e perda de funções físicas são alguns dos sintomas que portadores da osteoartrite de joelho possuem. Atualmente, não há medicamentos ou procedimento médico que altere a progressão da doença, mas a situação pode mudar após a conclusão da pesquisa europeia.

 

O Brasil também vai fazer parte do estudo, com dois representantes: a geneticista Dra. Mayana Zatz e o reumatologista, Dr. Morton Scheinberg. Os dois são alguns dos maiores pesquisadores sobre os usos das células-tronco no país e são parceiros da StemCorp – banco privado de células-tronco. Os estudiosos brasileiros puderam trocar conhecimentos com um dos coordenadores da pesquisa da Universidade Nacional da Irlanda durante o II Simpósio Internacional de Osteoartrite que ocorreu este ano em São Paulo e fecharam parceria para colaborar na pesquisa.

 

Para a diretora científica da StemCorp, Dra. Mariane Secco, o estudo representa um grande passo para o tratamento da doença. “Independentemente de qual país em que a pesquisa é realizada, os resultados podem ser perfeitamente aplicados no Brasil. Nossa expectativa é de que em pouco tempo já possamos realizar o procedimento no Brasil, pois os estudos já estão sendo feitos em seres humanos. Ter um resultado positivo nesse caso é um grande avanço para o tratamento de problemas ósseos e de cartilagem com as células-tronco”, revela.

 

A primeira fase da pesquisa, que foi concluída em 2014, contou com a participação de 18 pacientes. O tratamento envolveu uma injeção de células-tronco retirada do tecido adiposo do corpo dos próprios participantes. Os resultados foram suficientes para a pesquisa seguir para a segunda fase e, com isso, estudar com mais profundidade a eficiência do tratamento. A segunda etapa da pesquisa vai selecionar, de maneira randômica, 150 pacientes de 10 hospitais na Europa.

 

Uma atividade importante da segunda fase da pesquisa envolve a produção de lotes de células-tronco dos próprios participantes do estudo. Esse material vai ser produzido em centros na França, Alemanha e Irlanda. A aproximação de vários países com o mesmo objetivo, vai consolidar a expertise da Europa na produção de células-tronco e ainda vai proporcionar a cooperação entre os centros de pesquisa. A previsão é de que ainda no final deste ano a pesquisa para tratamento de osteoartrite de joelho com o uso de células-tronco seja concluída na Europa.

 

 

Atlas da Esclerose Múltipla revela aumento de 10% no número de diagnosticados com EM mundialmente desde 2008

A Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem) lança pela primeira vez no Brasil o “Atlas da EM”, com o apoio do laboratório Novartis. Os dados levantados foram comparados à primeira edição global do Atlas, publicada em 2008, e mostram um aumento de 10% no número de diagnósticos de EM e de 30% no número de neurologistas. Nos países emergentes, o número de aparelhos de ressonância magnética – necessários para o diagnóstico e acompanhamento da atrofia e das lesões cerebrais – dobrou no mesmo período.

 

“O objetivo da Abem é chamar atenção dos gestores e profissionais da saúde para que, em parceria com as demais associações nacionais de EM, possamos garantir que os pacientes brasileiros tenham acesso a diagnóstico, tratamento e informação sobre a doença”, revela Suely Berner, diretora superintendente da ABEM. “O Atlas revela que nos últimos anos o suporte global aos pacientes e os serviços de saúde melhoraram significativamente, nosso desafio agora é torna-los acessíveis aos pacientes no Brasil”, completa.

 

O levantamento mapeou 2,3 milhões de pacientes em 2013, em todas as regiões do globo. Cerca de 85% deles apresentam esclerose múltipla do tipo remitente recorrente, 10% do tipo progressiva primária e 5% progressiva secundária. O documento foi produzido pela Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF), em parceria com a ABEM e outras associações de esclerose múltipla em 101 países.

 

O acesso a terapias inovadoras por meio de sistemas públicos de saúde tem crescido, sendo muito superior nos países definidos pelo Banco Mundial como ‘alta renda’. Entretanto, nos países de baixa renda não há subsídios ou disponibilização de nenhum tipo de tratamento modificador da doença – seja injetável ou oral. O Brasil está entre os 32% dos países de renda média que já disponibilizam as duas terapias mais inovadoras da atualidade no SUS.

 

Um a cada cinco países entrevistados não possui organizações de apoio aos pacientes. E o Brasil está representado como um dos países que conta com esse tipo de apoio, a exemplo da ABEM e de outras tantas associações regionais. Há também muitos países que ainda não possuem sistemas para o monitoramento de dados e do número de pacientes. Entre as informações já conhecidas e que foram consolidadas pelo Atlas estão:

 

- média de duas mulheres diagnosticadas para cada homem com EM;

- pacientes têm em média 30 anos quando recebem o diagnóstico;

- maior prevalência da EM nos Estados Unidos e na Europa, e em geral nos países mais longe da linha do equador.

 

O Atlas da EM em português está disponibilizado na íntegra para consulta no site da ABEM (www.abem.org.br).

 

A doença é neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.

 

O diagnóstico baseia-se na historia clínica e exame físico e deve ser complementado por ressonância magnética. Os sintomas mais frequentes são formigamentos, perda de força, alteração visual, falta de equilíbrio, espasmos musculares, dores crônicas, fadiga, depressão, problemas sexuais e incontinência urinária.

 

Fonte: Snif Brasil

 

 

Anvisa publica perguntas e respostas sobre fitoterápicos e dinamizados

Já está disponível no site da Anvisa um documento com as dúvidas mais recorrentes sobre medicamentos fitoterápicos e medicamentos dinamizados. O material foi elaborado pela Coordenação de Medicamentos Fitoterápicos e Dinamizados (Cofid) com base nos questionamentos mais frequentes do setor regulado.

 

A Cofid recebe, por meio dos canais formais de comunicação com a Anvisa (memorandos, ofícios, Ouvidoriatende e SAT), inúmeros questionamentos por parte da sociedade, dos usuários de medicamentos e de outros órgãos da Administração Pública a respeito de fitoterápicos e medicamentos dinamizados (homeopáticos, anti-homotóxicos e antroposóficos).

 

A maior parte desses questionamentos refere-se à regularidade de registro e notificação desses produtos. No entanto, essas informações podem ser obtidas de forma rápida diretamente no site da Anvisa, por qualquer interessado, utilizando-se as ferramentas de consulta disponíveis. Assim, a Cofid elaborou um passo-a-passo para orientar e auxiliar aos interessados na realização desse tipo de pesquisa.

 

A Cofid verificou também que muitos questionamentos apresentam dúvidas gerais e recorrentes sobre fitoterápicos e medicamentos dinamizados e, então, além, do passo a passo para a realização da consulta de regularidade de empresas e produtos, este documento conta com uma seção de Perguntas e Respostas, que trata dessas principais dúvidas. O documento pode ser obtido por meio do link.

 

Fonte: Snif Brasil

 

 

Beber água protege organismo contra ataques do coração

Se você está com sede, um copo de água é sim a melhor coisa para você beber. Dr. Fábio Cardoso especialista em medicina preventiva e longevidade garante que quanto mais copos de água você bebe, menor é o risco de você ter um infarto cardíaco fatal ou mesmo desenvolver doença cardiovascular. E quanto mais você opta por outros líquidos não-saudáveis (café, chás, refrigerantes, sucos industrializados, adoçados ou não), menos desta “proteção” você terá.

 

Este dado foi demonstrado num excelente estudo onde epidemiologistas da Universidade da Califórnia apresentaram após analisarem os dados de seguimento de aproximadamente 20.000 pessoas que eram Adventistas do Sétimo Dia. Diferente não é ? Calma, o Dr Fábio eu explico o porquê.
Adventistas do Sétimo Dia são cristãos que acreditam no retorno de Jesus Cristo à Terra. Independente de sua crença religiosa, eles possuem um estilo de vida saudável se compararmos com a sociedade ocidental moderna: Eles não fumam, não consumem bebidas alcoólicas e tentam levar suas vidas o mais saudável possível. Foi por estes preceitos que os epidemiologistas se interessaram em acompanhá-los.

 

Os pesquisadores monitoraram 12.017 mulheres e 8.280 homens, todos adventistas, por um período de 6 anos. Como pré-requisito, todos os participantes estavam saudáveis, sem doenças no momento de entrarem no estudo.

 

Desde a entrevista inicial, um dado chamou a atenção dos pesquisadores: a grande quantidade de água que eles consumiam diariamente.
Nos homens que consumiam mais de 5 copos de 240ml de água reduziam em 40% o risco de eventos cardiovasculares graves. Nas mulheres que consumiam mais de 5 copos, a redução foi de 35%.

 

Os pesquisadores é óbvio que procuraram outras relações para explicar esta redução de risco, como idade, pressão arterial, índice de massa corporal, exercício físico, consumo de nozes/oleaginosas e grãos integrais na dieta. Independentemente de todos estes fatores, quanto mais água eles consumiam, menores os riscos para infartos fatais ou doenças cardiovasculares.

 

Outros líquidos como café, chás, refrigerantes ou sucos não tiveram este efeito protetor. No caso dos refrigerantes e suco industrializados adoçados, na verdade até piorou os riscos. Os pesquisadores pensam de uma forma bem simples para explicar esta “proteção” gerada pela água: o sangue fica “menos grosso”, reduzindo o risco de eventos que geram trombose – reduzindo o risco de obstruções agudas nas artérias, sendo esta parte das causas dos infartos.

 

E outro dado coletado neste estudo que vale ressaltar: neste estudo, indivíduos que consumiam 3 copos de suc de fruta por dia, a concentração de triglicerídeos no sangue era 50% maior que o grupo que só consumia água (lembrando que níveis elevados de triglicerídeos estão relacionados com aumento do risco de diabetes e eventos cardiovasculares como infartos e derrames cerebrais.

 

Outros tipos de bebidas, como café e chás, se consumidos em excesso podem ter um efeito negativo, pois ambos podem ser estimulantes e ainda ter efeito diurético (o correto seria individualizar o consumo, orientado por um profissional nutricionista para ter efeitos positivos no consumo).

 

Só para lembrar Dr. Fábio afirma que independente do credo, bons exemplos no âmbito da promoção de hábitos saudáveis e com potencial de aplicação em larga escala devem ser valorizados e laureados. E aqui fica a ressalva para o simples hábito de consumir água. Fácil e efetivo, sem fórmulas mágicas

 

Fonte: Snif Brasil

 

 

Três passos para entender o diagnóstico e o tratamento da dengue

Como a dengue é diagnosticada? Quando a internação é necessária? Se minha dengue não é grande, por que preciso retornar para ao pronto-socorro mais de uma vez?
Devido ao alto índice de casos de dengue, essas perguntas estão cada vez mais comuns entre os brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já tem 460 mil casos notificados, sendo 100,1 mil apenas no estado de São Paulo.

 

Para esclarecer as principais dúvidas, a infectologista do Hospital São Luiz, unidade Morumbi, Raquel Muarrek Garcia explica passo a passo a doença, desde o surgimento dos primeiros sintomas, como é feito o diagnóstico e as formas de tratamento.

 

Passo a passo

 

Passo 1 – Primeiros sintomas

Diagnosticar a dengue com rapidez é um dos segredos para combater a doença com maior eficácia. Aos primeiros sintomas recomenda-se procurar atendimento médico. Segundo a infectologista, os principais sinais de alerta são: febre alta (com duração de até 48h), dor de cabeça, dor muscular, dor na barriga, presença de manchas vermelhas no corpo, náusea, sinais de desmaio e dificuldade na ingestão de líquidos.

 

Passo 2 – Diagnóstico médico

No pronto socorro o primeiro passo é o paciente responder a perguntas sobre os locais frequentados nos últimos 15 dias, que podem ajudar na avaliação, como por exemplo, se esteve em regiões com alto índice da doença. Em seguida, passará por um diagnóstico clínico e a realização do exame “prova do laço” – com um aparelho de pressão, o procedimento avalia a fragilidade do vaso sanguíneo e a tendência do paciente à hemorragia.

 

Também pode ser submetido a um exame de sangue para verificar a contagem de hematócitos e plaquetas. Caso a contagem de hematócitos esteja acima do normal e as plaquetas abaixo de 50 mil mm³ de sangue, há indícios de dengue.

 

Passo 3 – Tratamento

Dependendo do diagnóstico e da gravidade do caso recomenda-se que o paciente faça o tratamento em casa ou que seja internado.

 

Há necessidade de internação quando o caso é sensível e mais grave. Geralmente quando o paciente apresenta sangramento, não consegue ingerir água e/ou a contagem de hematócitos e plaquetas não está normal. Podendo permanecer no hospital de dois a cinco dias.

 

Para pacientes que não estão dentro dos critérios considerados graves, recomenda-se voltar para casa, repousar e beber muita água. “A dengue é uma doença que faz a pessoa perder muito líquido, por isso a hidratação é essencial”, explica a infectologista. Embora o paciente volte para casa após passar no pela primeira vez no pronto-socorro, ele deverá retornar ao hospital em 24 horas ou 48 horas para realizar um novo hemograma para acompanhar a contagem de plaquetas e hematócitos.
Este monitoramento deve ser constantes, principalmente nas primeiras 72 horas após o período de febre, consideradas as mais críticas da doença. O paciente deve fazer pelo menos três exames de sangue: o primeiro no início da dengue, o segundo após o período de febre e o terceiro para ver se as plaquetas já voltaram ao normal.

 

Segundo Raquel Muarrek Garcia, os principais sintomas da fase febril são: febre geralmente alta (39° a 40°) com início abrupto associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares nas juntas e atrás dos olhos, sinais de vermelhidão no corpo e dificuldade para tomar água. Entre o terceiro e sexto dia, o paciente não tem mais febre. Nesta fase, os principais sintomas são dor na barriga, vomito e hipotensão.

 

Fonte: Snif Brasil

 

 

Anticoagulantes exigem atenção dobrada dos cirurgiões-dentistas, alerta cardiologista

Usados para afinar o sangue e prevenir a trombose de artérias e veias, os anticoagulantes são fundamentais na rotina dos portadores de arritmias (principalmente a fibrilação atrial), doenças valvares e doenças hereditárias como a trombofilia (propensão a desenvolver trombose). No pós-operatório da cirurgia de quadril e de joelho, o uso dessa classe de medicamento também é uma prática comum. O que muita gente desconhece é que os usuários desses anticoagulantes devem ter cuidado dobrado para evitar hemorragias quando submetidos a quaisquer procedimentos – inclusive, em tratamentos odontológicos.

 

De acordo com Ricardo Casalino, cardiologista e consultor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional (EAP-Central) da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), quem toma qualquer tipo de anticoagulante diariamente deve ser informado sobre um risco maior para hemorragias e sempre avisar o cirurgião-dentista antes de dar início a qualquer tratamento odontológico, mesmo que seja uma simples limpeza dos dentes. “A maior parte dos procedimentos não oferece grandes riscos ao paciente, mas extrações e cirurgias de implante, por exemplo, exigem a suspensão do medicamento algum tempo antes para evitar sangramento excessivo”.

 

Casalino chama atenção para outro cuidado fundamental no dia a dia desses pacientes: a higiene bucal. “Quem cuida bem dos dentes, fazendo escovações regulares com escovas de cerdas macias, preserva a saúde bucal e evita procedimentos mais severos, que oferecem chances de sangramento. Mesmo assim, são várias as situações que oferecem algum risco aos pacientes que tomam remédio para afinar o sangue. Desde a profilaxia e a limpeza profunda para eliminação de tártaro e placas, até cirurgias periodontais, extrações, colocações de próteses e implantes, além de biópsias”.

 

Na opinião do especialista, é necessária maior interação entre o médico e o cirurgião-dentista para avaliar caso a caso, considerando os riscos envolvidos. Se, em determinadas situações, a suspensão do anticoagulante se mostra o melhor caminho a seguir, em outros momentos os prejuízos para a saúde do paciente desaconselham essa medida, necessitando de uma supervisão mais atenta durante o tratamento odontológico.

 

Há casos em que o paciente será orientado a continuar tomando o medicamento e caberá ao cirurgião-dentista adotar manobras para estancar eventuais sangramentos através de pressão, pontos ou curativo alveolar, entre outros. Além disso, o paciente também poderá contribuir para minimizar os riscos, evitando cuspir, fazer bochechos, ingerir bebidas quentes e fumar nas 24 horas depois do tratamento dentário”, alerta o médico.

 

Fonte: Snif BRasil

 

 

Arritmia cardíaca está entre as principais causas de AVC

Adotar medidas preventivas pode ajudar a diminuir o número de casos de acidente vascular cerebral (AVC) na população, principal causa de incapacidades em adultos no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Dependendo da localização e do tamanho da lesão provocada no cérebro pelo AVC, popularmente conhecido como derrame, o paciente pode apresentar sequelas irreversíveis e incapacitantes, como paralisia em um dos lados do corpo e dificuldades na fala.

 

Responsável por cerca de 20% de todos os casos de AVC, a fibrilação atrial não valvar (FANV) é considerada o tipo mais comum de arritmia cardíaca e se manifesta principalmente em pessoas com mais de 50 anos, com aumento expressivo de incidência após os 70 anos. Esse perfil tem especial importância no Brasil, diante do aumento da expectativa de vida no País, que passou de 62,7 anos para 73,9 anos entre 1980 e 2013, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

 

Além da idade avançada, fatores como hipertensão arterial e abuso de álcool também favorecem o aparecimento da FANV, segundo o cardiologista Leandro Zimerman, professor-assistente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e chefe do Setor de Arritmias Cardíacas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre/RS. “A cada dose de álcool consumida, o risco de um indivíduo ter uma FA aumenta 6%. A agressão da bebida alcóolica no organismo pode desencadear a doença”, explica o especialista. A avaliação do ritmo cardíaco, bem como o exame médico clínico e o eletrocardiograma, podem confirmar o diagnóstico.

 

O risco de um portador de fibrilação atrial ter um AVC é de 5 a 7 vezes maior do que o de pessoas sem essa arritmia. Isso porque, muitas vezes, a FANV pode promover a formação de coágulos no coração e eles podem se desprender, levando ao entupimento de artérias em várias partes do corpo, inclusive no cérebro. Assim, a prevenção do AVC em pacientes com FANV inclui medicamentos que evitam a formação desses coágulos, como é o caso dos Novos Anticoagulantes Orais.

 

Fonte: Snif BRasil

 

 

Canabinóides e seu uso em Neurologia

Recentemente, o uso de canabidiol foi liberado para prescrição aos médicos do Estado de São Paulo, pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), em 9 de outubro de 2014. A ANVISA já liberou o seu uso medicinal por importação para vários casos; exige-se a prescrição e laudo médicos e termo de responsabilidade. Cada vez mais o uso terapêutico dos canabinoides têm sido discutidos. A Academia Brasileira de Neurologia através de seus Departamentos Científicos tomou sua posição de acordo com as evidências científicas sobre o uso dos canabinóides nas devidas doenças neurológicas.

 

Os canabinóides mais exuberantes são o Δ9-tetrahidrocanabinol (THC) que possui propriedades psicoativas e o canabidiol (CBD), que não tem propriedades psicoativas. Existem no sistema nervoso central os endocanabinóides, sendo dois tipos mais abundantes: o 2-arachydonoyl glycerol e o n-arachidonoyl ethanolamide. Eles são liberados em resposta à atividade sináptica excitatória, sendo sintetizados no corpo e dendritos dos neurônios, em resposta ao aumento da concentração de cálcio intracelular. Inibem a liberação de neurotransmissores pela via final em terminais gabaérgicos e em menor extensão, glutamatérgicos. Agem em vários mecanismos de plasticidade de curto e longo prazo de sinapses inibitórias e excitatórias. Várias áreas cerebrais são ricas em receptores CB1, como o córtex frontal, os núcleos da base, cerebelo e na região límbica cerebral. Por estes mecanismos podem ter ação em várias doenças neurológicas2,5,9.

 

EFEITOS COGNITIVOS

 

O uso de cannabis na forma inalada, por indivíduos saudáveis, está associado a pior desempenho cognitivo, seja de forma aguda ou crônica. A suspensão do seu uso reverte parcialmente esta queda, sem o normalizar13. Poucos estudos avaliaram a influência na cognição do uso da cannabis na forma inalada em pacientes com doença neurológicas. Pacientes com esclerose múltipla que utilizaram cannabis de forma inalada, seja com intuito recreativo ou terapêutico, apresentaram pior desempenho cognitivo em teste de velocidade de processamento de informação, memória operacional, funções executivas e processamento visoespacial6. O uso de canabidiol parece não ter relação com declínio cognitivo, porém, poucos estudos avaliariam seu uso na população idosa1,15.

 

CANABINOIDES EM EPILEPSIA

 

O CBD tem reconhecido efeito antiepiléptico, porém, com mecanismo de ação, segurança a longo prazo, propriedades farmacocinéticas e interações com outros fármacos, ainda obscuros. As pesquisas clínicas bem conduzidas metodologicamente são limitadas, pois há restrição legal ao uso de medicamentos derivados do cannabis, embora o CBD não possua propriedades psicoativas.

 

Dr. Devinsky, na New York University School of Medicine foi autorizado pelo FDA a conduzir um estudo aberto com um produto contendo 98% de CBD cujo nome comercial é Epidiolex fabricado pela GW Pharmaceuticals. A dose diária foi gradualmente aumentada até o máximo de 25 mg/kg/dia associada aos medicamentos que o paciente já utilizava. Os resultados dos primeiros 23 pacientes, cuja média de idade foi de 10 anos, demonstraram que 39% dos pacientes tiveram redução de 50% de suas crises. Obtiveram controle total das crises apenas 3 dos 9 pacientes com síndrome de Dravet (um tipo de epilepsia muito grave da infância) e 1 dos 14 pacientes com outras formas de epilepsia. Os efeitos colaterais mais comuns foram sonolência, fadiga, perda ou ganho de peso, diarreia e aumento ou redução do apetite. Todos os pacientes recebiam mais de um fármaco antiepiléptico. Os resultados preliminares mostraram redução de 50% de crises em cerca de 40% dos pacientes. Tal resultado não difere dos resultados disponíveis na literatura dos mais de 20 fármacos antiepilépticos disponíveis no mercado.

 

As populações expostas ao CBD são compostas por pacientes com síndromes epilépticas heterogêneas que não responderam a qualquer outro fármaco, ou tiveram sérios efeitos colaterais com os medicamentos disponíveis no mercado. Neste cenário, um composto que tenha qualquer efeito benéfico torna-se potencialmente útil.

 

Os dados científicos até agora disponíveis permitem concluir que o canabidiol poderá desempenhar um papel importante no tratamento de epilepsias muito difíceis, em casos específicos, ainda não definidos cientificamente. Enfatizamos que o canabidiol terá aplicabilidade dentro do cenário das epilepsias intratáveis, de dificílimo controle, possivelmente com excelente resposta em alguns casos, razoável resposta em outros e nenhuma resposta em alguns, como observado com o uso de outros fármacos. A segurança e eficácia do CBD necessitam ser melhor estabelecidas por estudos bem conduzidos, uma vez que os dados disponíveis na literatura atual não preenchem os critérios científicos exigidos para que tal composto seja utilizado como medicamento de forma indiscriminada na epilepsia.

 

CANABINÓIDES NA ESCLEROSE MÚLTIPLA

 

O uso da maconha na Esclerose Múltipla (EM) é frequentemente discutido no tratamento sintomático e preventivo. Alguns cuidados devem ser tomados quanto à indicação do uso de canabinóides na forma oral na EM, pois seus efeitos adversos podem ser agravados em função de características inerentes à doença. Sintomas como comprometimento cognitivo, fadiga e alterações humor, que podem variar de depressão à ideação suicida, devem ser avaliados antes da indicação destas substâncias na EM. O naxibimol é um preparado comercial, utilizado em alguns países com indicação específica para espasticidade na EM. Contém THC e CDB, na proporção de 1:1, de uso exclusivamente oro-bucal e utilizado na dose de máxima de até 12 puffs ao dia. Não existem estudos consistentes para indicação terapêutica da maconha na forma de cigarros em qualquer dos sintomas da EM. Existem estudos classe I, II e III para preparados orais e naxibimols para alguns dos sintomas da EM.

 

Para o tratamento da espasticidade: estudos com Naxibimols demonstraram melhora nas escalas de auto-avaliação em seis semanas, embora não fossem observadas melhoras nas escalas objetivas para espasticidade. Sua eficácia de longo prazo ainda não foi confirmada. O extrato de cannabis oral e o THC também se mostrou eficaz apenas nas escalas de auto-avaliação no uso por até 15 semanas, porém, após um ano os resultados indicaram uma melhora também nas escalas objetivas de mensuração da espasticidade. Estes resultados sugerem que esta opção terapêutica pode ser considerada nos pacientes com EM, embora faltem estudos de segurança com uso por longos períodos10.

 

Na dor neuropática ou central, os estudos foram realizados em períodos curtos, com eficácia variável. Os naxibimols, os preparados com THC/CBD e o extrato de cannabis apresentaram resultados conflitantes, e embora não seja possível concluir de forma definitiva quanto à sua eficácia, os dados sugerem que esta pode ser uma opção terapêutica em pacientes que não responderam aos tratamentos convencionais11,17.

 

No tratamento dos tremores e da disfunção vesical, o uso dos naxibimols ou de preparados orais THC, CBD ou THC/CDB mostrou-se ineficaz, não havendo neste momento indicação para o seu uso no alívio deste sintoma.

 

Concluindo: o naxibimol pode ser utilizado na espasticidade e dor da EM, desde que esgotadas as demais possibilidades terapêuticas, sempre observando riscos e benefícios da sua indicação.

 

CANABINÓIDES NA DOENÇA DE PARKINSON E EM OUTROS DISTÚRBIOS DO MOVIMENTO

 

A Academia Americana de Neurologia (AAN) publicou recentemente uma revisão sistemática sobre a eficácia e segurança do uso terapêutico da maconha e seus derivados no tratamento de doenças neurológicas7.

 

Desse extenso trabalho da AAN podemos verificar que há poucos estudos de qualidade disponíveis na literatura para termos uma conclusão final sobre o uso terapêutico dos derivados da cannabis em pacientes com distúrbios do movimento. Há que se considerar que o risco de efeitos psicopatológicos graves pode chegar a 1%. Isso vai depender sem dúvida da proporção de THC presente no tratamento, mas de certa forma não há relato de efeitos colaterais graves. Os extratos de cannabis não melhoram as discinesias induzidas pela levodopa em pacientes com doença de Parkinson (DP).

 

Recentemente, estudos preliminares utilizando CBD puro no tratamento de pacientes portadores de DP revelaram um efeito positivo sobre os sintomas psicóticos, o sono e a qualidade de vida dos pacientes18. O CBD poderia ter um efeito terapêutico sobre os sintomas do transtorno comportamental do sono REM.

 

Em conclusão, apesar da ausência de evidências suficientes para indicar o uso dos derivados da cannabis em pacientes com distúrbios do movimento, há sinais de que o uso de extratos da planta e especialmente de CBD possa ajudar a minimizar sintomas não-motores da DP como: psicose, distúrbios do sono, dor, talvez urgência miccional, e também promover uma melhora geral na qualidade de vida dos pacientes. O uso terapêutico sem indicação precisa só seria indicado em casos de distúrbios do movimento em que os tratamentos convencionais disponíveis falharam, e a qualidade de vida do paciente esteja muito comprometida. É provável que o uso de CBD puro e extratos de cannabis com baixo teor de THC sejam os mais eficientes e menos propensos a causar efeitos indesejáveis3.

 

CANABINÓIDES NO TRATAMENTO DE DOR NEUROPÁTICA

 

Três estudos avaliaram a eficácia da marijuana no tratamento de dor neuropática. Em um deles foi utilizada a forma spray, como analgesia adjuvante no tratamento de dor central em pacientes com esclerose múltipla. Em outro estudo foi utilizada forma inalatória, em pacientes com dor neuropática pós-traumática ou pós-cirúrgica, com melhora na intensidade da dor16. Finalmente, Ellis et al. observaram melhora da dor neuropática em pacientes com HIV4.

 

Por se tratar de um tratamento do tipo SFBR (Simples, Fácil, Barato e Racional) em oposição a tratamentos dispendiosos, tóxicos e custosos, pode ser uma opção para casos de dor refratária, em falhas terapêuticas ou eficácia insuficiente. Para seu uso sistemático seria necessário maior volume de estudos12.

 

CANABINOIDES NA CEFALEIA

 

Não existem estudos recentes para seu uso na cefaleia. Apesar de algumas patologias relacionadas à dor do segmento cefálico responderem ao uso dos canabinoides, como na dor neuropática orofacial (neuralgia do trigêmeo, síndrome da boca ardente e dor orofacial persistente) e sua ação no sistema de dor central (sistema trigeminal e substância cinzenta periaquedutal) apresentarem intensa intersecção com as vias dolorosas envolvidas nas dores de cabeça, especialmente a migrânea, não podemos dizer, pela falta de estudos específicos que possa ser indicado para seu tratamento8,14.

 

CONCLUSÕES

 

Parecem existir evidências de efeitos benéficos dos canabinóides em alterações do sistema nervoso central e periférico, porém, estudos de longo prazo devem ser realizados, com maior número de pacientes, com eficácia medida por instrumentos objetivos e seu uso a longo prazo ainda não é conhecido. O uso do canabidiol é indicado na falha terapêutica dos tratamentos já consagrados ou quando os mesmos apresentam eficácia insuficiente. O uso da cannabis de forma recreativa é contraindicada pela ABN.

 

REFERÊNCIAS

 

1- Ahmed AIA, van den Elsen GAH, Colbers A et al. Safety and pharmacokinetics of oral delta-9-tetrahydrocannabinol in healthy older subjects: a randomized controlled trial. Eur Psychopharmacol 2014; 24: 1475-1482.

2-Bennaroch EE. Synaptic effects of cannabinoids. Complexity, behavioral effects and potential clinical implications. Neurology 2014; 83: 1958-1967.

3-Chagas, M.H., et al., Effects of cannabidiol in the treatment of patients with Parkinson's disease: An exploratory double-blind trial. J Psychopharmacol, 2014.

3-Chagas, M.H., et al. Cannabidiol can improve complex sleep-related behaviours associated with rapid eye movement sleep behaviour disorder in Parkinson's disease patients: a case series. J Clin Pharm Therapeutics 2014; 39(5): 564-6.

4-Ellis RJ, Toperoff W, Vaida F et al. Smoked medicinal cannabis for neuropathic pain in HIV: a randomized, crossover clinical trial. Neuropsychopharmacol 2009; 34: 672-80.

5-Giacoppo S, Mandolino G, Galuppo M et al. Cannabinoids: new promising agentes in the treatment of neurological diseases. Molecules 2014; 19: 18781-18816.

6-Honarmand K, Tierney MC, OÇonnor P, Feinstein A. Effects of cannabis on cognitive function in patients with multiple sclerosis. Neurology 2011; 76: 1153-1160.

7-Koppel BS, Brust JC, Fife T et al. Systematic review: Efficacy and safety of medical marijuana in selected neurologic disorders. Neurology 2014; 82: 1556-1563.

8-McDonough P et al. Neuropathic orofacial pain: Cannabinoids as a therapeutic avenue. Int J Biochem Cell Biol 2014; 55: 72–78.

9-Mechoulam R, Hanus LO, Pertwee R, Howlett AC. Early phytocannabinoid chemistry to endocannabinoids and beyond.
Nat Rev Neuroscience 2014; 15: 757-764.

10-Notcutt W, Langford R, Davies P et al. A placebo-controlled, parallel-group, randomized withdrawal study of subjects with symptoms of spasticity due to multiple sclerosis who are receiving long-term Sativex (nabiximols). Mult Scler 2012; 18: 219-228.

11-Rog DJ, Nurmikko TJ, Friede T, Young CA. Randomized, controlled trial of cannabis-based medicine in central pain in multiple sclerosis. Neurology 2005; 65: 812-9.

12-Schestatsky P, Vidor L, Winckler P, Araújo TG, Caumo W. Promising treatments for neuropathic pain. Arq
Neuropsiquiatr 2014. DOI: 10.1590/0004-282X20140157.

13-Tait RJ, Mackinnon A, Christensen H. Cannabis use and cognitive function: 8-year trajectory in a Young adult cohort. Addiction 2011; 106: 2195-2203.

14-Ueda M et al, Cannabinoid Receptor Type 1 Antagonist, AM251, Attenuates Mechanical Allodynia and Thermal Hyperalgesia after Burn Injury. Anesthesiology 2014; 121.

15-Van den Elsen GAH, Ahmed AIA, Lamens M. Et al. Efficacy and safety of medical cannabinoids in older subjects: a systematic review. Ageing Res Rev 2014; 14: 56-64.

16-Ware MA, Wang T, Shapiro S et al. Smoked cannabis for chronic neuropathic pain: a randomized controlled trial. CMAJ 2010; 182: E694-701.

17-Zajicek JP, Hobart JC, Slade A et al: MUSEC Research Group. Multiple sclerosis and extract of cannabis: results of MUSEC trial. J Neurol Neurosurg Psychiatr 2012; 83: 1125-1132.

18- Zuardi, A.W., et al., Cannabidiol for the treatment of psychosis in Parkinson's disease. J Psychopharmacol 2009; 23: 979-983.


Fonte: Site snif BRASIL

 

 

Remédio doce facilita a ingestão pela criança, mas requer atenção

Ninguém gosta de tomar remédio, principalmente as crianças, não é mesmo? Na hora da administração de um medicamento, o que acontece é quase que universal: birra, choro e muita dor de cabeça para os pais. Remédio sempre teve gosto ruim e amargo, mas hoje, os xaropes, principalmente, são produzidos com um gostinho mais doce e de cores chamativas. Para o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, no entanto, apesar dessa facilidade, esse gosto mais aceitável acaba também se tornando um “vilão”, já que muitas crianças associam o sabor doce com algo que elas possam tomar a qualquer momento, como suquinhos ou outras bebidas saborosas.

 

"Nos últimos anos, o sabor dos medicamentos mudou, justamente para fazer com que as crianças aceitem ingeri-los sem muito incômodo, mas devemos ter atenção aos perigos da ingestão em excesso. Mesmo os xaropes, quando ingeridos em demasia, podem trazer consequências graves à criança, como intoxicação", diz o médico membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. “Por isso, pais e cuidadores, jamais e em hipótese alguma, devem deixar remédios e outros itens médicos ao alcance das crianças”, completa.

 

Autor do livro ‘Seu Bebê em perguntas e Respostas – Do Nascimento aos 12 Meses’, o pediatra indica que uma das maneiras para se evitar acidentes é explicar à criança que os medicamentos são feitos para ajudá-la a sarar de determinada doença e que só podem ser ingeridos quando o papai/mamãe oferecer. "Além disso, os pais nunca devem associar o remédio a algo que a criança gosta de consumir, como balinhas e docinhos".

 

Chantagem emocional também não é a solução para fazer com que a criança tome remédio. O ideal é sempre explicar o motivo pelo qual ela precisa ser medicada: tratar e sarar uma determinada enfermidade. “Jamais brigue ou coloque a criança de castigo. Essa punição pode contribuir para que ela rejeite ainda mais o medicamento. Se o problema for o gosto ruim, uma dica é diluir o remédio em um pouco de suco ou leite, se não houver contraindicação na bula”, avisa o pediatra. "Quando a rejeição é absoluta, é indispensável a parceria entre pais e médicos, e o pediatra pode até receitar remédios injetáveis para a criança", afirma Sylvio Renan, profissional com mais de 30 anos de experiência em pediatria.

 

Para crianças menores de 3 anos, é sempre mais difícil explicar a importância do remédio. Uma saída, segundo Dr. Sylvio, é criar uma brincadeira, contar uma historinha, entrar no mundo da criança, mas sem mentir para ela. “É importante apresentar o remédio com naturalidade. Muitas vezes, a criança rejeita o medicamento justamente porque sente a ansiedade dos pais”, conclui o médico, especialista pela Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP) e pela Pediatric Service da University of California - Los Angeles (Ucla).

 

 

A importância da vacina contra o Herpes Zoster, doença que acomete pessoas com mais de 50 anos

Conhecida popularmente como “cobreiro”, o herpes zoster é uma doença que acomete principalmente os idosos, causada pela reativação do vírus da varicela, também conhecida como catapora. “Quando o indivíduo contrai catapora, mesmo depois da doença ser curada, ele permanece com o vírus latente dentro de seus gânglios, bloqueado por seu sistema imune. Quando este indivíduo envelhece ou contrai doenças que causam queda severa de imunidade, o vírus passa a atingir a região próxima a estes gânglios que armazenaram o vírus”, explica o Dr. Ricardo Cunha, responsável pelo setor de vacinas do Delboni Medicina Diagnóstica.

 

Segundo o especialista, a doença é conhecida como cobreiro porque o vírus toma o trajeto do nervo, formando um caminho de feridas pelo corpo do paciente. “Por se localizar próximo ao nervo, o herpes zoster é extremamente doloroso e causa muito sofrimento a milhões de pessoas em todo mundo”.

 

A vacina contra o herpes zoster está disponível somente na rede particular e é recomendada para pessoas com mais de 50 anos. A vacina é ministrada em dose única e pode ser aplicada juntamente com a vacina contra a gripe. "A vacina aumenta a imunidade celular, reduzindo a incidência, a gravidade e as complicações da doença, que causa dor extrema aos pacientes”, afirma Dr. Cunha. O médico lembra que 95% dos adultos atualmente já contraíram o vírus da varicela, e cerca de um quarto das pessoas com mais de 50 anos em todo o mundo desenvolverão o herpes zoster.

 

 

Ações na Justiça de SP por tratamentos e medicamentos sobem 32% em 3 anos

O número de pacientes que entraram na Justiça contra o Sistema Único de Saúde (SUS) na capital paulista na busca por tratamentos ou medicamentos não oferecidos na rede pública cresceu 32% em três anos, segundo dados obtidos pelo Estado com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em 2010, foram ajuizadas 1.514 ações nas varas da cidade de São Paulo responsáveis por receber pedidos de procedimentos médico-hospitalares ou remédios. Em 2013, o número de processos do tipo passou para 2.011, uma média de uma nova ação a cada quatro horas.

 

Estão incluídos nesses números pedidos de remédios ou terapias ainda não disponíveis no Brasil ou na rede pública ou mesmo procedimentos que são cobertos pelo SUS mas que, por indisponibilidade momentânea ou longas filas de espera, demoram a ser oferecidos. Os órgãos acionados no âmbito estadual são as secretarias da saúde do Município ou do Estado.

 

Só no ano passado, a Secretaria Municipal da Saúde gastou R$ 3,2 milhões com demandas judiciais, 20% a mais do que em 2010, quando o custo com ações foi de R$ 2,6 milhões. A pasta estadual não informou os valores gastos.

 

Para o advogado Julius Conforti, especializado em direito à saúde, o aumento é resultado de falhas do governo na oferta da assistência médica adequada. “A primeira razão para o aumento das ações é a morosidade com que as novas tecnologias que surgem na medicina são incorporadas pelo SUS”, diz ele. “Mas outro fator é a insatisfatória e baixa qualidade dos serviços oferecidos pelos planos de saúde. Muitos consumidores que têm recusas de atendimento dos convênios acabam buscando o SUS. Diante de nova negativa, são obrigados a ingressar em juízo”, afirma o advogado que, em seu escritório, entra com 15 a 20 novas ações de saúde por mês, somando processos contra o SUS e planos de saúde.

 

Fonte: Jornal o Estado de S.Paulo

 

 

Sete doenças que podem atrapalhar suas férias

O verão está próximo e, por ser a época mais quente do ano, o período também é propício a algumas doenças. Entre as mais frequentes enfermidades que podem atrapalhar suas tão esperadas férias estão: a insolação, micoses, desidratação, otite, conjuntivite, intoxicação alimentar e brotoejas.

Insolação

É uma das mais comuns doenças de verão. Ao chegar o momento de descanso, as pessoas querem logo ficar na praia, piscina ou chácara e entregar o corpo a todo calor do sol. Esta longa exposição pode causar desidratação e queimaduras, além de sintomas como dor de cabeça, náuseas, tontura, temperatura elevada do corpo e queimaduras que podem ser de pele vermelha a bolhas. Evitar não é tão difícil, basta não tomar sol entre as 10 e 15 horas e sempre usar filtro solar.

Micoses

No calor, transpiramos muito, consequentemente, temos um contato maior com a água. A pele úmida é um hotel cinco estrelas para microorganismos que normalmente são adquiridos em diversos locais como piscinas e praias. A doença inicia-se com uma irritação e coceira que causam uma vermelhidão no local, geralmente nas virilhas, pés e unhas. Ao perceber a micose, aconselho procurar na hora um clínico geral ou dermatologista, pois esta é uma doença facilmente confundida com outras. A automedicação nunca é aconselhada.

Desidratação

Uma pessoa perde em média 2,5 litros de água por dia, seja por suor, urina ou fezes. A desidratação ocorre quando a perda de líquidos e sais minerais ultrapassa esse volume. Com o alto calor do verão, essas eliminações são potencializadas e outras formas de evasão da água são criadas, como o vômito. Quando desidratado, o ser humano apresenta sede, fica com a boca e olhos ressecados e não urina regularmente. A saída é o repouso em lugares arejados e ingerir líquidos constantemente para que se mantenha hidratado.

Otite

As tubas auditivas também sofrem nas épocas mais quentes. As pessoas costumam entrar frequentemente no mar ou em piscinas para se refrescarem. Algumas delas, porém, ficam com o ouvido entupido de água, o que pode provocar a inflamação e infecção nas orelhas, conhecida como otite. Por ser quente, escura e úmida; essa parte do corpo inflama com facilidade. As infecções com fungos também podem ocorrer.

Conjuntivite

Os olhos ficam avermelhados e lacrimejantes, além de provocar uma sensação estranha que os faz coçar muito. É uma doença comum do verão, pois normalmente é adquirida em piscinas não tratadas devidamente e praias impróprias para o banho. A conjuntivite é facilmente transmissível por meio do contato manual, por isso, quando contaminado, a higienização constante da mão antes de tocar em objetos e pessoas é recomendada.

Intoxicação Alimentar

Durante as férias, principalmente as de verão, as pessoas estão acostumadas a comer em clubes, barraquinhas de praia e em outros lugares que nem sempre estão adequadamente higienizados nos momentos de preparo e conservação dos alimentos. Os frutos do mar são os principais responsáveis pela intoxicação alimentar que pode ser curada em apenas um dia com reidratação. Porém, quando há muita perda de líquidos devem ser ingeridos medicamentos para controlar as náuseas e vômitos, além dos procedimentos para a reposição de líquidos e sais.

Brotoejas

Apesar do nome não ser muito conhecido, brotoejas ou miliárias são as chamadas bolinhas de água que causam vermelhidão e coceira no rosto, pescoço, ombro, barriga ou peito em crianças e adultos durante o verão. Elas estão relacionadas com as glândulas sudoríparas, que atuam muito no verão por causa do excessivo calor e transpiração.
A prevenção consiste em evitar ambientes e situações que provoquem sudorese abundante. No caso das crianças, para diminuir o desconforto, medidas com o intuito de refrescar a pele devem ser tomadas. Ficar em ambiente frescos e ventilados, utilizar roupas leves, tomar mais banhos e usar loção de calamina são ações que podem ajudar. Em casos mais graves de infecções, é recomendado o acompanhamento médico.

Dr. Bento Carvalho Filho - clínico geral do Hospital San Paolo - Centro hospitalar localizado na zona norte de São Paulo

 

Os malefícios do açucar

O consumo de açúcar vem crescendo a cada ano, sendo considerado uma droga estimulante, que por ser lícita, pouco se discute sobre os prejuízos à saúde humana. Seu consumo exacerbado vem trazendo consequência alarmante para a saúde da população chegando a ser considerado um problema de saúde publica atualmente, por gerar uma série de desequilíbrios sistêmicos.

A dependência química do açúcar ocorre fortemente por gerar alta sensação de prazer, estimulando neurotransmissores cerebrais. Essa sensação boa gera um vicio, pois dura pouco tempo e nos faz querer sempre mais dessa substância. Como explica nutricionista funcional Dra Andrezza Botelho o açúcar refinado não traz beneficio algum ao organismo, por não conter nenhum nutriente, apenas calorias vazias. Essa energia toda em excesso é armazenada na forma de gordura, através do hormônio chamado insulina, que quando super estimulado ou secretado constantemente leva à resistência à insulina ou Diabetes propriamente dito. O açúcar é apenas um alimento calórico, de baixa qualidade nutricional, que não oferece benefícios para o organismo.

Ele rouba nutrientes, podendo alterar o meio digestivo no estômago, prejudicar a absorção de vitaminas e minerais, interferir na digestão e na absorção intestinal, além de facilitar o aumento da excreção de alguns nutrientes dentro do organismo. Além disso, o açúcar é alimento de fungos e más bactérias. Quando há um aumento desses elementos, você acaba mantendo um pH ácido no intestino, o que prejudica a absorção de nutrientes essenciais para o bom funcionamento orgânico.

Também traz prejuízos ao intestino, pois é o alimento preferido das bactérias patogênicas, fazendo essa colônia crescer rapidamente, diminuindo assim a colônia “boa”, e acabando com a flora intestinal saudável, ocasionando má absorção de nutrientes importantes; deficiência do sistema imunológico; entrada de toxinas pelos capilares levando a uma série de desequilíbrios no organismo e doenças como câncer (também serve de alimento para células cancerígenas, promovendo o crescimento de tumores).

Outros malefícios são o aparecimento de diabetes, o aumento de cáries, infecções e osteoporose, relacionados à perda lenta e constante de cálcio e magnésio que esse alimento acarretar; lesão nas paredes dos vasos sanguíneos; obesidade; envelhecimento precoce (aumento de radicais livres); hiperatividade; ansiedade; dificuldade de concentração e irritabilidade.

Para Dra Andrezza, é fundamental o uso controlado e limitado desse alimento, para garantir a qualidade e o equilíbrio do corpo. Através de trocas inteligentes como o uso de açúcar mascavo, açúcar de coco e até o demerara podemos ingerir alguns nutrientes interessantes, mas mesmo assim o consumo tem que ser muito consciente e equilibrado para garantirmos a saúde física e mental, evitando assim o aparecimento de doenças silenciosas e danosas, que acabam levando grande parte da população à morte logo após a sua descoberta.

O açúcar rouba energia do cérebro, facilita a síndrome metabólica que é geradora de problemas cardiovasculares e da gordura abdominal, hipoglicemia reativa, distúrbios de concentração, fadiga crônica, e ainda destrói alguns nutrientes.
Um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), feito com ratos de laboratório, mostrou que uma dieta com elevada dose de açúcar deixa o cérebro mais lento, prejudicando a memória e a aprendizagem. De acordo com o estudo, o consumo excessivo pode interferir na capacidade da insulina de regular como a célula usa e armazena açúcar, o que é necessário para o processamento de pensamentos e emoções.

Além disso, o alto consumo de açúcar aumenta a formação de radicais livres, que em excesso podem causar efeitos deletérios no organismo, gerando o estresse oxidativo, ou seja, os radicais livres alteram o funcionamento das nossas células favorecendo o envelhecimento celular.

 

Comum na primavera, vírus da catapora requer vacinação e cuidados

A varicela, conhecida mais comumente como catapora, é uma doença infectocontagiosa causada pelo vírus varicela-zoster. O aparecimento de pequenas bolhas e erupções na pele, a coceira incômoda e a febre alta são os sintomas típicos da doença. Durante o final do inverno e os primeiros dois meses da primavera a transmissão da catapora se acentua, aumentando assim o número de pessoas contaminadas, caracterizando o surto da doença. A faixa etária mais atingida pela varicela está entre as crianças de até 10 anos que não foram vacinadas.

“Os adultos, na maioria das vezes, já contraíram a doença ou foram vacinados quando pequenos. Por isso as crianças poderiam ser consideradas o grupo de risco. Em populações onde a incidência da doença é muito baixa, a maioria dos casos pode se concentrar em jovens adultos”, explica o Dr. Ricardo Cunha, médico sanitarista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica. O especialista alerta que todas as crianças devem ser vacinadas a partir dos 12 meses de idade, sendo que uma segunda dose deve ser aplicada três meses depois da primeira. “A vacinação é o único método de prevenção comprovado”, aponta Dr. Ricardo Cunha.

Considerada uma doença de grau leve a moderado, a varicela, depois de contraída, confere proteção para a vida toda. No entanto, a doença pode causar uma série de complicações sérias, como infecções secundárias nas lesões da pele, infecções invasivas que podem levar à internação, encefalites virais, meningites e até mesmo pneumonias. A varicela também pode levar à morte, sendo que os adultos acima de 30 anos representam cerca de 35% dos casos de óbito pela doença, apesar de serem apenas 5% daqueles que contraem o vírus.

As complicações são mais comuns em pessoas acima dos 15 anos de idade e em crianças menores de 1 ano. Pessoas com sistema imune deficiente e gestantes também compõe o grupo de risco da doença. “No caso das gestantes, há um pequeno risco de ocorrerem anomalias na criança durante a gravidez, caso a mãe contraia a doença. A catapora pode também ser transmitida para o recém-nascido pela mãe, se ela for infectada em até 5 dias antes do parto ou dois dias depois de dar a luz, sendo de alto alto risco para ambos”, esclarece Dr. Ricardo Cunha. Não existem tratamentos para a catapora além dos remédios receitados pelo médico que podem aliviar alguns dos sintomas. “O melhor jeito de evitar a doença é por meio da vacinação”, reforça o especialista.

 

Pacientes com câncer continuam a fumar mesmo após descobrir doença

Recente estudo divulgado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) revela que 65% dos fumantes com câncer atendidos no hospital estadual não conseguem largar o cigarro mesmo após receber o diagnóstico da doença.

O levantamento mostrou também que 70% dos pacientes homens e 40% das mulheres com tumores de bexiga são ou foram fumantes. Dentre os diversos tipos de tumores que podem ser desenvolvidos devido ao uso de cigarros estão os que se manifestam na região da cabeça e pescoço, como o câncer de laringe. Dos pacientes tratados nesse serviço, 83% são fumantes ou têm histórico de tabagismo. (Fonte: IG)

“Em relação aos pacientes tabagistas que têm ou tiveram o diagnóstico de câncer, existem sólidas evidências que a manutenção do hábito de fumar compromete os resultados do tratamento, assim como aumenta os efeitos colaterais e riscos de desenvolverem uma segunda neoplasia posteriormente”, afirma o médico oncologista da Oncomed BH, Dr. Ellias Magalhães.

Devido aos efeitos maléficos do cigarro no sistema imunológico, aparelho circulatório e pulmões (relacionados aos teores de oxigênio e monóxido de carbono no sangue), tabagistas que são submetidos a cirurgias para tratamento do câncer têm maior chance de desenvolver complicações pós-operatórias (infecções, retardo na cicatrização, sangramentos, embolia e trombose). O benefício da interrupção do tabagismo é visto mesmo naqueles pacientes que o fazem até dez dias antes do procedimento.

“Pacientes com tumores de cabeça e pescoço e pulmão, particularmente, experimentam mais efeitos colaterais com o tratamento radioterápico (feridas na cavidade oral e garganta, alterações do paladar e da voz, necessidades de sonda para alimentar, desnutrição e hospitalizações). Da mesma forma, pacientes recebendo quimioterapia com drogas potencialmente tóxicas para os pulmões (bleomicina, carmustina) ou coração (doxorrubicina) apresentam usualmente maiores chances de complicações relacionadas ao uso desses medicamentos”, destaca o médico.

A respeito dos resultados do tratamento, estudos mostram que pacientes com tumores de cabeça e pescoço (boca, garganta, laringe) que persistiram fumando durante o tratamento tiveram uma evolução menos favorável. Outro estudo mostrou que, em pacientes ex-fumantes, a chance de recorrência da doença após o tratamento inicial foi duas vezes maior em relação a pacientes que nunca fumaram. Da mesma forma, pacientes que continuaram fumando após o diagnóstico tiveram o risco de recorrência quadruplicado em relação àqueles que pararam de fumar.

“Estatísticas mostram que a maioria dos pacientes com diagnóstico de câncer relacionados ao cigarro param de fumar ou pelo menos fazem sérios esforços para tal no momento do diagnóstico. O estímulo para a abstenção do tabaco deve ser continuado mesmo naqueles que mantêm o tabagismo após o diagnóstico de câncer. Nesse contexto, um acompanhamento multidisciplinar (médicos, psicólogos, terapias de grupo) e a utilização de medicamentos específicos é muito importante”, finaliza o médico.

 

Por quê comprar o Cromo Nicotinato Glicinato Quelato ALBION?

O Cromo ALBION é absorvido na proporção de 57% contra 37% do picolinato de cromo; além disso, não apresenta perda acentuada pela urina como ocorre com o picolinato de cromo e não tem efeitos tóxicos.

Os suplementos comuns de cromo possuem baixa absorção e são muito controvertidos quanto à sua função e aos seus potenciais efeitos tóxicos. Uma parte significativa do picolinato de cromo absorvido é excretado pela urina. Quando submetido às condições do trato gastro-intestinal, o cromo é extremamente instável; grande parte do que foi ingerido, transforma-se em cromo livre, que é pouco absorvido.

Por isso é tão importante a quelação, que permite ao organismo a biodisponibilidade do cromo.

E quando falamos de minerais quelatos de confiança, é ALBION.

E ALBION é aqui, na MASE.

 

Anvisa facilita alterações em pós-registros de fitoterápicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma resolução que agiliza as alterações em pós-registros de medicamentos fitoterápicos e produtos tradicionais fitoterápicos. A norma define alterações no registro que poderão ser feitas de forma imediata e outras que dependem de análise prévia da Anvisa.

Segundo a agência, a medida permitirá que boa parte das petições que atualmente dependem de avaliação poderão ser feitas imediatamente, dando à equipe de técnicos da agência tempo para avaliar mudanças de maior importância sanitária.

Entre as alterações de implementação imediata estão a exclusão de local de fabricação e fabricante de matéria-prima, redução do prazo de validade que não altere os cuidados de conservação e reativação da fabricanção de um medicamento, desde que a interrupção não tenho ocorrido por requisitos técnicos.

Já as demandas que continuam exigindo avaliação prévia incluem situações como alteração do modo de uso do medicamento, inclusão de nova via de administração e alterações relevantes no processo de fabricação.

Guia

A Anvisa também publicou um guia com a síntese de todas as normas relativas ao registro e notificação de medicamentos fitoterápicos e produtos tradicionais fitoterápicos. O documento é uma referência para os que atuam na área.

O Guia traz informações sobre o fluxo para pedidos de registro, orientações sobre o correto manuseio das plantas para produção de fitoterápicos, formas de identificação das espécies vegetais e as análises para controle de pureza e presença de toxinas, além de orientações sobre comprovar a segurança e eficácia dos fitoterápicos. Para o setor produtivo é um documento de referência sobre as exigências para que um medicamento ou produto tradicional fitoterápico chegue ao mercado com garantias de eficácia e segurança.

 

Pressão alta se agrava em dias mais frios

A hipertensão, também conhecida como pressão alta, é uma doença que age no coração e nos vasos sanguíneos. No inverno ou em dias mais frios, o hipertenso pode sofrer ainda mais com a doença. Isso ocorre porque o diâmetro das artérias de áreas que ficam expostas às baixas temperaturas sofrem redução, como mãos, braços e pernas, com a finalidade de evitar a perda de calor. Segundo o cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Fernando Alves, com os vasos contraídos, devido a redução, a fluidez do sangue estará prejudicada levando o coração trabalhar com mais vigor para superar este obstáculo. “Nessa fase, os hormônios são solicitados para aumentar o metabolismo, que também exige maior trabalho cardíaco. Estas novas situações contribuem para aumentar o risco de eventos cardiovasculares no inverno, tais como infarto do miocárdio e derrame cerebral”, destaca.

Nesse período, é comum também que as pessoas optem por alimentos mais gordurosos ou com teor maior de sal, contribuindo para a elevação da pressão. Entre os sintomas mais comuns de hipertensão estão dor de cabeça, indisposição, tonturas e palpitações que, na maioria dos casos, passa despercebida. “Recomenda-se que na época de baixas temperaturas, pessoas hipertensas procurem aferir a pressão com mais frequência, além de procurar ajuda médica em caso de alterações”, finaliza o especialista.

 

BRASIL TEM A PRIMEIRA E ÚNICA VACINA CONTRA
HERPES-ZÓSTER

Está disponível no Brasil a vacina contra herpes-zóster, a primeira e única contra a doença que, além de afetar a saúde, impacta economicamente tanto o indivíduo como o sistema de saúde. Um estudo epidemiológico realizado no país revelou que 95% dos adultos já foram expostos ao vírus varicela-zóster, o mesmo que, na infância, causa a catapora.

Uma vez que o vírus da varicela entra no organismo, ele permanece no sistema nervoso (gânglios cranianos ou da espinha dorsal). Não se sabe ao certo quais pessoas, em que época e com qual intensidade o herpes-zóster se manifestará. Tem-se conhecimento que algumas situações podem desencadear a reativação do vírus, como por exemplo, estresse, doenças e até mesmo o simples fato de se tornar mais velho. É este último é o maior risco, pois em 70% das vezes, o herpes-zóster acomete pessoas a partir dos 50 anos. A doença, também conhecida como cobreiro, se manifesta com coceira, formigamento ou queimação local, geralmente apenas de um lado do corpo, além de bolhas parecidas com as da catapora. Porém, a característica mais marcante relatada pelos pacientes é a dor aguda e debilitante. Mundialmente, a doença atinge uma em cada três pessoas.

Impacto e custos para Saúde Pública

O impacto geral do herpes-zóster na qualidade de vida do individuo é comparável com outros problemas de saúde como a insuficiência cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e depressão. Isso porque a doença pode deixar cicatrizes, provocar pneumonia, fraqueza muscular, paralisia motora e perda de audição e visão. De 10% a 25% dos pacientes podem ter comprometimento ocular; e desses, 75% terão complicações como ceratite (1ª causa infecciosa de cegueira corneana nos países desenvolvidos), , úlcera de córnea, queda da pálpebra e aproximadamente 7% terão perda visual significativa. Além disso, pode deixar sequelas como a neuralgia pós-herpética (mais conhecida como nevralgia, que é uma condição dolorosa que afeta fibras nervosas e pele).

Nos Estados Unidos ocorrem cerca de um milhão de casos novos de herpes-zóster por ano. Aproximadamente 4% resultam em hospitalização, gerando um gasto médio de 3,2 mil a 7,2 mil dólares por episódio. Os custos adicionais associados ao tratamento das complicações como, por exemplo, complicação ocular, neurológica e cutânea variou de 1,1 mil a 11,2 mil dólares por complicação.

No Brasil não há estudos específicos, mas uma consulta ao Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) mostrou que, a cada ano, registram-se cerca de 10 mil internações causadas por complicações do vírus varicela zóster e quando se examina a mortalidade, cerca de 80% ocorre nos maiores de 50 anos. Considerando apenas os custos de um tratamento antiviral padrão com duração de sete dias para um episódio agudo de herpes-zóster, os valores com medicamentos de referência variaram de 300 a 500 reais.
Não há cura para o herpes-zóster, no entanto, a vacinação pode ajudar a reduzir drasticamente o risco de reativação do vírus e de desenvolvimento da doença.

COMBATE À DISFUNÇÃO ERÉTIL É NOVA BANDEIRA DA SOCIEDADE DE UROLOGIA

Problema afeta 25 milhões de brasileiros, quase metade com forma grave da doença São Paulo, maio de 2014 - A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) investirá em mais uma ação para promoção da saúde urológica. Neste ano, a entidade lança a Campanha Nacional Contra a Disfunção Erétil - De Volta ao Controle. A ideia é conscientizar a população sobre os tratamentos disponíveis para a doença, sobretudo nos estágios severo e completo. Para marcar o início da ação, a SBU lança um canal de comunicação sobre o tema, inédito no Brasil: www.devoltaaocontrole.com.br.

"Pretendemos desmistificar o assunto e garantir acesso à informação sobre todas as soluções disponíveis, fazendo o paciente procurar tratamento adequado para a recuperação da atividade sexual", antecipa o presidente da SBU, Carlos Eduardo Corradi Fonseca. Segundo ele, a disfunção erétil afeta profundamente a vida do homem, impactando consideravelmente a qualidade de vida.

Problema de saúde pública no Brasil

Estima-se que a doença afete quase metade dos brasileiros, segundo levantamento realizado no ano 2000 com amostra amplamente representativa da população masculina no país. Conforme essa pesquisa, seriam mais de 25 milhões de brasileiros com algum grau do problema, com base na população masculina do Brasil à época. E, desse total, 11,3 milhões estariam afetados com os níveis moderado e completo de disfunção erétil.

O presidente da SBU alerta ainda que a incidência da doença nos brasileiros é 2,5 vezes maior do que a da média mundial. "E a projeção de um milhão de novos casos por ano no Brasil demonstra que a disfunção erétil deve ser considerada um problema de saúde pública", completa Corradi.

Além da alta prevalência, o distúrbio sexual tem um significativo impacto sobre a qualidade de vida, afetando o homem em suas relações mais íntimas. Isso ocorre, como explica o presidente, pelo distanciamento social que a doença acarreta e pela dificuldade de falar sobre o problema. Angústia, vergonha, tristeza, raiva e ressentimento também são emoções comuns nessas situações.

BRASIL QUER AUMENTAR EXPORTAÇÃO DE MEDICAMENTOS E FARMOQUÍMICOS PARA A ÁFRICA

A ABIQUIFI (Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica) por meio do Projeto Setorial Brazilian Pharma Solutions, realizado em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), promove entre os dias 13 e 15 de maio, em São Paulo, uma Rodada de Negócios entre Brasil e África, com a participação de 10 empresas brasileiras.

A ação tem como objetivo promover as exportações da indústria brasileira de farmoquímicos e medicamentos, por meio da aproximação entre empresas brasileiras e estrangeiras interessadas em adquirir esses produtos brasileiros.
Para esta edição estão confirmados 10 convidados africanos, dos seguintes países: Moçambique, Camarões, Guiné Equatorial, Costa do Marfim, África do Sul e Nigéria.

MERCADO

O continente africano oferece grande potencial de negócios para as empresas brasileiras do setor. Só na África do Sul, por exemplo, são 50 milhões de habitantes, estando grande parte de todos os países africanos ainda em desenvolvimento, com mercados abertos a novos parceiros internacionais. “Com isso, vislumbram-se diversas oportunidades de negócios para as empresas brasileiras, que estão em busca de novos mercados para ampliar sua inserção internacional”, explica a gerente de projetos internacionais, Natália Porto.

Os números de exportação para esses países ainda é baixo, porém, apresentou aumento de 2012 para 2013. Nos farmoquímicos, passou de US$ 4.8 milhões para mais de US$ 5 milhões. A balança comercial desses produtos é positiva para o Brasil em mais de US$ 3 milhões. Os itens mais exportados vão para a África do Sul, Angola, Moçambique e Costa do Marfim.

Quanto aos medicamentos, as exportações alcançaram US$ 11 milhões em 2012 e apresentaram queda, para US$ 9 milhões em 2013, para os mesmos países, mais Camarões e Guiné Equatorial. A balança comercial dos medicamentos ainda é positiva em mais de US$ 5 milhões.

OUTROS DADOS

Medicamentos: as exportações brasileiras de medicamentos atingiram no primeiro trimestre de 2014 a soma de US$ 289,5 milhões, mantendo o mesmo ritmo do ano passado.
Insumos farmacêuticos: US$ 145,5 milhões foram enviados ao exterior em 2014, até março, sendo US$ 124,3 de farmoquímicos e US$ 21,2 de adjuvantes farmacotécnicos.